Mostrando postagens com marcador Doida e Depressiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Doida e Depressiva. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Junho e o seu drible carretilha - Parte 2

Pra entender esse texto, cê vai ter que ler esse primeiro, tá?! 

Junho chegou e eu só peço a ele uma única coisa: Que o drible carretilha não venha. Cara, estamos em uma pandemia, estamos tocando fogo em racistas, estamos vivendo marcos na historia, NÃO VEM NÃO DRIBLE CARRETILHAAAAA! 
Todo mundo que acompanha Larissa Diaries - Ou que leu o texto que citei acima - sabe muito bem que JUNHO É O PIOR MÊS DO ANO PRA MIM. Ele vem cheio de dramas, términos, surtos e o inverno, que sempre parece ser tão distante, quando chega Junho, eu sinto o cheiro dele, a dor, o sofrimento, tristeza e a frieza dos dias - Cara, ler os textos anteriores sobre esse mês e ver se estou exagerando -. 
O último texto que escrevi sobre Junho, eu deixei claro que ele é o jogador que dar o drible carretilha, brincando com a bola - Ler-se a vida - e eu estou caída no chão com cara de "ué", porque, né, EU NEM SEI PORQUE CAIR, PORQUE ESTOU NO CHÃO, E ESTOU LÁ, Junho faz isso todos os anos comigo, e além de atualizar o pior Junho da minha vida - Que não é mais o de 2013 -, nesse texto, vou atualizar a thread já que só fomos até Junho de 2016, esse é o pior mês do ano e eu posso provaaaaar #PAS 


Junho de 2016: A primeira depressão? 
Eu escrevi 13 texto em Junho de 2016 e um livro, sim, a dor de amar o Comendador me fez produzir muitas obras. Eu não sabia naquela época, mas eu tive uma depressão não diagnosticada, o Comendador acabou comigo, eu chorei Junho inteiro por ele, carreguei a culpa e me martirizava por ter destruído tudo, mas essa historia não teria como ser diferente, não é mesmo?! Foi o Junho da temporada Oblivion, que eu estava pagando preços para o Agiota, que eu não conseguia me relacionar com ninguém e minha vida amorosa era uma piada - Nessa época eu ainda dava atenção a ela -. Foi o Junho que mais chorei, em qualquer lugar, em qualquer momento, eu me sentia triste e sozinha, e nem imaginava que Junho de 2019 ainda estava por vim. 

Junho de 2017: Mergulhando em mim 
Foi o primeiro ano que senti a operação de vendas que atuei, e adivinhem só, EU ME SENTIA VIVA PRA CARALHO! Não sei se foi a loucura toda de geri pessoas, se foi porque eu mergulhei de verdade nisso tudo, eu sei que eu trabalhava feito louca, e adorava demais! Tia Terapeuta tinha me convencido que eu tinha as rédeas e o controle de Junho nas mãos, mesmo com nada de novo, viciada em trabalho, eu não só me aperfeiçoei meu dom de porto, como também mergulhei em mim, aprendi a curti minha própria companhia e foi ali o começo do caminho de todo esse processo de autoconhecimento.  Vocês devem pensar "AAAAA, então foi bom!", não foi, eu comecei a está mais sozinha do que o normal, estava criando muros na minha vida e nem sabia, lá na frente estaria pagando um preço por isso.

Junho de 2018: Términos 
Enquanto Junho do ano anterior eu aprendia a está sozinha, Junho de 2018 veio e tirou tudo de mim. Ele iniciou o processo de retirada de personagens, de forma totalmente brusca, do super S, o melhor grupo de amigos que eu jamais na vida terei novamente e de Desiré, a amiga que não tinha oportunidades e que jamais iria me abandonar, E FOI LÁ E ABANDONOU. 

Junho de 2019: A morte 
Esse Junho merece um texto, melhor, uns 3 capítulos de contextualização sobre ele. Foi o pior Junho da minha vida, porque estava morta mesmo, como um zumbi, minha vida não havia sentido nenhum. Estava diagnosticada com depressão, meu mundo estava acabado no trabalho e eu sofri um surto dentro da empresa que eu construir um nome e uma carreira. Eu estava tão doente, que estava pesando 67kg - Estava horrível, mas me achava linda -, eu não comia direito, não saia e nem andava com ninguém, eu estava mais uma vez sozinha e usava drogas como bala e MD para criar uma ilusão da minha vida. Achei que tivesse momentos de luz nesse Junho, mas tudo que me lembra a luz, só me vem como um borrão, eu achei mesmo que ia morrer de vez ano passado, e se não morresse, iria fazer valer cada segundo da minha vida... 

Eu não espero nada de bom esse ano, como disse, estamos em uma pandemia, em quarentena, podendo pegar vírus mortal e morre a qualquer momento, eu só queria mesmo que Junho fosse leve, mesmo sabendo que ele não vai ser - E essa sou eu sendo otimista, táokey? -.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

meu maior inimigo

"As motivações vem do tesão, não da cobrança" 

Essa frase ficou ecoando várias vezes na minha cabeça. Tia Terapeuta sabe como mexer comigo. Me mostra a vida com tanta clareza, não sei o que faria sem ela. 
Eu sempre sempre SEMPRE me autossaboto. Em tudo na minha vida, sou minha maior inimiga e a pessoa que mais me coloca pra baixo. Tenho problema com cobrança, talvez, na infância, alguém me disse que eu não era suficiente, ou eu precisei provar isso de alguma forma, não sei, talvez E SÓ TALVEZ, eu só sou louca mesmo, mas tenho grande problemas com cobranças
Em todos os lugares onde estiver, eu tenho uma necessidade (???) de ser a melhor, eu preciso ser melhor aluna, melhor profissional, melhor mãe, melhor namorada, melhor dona de casa, melhor escritora, MELHOR PESSOA NO MUNDO... E o lance é que você nunca fica bom o bastante, tudo é ruim, mal feito, poderia está fazendo melhor - Inclusive, tenho alarmes com essa pergunta "O que você está fazendo agora, você pode fazer melhor?" -, pode melhorar, eu consigo mais, O.T.E.M.P.O.T.O.D.O. No meu antigo emprego, eu batia 200% de meta e achava que poderia extrair mais, eu trabalhava o dia todo, e quando chegava em casa me cobrava a fazer mais trabalhos pessoais e domésticos, e chorava de soluçar se não conseguisse dar conta. A última, é que eu coloquei um quadro na parede pra fazer um monte de coisa que eu gosto, e no dia que não consigo fazer por coisas que acontecem durante o dia, eu entro na nóia, GENTE, SÃO COISAS QUE EU GOSTO DE FAZER, COMO ESCREVER E LER!!!! E no dia que não faço, choro, me sinto insuficiente, que não estou dando meu melhor GENTE, NA 40TENA, GENTEEEEEE 
Eu nem percebi que estava fazendo isso comigo mesmo, tipo, que eu tenho problemas com cobrança, desde minha primeira sessão que escrevi em toda página de apresentação a frase "eu sou a melhor!", eu e Bárbara sabemos disso, mas que eu criei um sistema para me sabotar, NÃO. Eu fui lá, coloquei 18 coisas no quadro, coisas que eu AMO fazer, tem até assistir séries, então, era muita coisa legal. Fiz o primeiro mês todo, me sentindo a produtiva do momento - E ele te faz produzir mesmo, mas com autocuidado -, no segundo mês, comecei a não fazer alguns dias, e eu me dilacerava, julgava e condenava, POR NÃO ASSISTI SERIDO, porque estava no quadro, eu tinha que fazer T.I.N.H.A. Perceberam? Foi aí que deu ruim, eu fiquei triste, tinha 57 dias sem fumar maconha, FUMEI, porque né, tava surtando, hoje já voltei com minhas sessões de terapia, porque né, tava surtando, e agora estou aqui escrevendo, para vocês verem que somos todos fracos, vivendo o mal de cada dia, e deixando as doenças emocionais acabarem com a gente. 
Eu sou uma pessoa legal, sabe?! Eu vivo plena, tranquila e serena, não guardo mágoa de ninguém, porque SEM TEMPO PRA ISSO, IRMÃO, sou milagreira do amanhã, sei que sou uma pessoa de pessoas E tenho doenças emocionais, traumas e probleminhas como cada um de vocês, coisas que nós transforma em nossos maiores inimigos, e eu posso provar rs

terça-feira, 5 de maio de 2020

bagunçada e vazia

As vezes a vida fica uma bagunça. Eu não consigo mexer e somente procrastinar, tudo, o tempo todo.
Acordo cedo, mas não saio da cama, tomo banho, mas não visto roupas, não sinto fome, sede e nem vontade de viver, sinto-me perdida, solta... Levanto e abro a geladeira, a faço de TV, olho cada prateleira como se cada uma delas fossem um canal, fecho, chego na janela e olho o nada, não consigo ter percepções, não enxergo.
As paredes da minha casa ficam frias, ecoando o vazio, mesmo eu sentindo, em alguns momentos, a presença dos outros. Sinto eles nos cantos, no banheiro, do meu lado, como uma sombra, se arrastando com a minha companhia solitária. Lá fora está tudo igual, mas é dentro, é o caminho, o processo, que parece que trava, que faz muitas curvas até enjoar, dando um nó, no peito, na vida, segurando minha alma, segurando minha voz, me mantendo presa, de dentro pra fora, bagunçada e vazia. 
Eu volto pra cama, vejo um filme sem entender, sorriu não sei de quê, é tudo superficial, distante. Levanto, fecho um baseado, acendo, sorriu, de mim mesma, perdidinha da silva, louca, lembro do meu passado, reflito sobre meu presente, olho para meu futuro e choro, choro copiosamente, "a bad trip me pegou" penso, fumo mais um pouco, penso em coisas divertidas, no amor da minha vida, de conversas existenciais, sorriu de mim mesma tentando expulsar a bad.
Saio do banheiro para atender aquela ligação, que vai me fazer sorrir, ouço a voz do outro lado da linha, sigo falando frases prontas sem ouvir sequer o que o outro diz. Eu não sorrio, é a certeza, de que lá fora está tudo normal, já aqui dentro, só o caos.

"Cheguei a pensar que tava tudo bagunçado, entrei em casa e não entendi,
eu acendi o baseado e logo vi, perdido é pouco pra quem tá no mundo pra fugir"

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Parecia inofensiva, mas me dominou


Os últimos 3 dias só vieram para reafirmar o que eu já sabia: Eu não estou pronta para resolver qualquer coisa que seja na minha relação com a maconha. Eu perdi o controle total, é uma relação tóxica pra caralho, e eu não consigo lidar em nada com isso - Ler-se sou fraca -
A maconha me fez bem por muito tempo, maconha sempre foi legal, até começar a perder o controle de espaço e tempo, até não dormir mais, até não comer mais, até não produzir mais, eu cheguei em um lugar muito longe com essa companhia, era só eu e ela, não tinha amigos, amores, trabalho, era eu, ela e o vazio, o banheiro, as madrugadas, o poço, eu achei por muito tempo que havia perdido tudo, ela me fez pensar sobre isso, e no lugar disso tudo eu a coloquei, todas as dores foram supridas por ela, eu só conseguia me mexer com ela, eu acordava e fumava, eu me sentia triste e fumava, eu sentia fome e fumava, eu queria esquecer e fumava, eu queria dormir e fumava, eu queria sair e fumava, eu queria me sentir viva e fumava... E veio o looping, e veio a compulsão, e veio o não está mais sóbria, e veio a vegetação, e a sentada na varanda, e a vida escorrendo diante de mim para um lugar que não era mais meu. Virei a maior antagonista da minha própria vida, não era ninguém que me derrubava, era eu mesma, descendo e indo mais fundo, e não tem a ver só com a maconha, era como eu me comportava diante dela, eu permitia me dominar, nunca vi como a culpa da droga, meu senso de auto responsabilidade já gritava pra mim que não era o quê, mas como eu perdia o controle diante dela, e eu perco ainda e fácil vou ao nocaute. 
Não consigo dizer quando foi o momento que confundir tudo e perdi, se no auge da depressão ou se eu já sacava tudo que acontecia no inicio de 2018, eu sei que eu só fui mais e mais fundo, e cair muitas vezes só para ratificar que o lugar que cheguei com ela não era mais sadio ou feliz, eu ultrapassei a linha, a linha que a gente diz que nunca vai passar, eu cheguei no fundo, até conseguir olhar pra ela e admitir que ela parecia inofensiva, mas me dominou.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Episódio de hoje: Estratégias para destruir o Sabotador

Para ler ouvindo "High Hopes" - Pink Floyd

Era a terceira vez que eu parava para vomitar. Não sei, mas voltar àquele lugar me deixava enojada. Talvez pelo cheiro, ou pelos gritos, ou, até mesmo, pela energia que estava no ar, fazendo com que eu lembrasse de todas as dores e das coisas ruins que me aconteceram, e, principalmente, me fazia lembrar da última vez que estive aqui. 

P: Você aqui?! - Falou um dos Príncipes das Trevas - Veio entregar as armas de novo, Fraca? 
L: Não. Vim falar com você. Diga a ele que estou aqui, e quero lhe falar. - Falei alto, tentando não escutar os gritos ao meu redor. 
P: Por favor, madame! - Ele falou se curvando e fazendo reverência debochadamente - O senhor sabia que você vinha. 


Seguimos para o Castelo de Ouro e me lembrei o quanto ele era lindo. Passamos por corredores, e, por trás de cada porta, ouvia um gemido diferente. Nos esbarramos com uma mulher que, aparentemente, havia fugido de algum dos quartos. Ela caiu nos meus pés e gritou desesperadamente "Me ajude! Por favor, me ajude!". Os Dementadores chegaram logo depois, sugando todas as suas energias. Um deles veio até mim e começou a sugar as minhas também. Caí de joelhos sentindo todo o resto de felicidade que existia em mim se esvair. Tonta, ouvi o Príncipe das Trevas dizer "É visita real, ele não vai gostar de saber que fez algo com uma coisa dele". Sem forças, sussurrei "Eu não sou uma coisa e muito menos dele..." 
Senti o Príncipe me levantar pelos braços, mas não conseguia ficar em pé. Ele me sacudiu e eu vomitei mais uma vez. Ele colocou meu braço sobre seus ombros e entramos em um corredor cheio de mulheres, que cantavam uma canção que me fazia chorar, mas não conseguia identificar qual era. Elas dançavam com véus de várias cores e, quando íamos passando por cada uma, elas sussurravam no meu ouvido coisas como "Fraca", "Perdedora", "Quando vai descer de vez?", "Eu quero te machucar", "Quero te ver sofrer"... 
Chegamos à Sala Real do Castelo de Ouro e senti o meu sangue pulsar pelas minhas veias, meu coração acelerou como se tivesse levado um choque e eu já não precisava mais da ajuda do Príncipe das Trevas para caminhar. 
Enquanto caminhava, ouvia os cochichos e risos de todos que estavam na sala. Olhei ao redor e nada havia mudado, eram os mesmos príncipes, guardas, legiões e escravos. 


S: Um bom filho à casa torna! Não é essa a frase de efeito que criaram com base naquele livro cheio de mentiras, para que toda vez que um filho nos deixasse, se arrependesse e voltasse, justificar as merdas que ele fez? Eles ainda dão um ponto de atenção ao "bom", mas fico sempre a me questionar: um BOM filho deixa mesmo os seus pais? HAHAHAHAHA! Deixa, né? Olha onde estamos... - Falou o Sabotador, levantando do trono de ouro e sendo mais sarcástico do que o normal. 
L: Não sou sua filha. Na verdade, não temos ligação nenhuma. Nem sua serva sou! Além de velho, tem ficado louco? - Falei sorrindo e no mesmo tom sarcástico que o dele. 
S: Mas poderia ser, o que deixa claro que você sempre faz as piores escolhas, mas isso você sabe muito bem.
L: Bom, eu não tenho tempo a perder... - Neste momento, comecei a tirar toda a minha armadura, joguei a espada e as cartas no chão. 
S: Dessa vez, você desistiu mais cedo... Sabe que não poderia me enfrentar, não é? 
L: Não, eu fiz isso por mim. Aprendi a lição: não devo lutar por coisas que não valem a pena... 
S: Então, está dizendo que o seu Noah não vale a pena?
L: Não, não vale. Assim como eu não valho para ele. 
S: Que interessante... - O Sabotador desceu do altar, parou na minha frente e olhou dentro dos meus olhos - Está muito fácil. Da última vez que esteve aqui, chorou copiosamente, pediu pela vida de Zé... O que mudou dessa vez?
L: Como disse antes, eu aprendi as lições. Desistir também um ato de coragem e... 
S: Você é fraca! É por isso que você desiste. Não me venha com frases de efeito, que Ele, supostamente, O Todo Poderoso, diz para te confortar. Acha mesmo que vai passar pelas coisas e não vai pagar, não vai sofrer, não vai sentir? Do lado dele sempre foi assim. Eu sei como se sente, eu já estive do seu lado também. Não te incomoda o fato de lutar, lutar, lutar e seu carrinho nunca sair do lugar? 
L: A colheita vai chegar, as coisas boas também virão. 
S: HAHAHAHAHAHAHAHAHA! Você me faz gargalhar! Mesmo depois de séculos, eu ainda vejo ele fazer as mesma promessas "Sirva a mim, passe pelas provas, seja obediente e terá um lugar no céu..." - O Sabotador falou com a voz imitando o Cara da Roda Gigante - Ele não quer que você viva! Ele te tira tudo o que é natural, o que a carne implora, o que é normal. Você deixa de viver na esperança de um futuro que não existe, de um céu que não existe. 
L: Onde estamos? 
S: O quê? Como assim? Estamos na minha casa! 
L: Onde é? - O Sabotador me olhou sem entender os questionamentos.
S: No inferno, no melhor lugar de todos os mundos. 
L: E o céu não existe? - O Sabotador abriu a boca e antes que pudesse falar continuei - Não, você não precisa falar nada, não tente me convencer. Eu já escolhi meu lado há muito tempo, quando desci as águas, quando conheci, verdadeiramente, o Cara da Roda Gigante. 
S: Você é uma perdedora que, se depender de mim, não vai conseguir nada. Sabe, sorri ao ver você chorar implorando pra ficar com ele... E não vai acontecer, você perdeu.
L: Bom, eu reconheço, perdi essa batalha... 
S: Mais uma! Claro, não foi tão divertida como na outra temporada, onde te vi sangrar... Foi realmente delicioso.
L: Sim, mais uma - Cheguei mais perto do Sabotador e olhei dentro dos seus olhos - Mas não esqueça, a guerra não acabou, e eu não tenho medo de você. Quem olha por mim não dorme, e, enquanto tiver vida, eu jogo do outro lado. - Tirei do bolso uma fita vermelha, desfiz o laço e cortei-a no meio - Acabou, seu laço foi desfeito. Até a próxima! Afinal, eu sei que você não vai desistir de mim. 

Virei de costas e tentei sair mais rápido possível daquele castelo. Ouvi o Sabotador me xingar e me jogar pragas. Ao sair completamente do castelo, tomei o sangue do Cara da Roda Gigante para que, quando voltasse, não carregasse comigo toda aquela carga negativa e maldições. Tudo isso eu deixei lá, no inferno. 
Após caminhar por algumas horas, senti a mochila pesar. Sentei no chão do deserto e chorei copiosamente. 


L: Eu não tenho mais forças... - Sussurrei. 
C: Tem sim. Eu estou orgulhoso por você. - Abri meus olhos e já estava em um campo florido. Do meu lado, O cara da Roda Gigante sorria. 
L: Não foi fácil dizer que o Noah não valia a pena. Não foi fácil voltar lá. Estar no inferno é como reviver todos os seus erros, e a sensação é como se estivesse com balas no peito. Eu não quero mais voltar lá. 
C: Eu não posso te garantir isso. Como você mesmo disse, estamos em guerra, ela não acabou... 
L: É difícil abrir mão de algumas coisas... 
C: Escolhas. Você está abrindo mão de coisas antigas e está abrindo espaço para coisas novas - O Cara da Roda Gigante tirou minha mochila das costas - Você trouxe todas as peças? 
L: Sim - Falei desanimada. 
C: Vamos, levanta, temos um carro pra consertar... 
L: Eu quero ficar um pouco mais - Deitei na grama e olhei para o céu - Faltam 3 dias para Oblivion terminar e o que eu mais quero é descansar nesses dias... Mas o Senhor pode ir. Melhor, deve! Será que meu carrinho vai subir? 
C: Para o topo! 

O Cara da Roda Gigante saiu e eu comecei a chorar mais uma vez. Meu corpo doía, minha cabeça doía, meu coração doía. Eu perdi mais uma vez, desisti. "Ele sempre ganha", pensei. 
Coloquei as mãos nos bolso e senti um pedaço de papel e um tecido. Era um pedaço da fita vermelha, e uma das cartas que deveria ter ficado no inferno. "Não acredito!", esbravejei. Abri a carta que escrevi para o Comendador e li seu título: "A última Carta". Apertei-a sobre meu peito e chorei mais uma vez, fechei meus olhos e pensei: 

- O amor não acabou.

domingo, 10 de julho de 2016

Sobre o meu desgraçamento de cabeça


Para ler ouvindo: "Hey You" - Pink Floyd

Não, eu não estou bem. É horrível falar isso na última semana de Oblivion, depois de ter passado a última onda e já ter começado a época da colheita, mas não, eu não estou bem. 
Vamos lá, eu tenho Pepi, que de longe é a melhor coisa que já fiz em toda, eu disse TODA, minha vida. Eu sou uma pessoa feliz por ter uma filha tão incrível. Eu tenho um emprego, o que na situação atual do país, isso é muito bom. Meu emprego não é o que eu quis fazer toda a minha vida, nem sonhei com isso desde criança, e não, eu não sou uma pessoa realizada profissionalmente, mas é um emprego bom, com uma gestão muito boa, com tudo que um emprego normal tem. Eu tenho saúde física - Ou acho que tenho já que nunca mais fiz um check up -, consigo ter força para fazer tudo e um pouco mais. Eu tenho uma casa, comida na mesa, família, amigos... Eu sei. Eu tenho tudo para está feliz, mas não, eu não estou feliz. 
O que tem acabado com meus dias e tirado a minha paz, é o tal desgraçamento de cabeça. É essa dor que não passa, são os pensamentos constantes, e o acordar de madrugada, ou o passar de dias inteiros pensando nesse desgraçamento. E o meu desgraçamento tem nome e sobrenome:

Comendador Jose Alfredo 

Se passaram 4 meses e eu não esqueci o Comendador. Não que eu não queira, ou não me esforce, na verdade, eu não suporto gosta dele, eu odeio isso de verdade. 
Lembro, que logo depois que terminei com Zé, passei meses querendo encontrar alguém que me balançasse. Lembro também, que antes de conhece-lo, passei por varias pessoas e não conseguia sentir o calor, a paixão. Era tudo tão momentâneo e fugaz... Lembro que, certa vez, senti falta de sentir isso o que sinto hoje, o amor, o amor por alguém, que antes acreditava que jamais voltaria a sentir. 
E o Comendador surgiu. Como se tivesse saído dos rabiscos da minha agenda. De blusa de banda, uma câmera na mão e com os ouvidos mais afinados para música que eu já vi. Acredito que essa seja a única coisa que temos em comum, nós não tocamos instrumentos, mas falamos de música com uma base, como se já tivéssemos tirado todos as nossas músicas preferidas no violão. 
O Comendador foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida no último ano e a pior também. O cara bagunçou tudo. Me fez mudar de lado, opiniões, discursos. Abaixei bandeiras e coloquei minha cara a tapa para julgamentos. Com essa historia toda, aprendi lições e paguei preços, deixando claro, que tudo isso por escolhas minhas. Mas não tinha como não escolhe-lo, o Comendador é o cara, aquele que confabulei anos na minha cabeça, ele é o cara sim, pra mim. 
O ruim dessa historia linda and perfeita, é que nossa historia veio com prazo de validade, começou do lado negro da força, e mesmo que eu lutasse, eu não iria sustenta-la por muito tempo. Sim, eu também baguncei tudo, também quebrei a banca e dei o xeque-mate. 
Entramos em um caminho sem volta, e parece que não importa o que eu faça, não vamos voltar para a luz. Não existe mais nós, não somos mais prioridades e estamos a um passo de virar, o que eramos antes, completos estranhos. 
E isso tudo dói, dói muito, dói tanto. Eu acordo, e após 10 minutos, o sorriso dele vem, descaradamente, na minha mente. Quase uma hora depois, estou chorando no ônibus lamentando por tudo que fomos e deixamos de ser. Durante o dia, sorrio com as piadas que ele faz em grupos que temos em comum. A noite, choro mais um pouco, antes de dormir ou na madrugada, quando acordo e penso em ligar para ele só pra ouvir sua voz. 
Eu sofro de desgraçamento de cabeça, e eu não posso dividi-lo, não posso compartilha-lo com alguém, é uma dor minha, das escolhas minhas
É importante deixar claro, antes de começarem a me julgar, que não, eu não estou triste por minha vida amorosa ser uma piada, por eu não ter alguém, um homem do lado, eu não estou triste por isso, não SÃO ESSAS COISAS. Eu estou triste por amar alguém que não quer ficar comigo, eu estou triste por amar alguém que não deveria amar, eu estou triste por tudo que fizemos um com o outro, estou triste por sentir dores emocionais todos os dias, estou triste por chorar todos os dias dentro de um ônibus pelo mesmo motivo, estou triste por querer falar/ouvir e não poder, estou triste pela perda, falta, saudade ou qualquer coisa que esse desgraçamento seja. Eu não quero mais entende-lo, eu só quero que ele passe e desencaralhe de vez a minha vida.

sábado, 25 de junho de 2016

Episódio de hoje: Só verdades


Então, que passar 3 dias em casa sozinha, tem sido uma delícia para mim. Eu escolhi. Escolhi refleti sobre a vida, ficar sozinha, exorcizar demônios. Escolhi curti a ociosidade dos meus dias, do jeito alá Junho de ser - Eu só quero que ele acabe logo -. Sinto a onda se aproximando e a prova disso, foi a chuva de verdades que ouvir hoje. 
Começou com Hitch, minha conselheira amorosa, dizendo o quanto "eu sou resiliente, que eu posso sofrer horrores, mas ela não se preocupa, porque eu sei me reerguer, que eu sempre ressurjo, e que já está na hora de sair do luto, afinal, já se passou muito tempo.." Observei ela escrever isso, e eu ri. É engraçado como as pessoas me veem, e como elas ainda, acreditam em mim. 
Isso aconteceu também, mais cedo, com minha Xamã Espiritual. Que, após ler todo o meu blog, mandou áudios e áudios contextualizando "como meus textos são intensos, emocionantes e tristes", principalmente que ela viu o lado espiritual das coisas. Disse também o quanto "sou original, como tem amado meus textos e como eu tenho me aprimorado cada vez mais". E frisou o "quanto eu sou inteligente, como eu tenho entendimento espiritual, que sou incrível e tenho um potencial extraordinário, e sim, que tem algo em mim em especial, que faz com que, o Cara da Roda Gigante, não desista de mim". Dessa vez, ao ler e ouvir tudo isso, eu chorei. Chorei, porque ela não mentiu, parece loucura essa coisa do Cara da Roda Gigante e do Sabotador, mas não é, as coisas boas e ruins estão aí, é um saco, é chato, mas elas estão, e sim, existe energias trabalhando em pró das duas coisas, é só querer tirar as escamas dos olhos. 

Mas o ponto alto do dia, foi meu diálogo com a Musa. Um diálogo pesado, 
por um único motivo, veio carregado de verdades. 

M: Boa Tarde! - Chegou Musa na cozinha, me abraçou de lado, enquanto eu mexia o macarrão, a beijei no rosto e ela sorriu - Você tá adorando esses dias sozinha, né?! 
L: Ai, Musa, tô adorando sim, tava precisada, sabe?! E se você analisar, eu sempre tenho dias de Junho assim, então, só estou cumprindo o combinado.
M: Dias assim são bons, eu até achei que não daria certo, que alguém ia aparecer...
L: Não, quero ficar sozinha mesmo, por isso estou um pouco out nos grupos, quero descansar, ficar só mesmo. 
M: Não queria ninguém mesmo?
L: Talvez a Mary, mas ela ainda vai aparecer por aqui. Mas a Mary é minha melhor amiga, e já sabe como é meu jeito, se estiver assim, ela entra na onda de hibernar comigo, de só ver filmes e seriados, ela curte isso também.
M: Mas outra pessoa também pode aparecer. - Falou Musa com um sorriso no rosto - Alguém que você tenha convidado...
L: Ele não vem Musa... Ele tem medo. 
M: Oi? Medo, como assim?? 
L: Aaaah, Musa, ele me ama, e por isso não quer me ver.
M: Peraí, é sério isso? Ele tem medo porque te ama? Cê tá se ouvindo?
L: Musa, entenda, o Comendador me ama, e ele fez uma escolha, que envolve não está mais comigo, e está sendo leal a isso...
M: Aaaah, então ele está sendo leal a uma escolha? Really?
L: Musa, quando tudo aconteceu, ele fez uma escolha, que independente do que acontecesse ele não ficaria mais comigo, ele me ama, mas escolheu não ficar comigo e está sendo leal a isso...
M: Não, sério? Você acredita mesmo nessa maluquice toda? Ou é só pegadinha? Pra me sacanear? - Falou Musa, com uma cara de espanto.
L: É só o que é... 
M: Não, não é não! Já pensou que já se passaram quase 4 meses, que ele já tem outra pessoa, que ele, provavelmente, desopilou??
L: Musa, não é bem assim, é que...
M: Olha, até eu entendo você viver essa merda de luto, e querer chorar tudo que tiver pra chorar, mas as pessoas são diferentes, com cabeças diferentes, você querer mesmo acreditar que ele te ama e fez uma escolha, chega a ser ridículo! Pronunciar isso alto, então, piorou!
L: Musa, eu o conheço, e sei.. 
M: VOCÊ CONHECE QUEM?? - Musa falou alto e gargalhou - Olha pra você! Seu maior defeito é acreditar nas pessoas, a última pessoa aqui que conhece alguém é você! 
L: Isso não é verdade, eu...
M: Friend, eu sei que você quer acreditar no que lhe convém, mas são fatos. O Comendador nos últimos meses não demonstrou ter interesse nenhum em você. Quantas cartas escritas AND entregue pra ele? Você o chamou cara a cara para conversar, qual foi sua resposta? Você entrou no jogo dele, chamou ele para transar, o que ele deixou? Silêncio. Ele não está aqui porque ele não quer, e não porque te ama e fez uma escolha.
L: Musa, você não sabe o que está falando... 
M: Eu falo do que eu vejo. - Nesse momento, Musa me abraçou e eu comecei a chorar copiosamente - Pronto, vamos supor que você tenha razão, que ele tenha feito uma escolha. Tá vendo, ele está aí, vivendo a escolha dele, e essa escolha, mais uma vez, não foi você. Entende? Ele não te escolheu. Ele escolheu seguir em frente, e acho que é o momento de você fazer o mesmo.
L: Mas Musa, ele é o Noah...
M: O Noah que escolheu não está com você, que escolheu abrir mão de um amor, né isso que acha? Então, ele escolheu, ele desistiu, e tá aí, vivendo a vida dele, já com outra pessoa, sendo feliz, e se não está sendo, está passando que está muito bem. - Musa colocou a mão no meu rosto e olhou dentro dos meus olhos - Eu sei que dói, eu sei que parece que a dor não vai passar, mas ela vai. Honre o nome dessa temporada e esqueça ele, o que as pessoas dizem pra você é só verdades, e para o seu melhor, quem te ama, está do seu lado, essas pessoas te escolheram, e se não faz isso por você, faça isso por elas. Siga em frente.

Musa beijou minha teste e ficamos abraçadas enquanto chorava copiosamente. 
Ela tinha razão. Todos tinham. Chegou a hora de seguir em frente.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

A brutalidade da vida

Para ler ouvindo "Wish You Were Here" - Pink Floyd

Salvador, 12 de Junho de 2015 

"Nunca imaginei que em um dia dos namorados, estaria aqui escrevendo. Nunca imaginei que em um dia dos namorados, estaria escrevendo e no trabalho. Nunca imaginei que em um dia dos namorados estaria escrevendo, no trabalho, às 21:28 dá noite. 
É dia dos namorados, e eu aqui, na merda, nunca imaginei. Eu me pergunto sempre "Onde foi o ponto?". Qual o momento do ‘antes’ e ‘depois’. Aquele dia. O dia que tudo começou a desandar na minha vida, quando passei a ter todas as áreas da minha vida atingida por uma sucessões de ‘QUÊS’, onde eu vegeto, nem sobrevivo mais. Vegeto, porque é tanta coisa inacreditável acontecendo. E as pessoas falam assim “É uma fase, um momento, logo passa..”, mas não passa, não passa mesmo.
Nem lembro a última vez que sorrir de felicidade, dá extrema felicidade, aquela que mesmo com todos os problemas do mundo, você gargalha e sente a leveza, a paz. Não sinto, e nem acredito muito que vou senti mais, e não é pessimismo não, é a realidade, é a brutalidade da vida, é o que vejo, o que sinto, o que vivo
Outra noite, deitei e chorei horrores - O que tem virado minha rotina - e fiquei pensando que outrora, eu jurava que já tinha sofrido muito, muito mesmo, de ficar fudida na merda, de ter a sensação de perder um braço de tanta dor que eu sentia, e hoje percebo como as coisas podem piorar e como a vida ainda pode gargalhar da sua cara." 


Achei essa carta perdida nos meus rascunhos e ainda consigo sentir toda a dor. Era uma fase péssima da minha vida, foi um dos maiores banzo da historia, mas ainda consigo sentir muita coisa daí. 
Hoje me peguei pensando nesse ponto, esse que mostra qual foi o momento que começou essa bagunça toda na minha vida, como eu cheguei até aqui, e como eu deixei tanta coisa acontecer. 
Lá atrás, eu me reinventei, comecei do zero, conseguir muita coisa por mim e nesse meio tempo, fui perdendo várias outras coisas. Eu, de verdade, não sei o que aconteceu. O que fiz mais para os preços serem tão altos, tão doídos, tão sentidos. E eu acho graça, que tem pessoas que me admiram, que me vêem como exemplo, como alguém especial, como a bacanona. Eu não sou, tenho um mapa super escroto, que tem essa necessidade de ser transparente, de posar de forte, de gritar para o mundo que sou uma sobrevivente... Sou nada, sou a mulher que chora no ônibus, no banheiro da casa de uma amiga e até no trabalho. Eu nunca imaginei, nunca, eu achei mesmo que minha historia seria diferente, mas eu só sou uma mãe cometendo todos os erros possíveis, um porto seguro de amigos, que não se sustenta mais, uma péssima filha, uma bomba relógio pronta pra explodir, com a vida amorosa mais falida da historia, boa em fingir sorrisos e soltar um "Tô de boa", quando na verdade estou falando alto e gargalhando de nervosismo, preocupada em manter o papel. 
Quando escrevi essa carta, fique surpresa por chorar todas as noites, mal sabia eu que choraria todos os dias em um ônibus. Quando escrevi essa carta, eu percebia o quanto a vida pode piorar, e olha só, ELA PODE PIORAR MAIS. 
E cá estou eu, me refazendo de novo, tomando as porradinhas, caindo, chorando, levantando, tentando reverter o quadro, quando na verdade, só queria desisti de tudo, deitar em posição fetal, e chorar. Eu queria mesmo desisti, queria viver outro mundo, outra vida, mas não, tô refazendo essa mesmo, tô no mar, nadando, rezando para a "última onda" vim longo e levar tudo que tiver que levar, me ajudar a esquecer, tudo que preciso esquecer, superar a brutalidade da vida, e finalmente, viver o ano que todos gritam que é meu.

Ps: Escrevi esse texto todo chorando, mas acho que vocês perceberam.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Vem cá, senta aqui, vamu chorar...

"Chorar faz eu me acalmar e suportar o peso dos meus problemas" 
 Claramente eu, mas é do filme 'Divertida Mente

Sábado, 06:15 dá manhã, e eu estava fazendo o quê?? Isso mesmo, chorando copiosamente, no ponto de ônibus, ao som de Something
Essa cena tem sido constante na minha vida. Eu tenho chorado - E é copiosamente - em TODOS OS LUGARES possíveis. Claro, o ônibus, é ainda, um lugar recordista, e estou em um nível, que nem me importo mais se neguinho tá me vendo chorar, nem coloco mais óculos pra desfaçar, nem nada, choro, choro mesmo, e vivo com isso. 


Nesse último sábado, citado acima, foi ressaca da formatura de Débora, e lá fui eu diva divante, comemorar a vida com ela e... BEBI COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ! E aconteceu uma das coisas mais rara do mundo: CHOREI O MUNDO, CHOREI TUDO, CHOREI DE SOLUÇAR! E é claro, copiosamente
No sábado eu não acordei legal, minha energia estava muito baixa, sentir o banzo se aproximar e tentei rebate-lo com a festa. De nada adiantou, ele me pegou, me pegou de jeito. Eu não consigo me lembrar de muita coisa: Lembro de chorar no banheiro, de chorar com um amigo, de jogar uma verdade na cara de uma amiga, de falar "SAAAAIIIII DAQUIIIIII" com Superman, de parar em uma pizzaria, de ter vomitado umas 4 vezes, e todo o resto, são vultos e rosto no salão. 
Gostaria de deixar claro, em minha defesa, que estou passando por um momento delicado na minha vida - Sim, já foram 3 meses, mas cada um lida com o luto como quer, né mesmo??! -, Oblivion está aí, acabando comigo, me fazendo pagar preços, me dando lições, e como eu enfrento os meus problemas? CHORANDO COPIOSAMENTE. - Também tento supera-los com meme e gifs de putaria, mas isso poderia ser tema para outro texto. - 
Gente, nem eu sei o que acontece, quando vou ver, tô lá, dizendo pra mim mesma que não vou chorar, e acabo chorando de soluçar. Mas não me sinto mal. Na verdade, chorar tem me ajudado a esvaziar. E eu não sei vocês, mas visto minhas carapuças de boa, assumo quem eu sou, meus erros - A prova disso, é ter sofrido tanto por Zé ter tido outras pessoas, julga-las, e depois passar pelas mesmas coisas, e abrir aqui de boa, jogando limpo -. Não tenho vergonha de levantar a bandeirinha "Olha como minha vida está uma merda" ou "Sou a loka que choro por tudo", choro mesmo, choro de com força, choro pelo que foi ou deixou de ser. Pelo passado, presente e futuro. Pelo início, meio e fim. Tudo. Absolutamente tudo.
Hoje Howard me ligou, e disse que meus textos estão muito tristes, que eu só consigo ver o lado negativo das coisas, eu "Se prepara, gato, vem mais texto triste por aí", não dá pra fingir o que não é, é o que eu tenho vivido, sentindo, é Junho. Então, desculpa, querido leitores, mas é assim que tenho tentando superar meus problemas. O que eu posso dá hoje, é isso. Se quiser, divido o fone com vocês, sentam aqui, nesse banco de ônibus comigo, e vamu chorar...

sábado, 11 de junho de 2016

Junho e o seu drible carretilha


Junho, de longe, É O PIOR MÊS DO ANO PRA MIM. Engraçado, que escrevi um texto, no dia 1° de Junho, com o discurso Junho lindo, que ainda não rolou nada... Duas horas depois estava dentro do ônibus - Onde eu estaria mesmo, né?! - chorando copiosamente, recebendo a notícia que ajudaria Junho a ser o pior mês do ano. Eu sei, cês tão aí no fundo pensando “Mas Lara, só se passaram 10 dias, o mês mal começou..” e eu digo “Apenas parem!”, sei muito do que estou falando, e de leve, vou fazer uma retrospectiva aqui, só pra vocês sentirem, um pouco muito, os dramas que já vivi em Junho: 

Junho 2010: O primeiro processo de separação com o Zé que passei. 
Zé me traia - Mas olha aí uma novidade -, eu descobri, terminamos, senti todo o peso de ser mãe solteira, e ver meu mundo - Ou o mundo que eu acreditava - se desfazer. Lembro que na época voltei a falar com o Russell, e eu já não tinha mais um problema, e sim dois. Russell jogou verdades na minha cara e foi naquele momento que eu percebi que nossa porta nunca tinha sido fechada. Mesmo eu amando o Zé, Russell me amava, e isso mexia comigo. 

Junho 2011: Esse texto define como foi Junho de 2011 pra mim. 
Estava vivendo o dilema de ser mãe, esposa, trabalhar e estudar. Fiquei em parafusos, porque não conseguia me encontrar, não sabia o que queria, e sentia toda a pressão do mundo nas minhas costas.
Eu e Zé estávamos bem, mas eu estava cansada dessa vida de mãe e esposa, estava me sentindo inútil e infeliz com isso. 

Junho 2012: Mais separação e depressão. 
Eu já iniciei Junho separada, vivendo a imaturidade de um casamento jovem. Meu trabalho também me enlouquecia e eu só pensava em desisti de tudo. Ir embora sem olhar pra trás. 
Igual ao outros anos, eu me via perdida, e já mostrando isso no 1° texto que postei em Junho naquele ano. 

Junho 2013: O PIOR JUNHO DA MINHA VIDA. 
Acho importante colocar grande e em letras garrafais isso, porque a temporada Hell acabou comigo. O que teve em Junho de 2013???? MINHA SEPARAÇÃO DEFINITIVA COM ZÉ. E não foi fácil, não foi uma época feliz, e sim, foi uma das piores fases - Senão a pior - da minha vida.
Desculpa, mas pra falar desse Junho específico, vou ter que levantar textão: Eu fui humilhada, agredida, colocada pra fora de casa, pra outra mulher entrar. Zé destruiu minha vida em todas as áreas. O cara foi tão escroto, que quando começou essa temporada, ele disse que estava terminando comigo porque eu era gorda. VAMU LÁAAA! Nunca fui magra, isso antes não incomodava ele, mas agora incomoda, mas né?! Eu como uma panaca, desesperada pra salvar essa ilusão de vida perfeita, fiz o quê??? Isso mesmo, passei fome, emagreci 14kg, comia escondido.. Quando na verdade o cara já estava todo cagado, fudendo minha vida, já com outra mulher. 
Nesse Junho eu perdi tudo. Eu vi claramente o ‘Sabotador’ pedi para eu fazer uma escolha entre ele e o 'Cara da Roda Gigante', e se não fosse ele o escolhido, ele tiraria tudo. E tirou! Perdi o “homem da minha vida”, minha família, os sonhos, as expectativas, foi tão punk, que sair de casa sem nada, eu só queria ir embora, e fui. 
Foi nesse junho que aprendi, que quando alguém quer algo, ela faz. Aprendi que ninguém é o mundo de alguém. Aprendi a resgatar meu amor próprio. E acima de tudo, a maior lição de todas: Se alguém quer algo, vai até o fim, não importa as consequências ou quantas pessoas vão precisar derrubar, se ela realmente quer, ela vai colocar a mulher pra fora de casa*. 
* HAHAHA Sempre quis escrever isso aqui, é um discurso meu que sempre bato, e aprendi com Zé, ele quis viver a relação dele e me colocou pra fora de casa, a mulher que viveu tudo por ele em 7 anos, mas né, tamu aqui aprendendo e na atividade! 

Junho de 2014: O primeiro pé na bunda. 
Depois do processo de separação que durou 9 meses, eu ainda não conseguia me relacionar com ninguém, até aparecer James - Que já foi muito falado aqui, e aqui -. Foi em Junho de 2014 que ele me deu um pé na bunda, dizendo que um ex-namorada estava com depressão, e que precisava ajuda-la. Era mentira, né?! Estava já com outra pessoa e usou essa desculpa ao invés de jogar limpo. 
Naquela época foi muito sentido, querendo ou não, foi o primeiro cara que me relacionei depois do Zé. Foram quase 8 anos se nem saber o que era um encontro, como era gostoso essa coisa de se apaixonar, das ligações a noite, de alguém gosta de você como você. E o cara me escrotiou, mas qual cara não faz, né?! 

Junho de 2015: Inferno Astral. 
O Junho de 2015 foi marcado pela temporada “Inferno Astral” e o meu maior banzo da historia.
Passei 3 semanas na cama. Assisti 4 seriados, e todas as suas temporadas. Não vivi durantes essas semanas, só vegetei. O pico pra me deixar assim, foi falta de dinheiro e meu caminho incerto, se conseguiria ou não, pagar minha faculdade e me formar. 
Fique realmente no lixo, já tinha 9 meses solteira, sem dinheiro, sem família e amigos, foi uma fase difícil, e eu achei que nunca sairia dela, mas Junho acabou e sair \o/ 

Junho de 2016: O QUÊEEE QUE TÁ ACONTEECEEEENDOOO???? 
Depois de sentar, mais uma vez, na arquibancada da vida, me peguei refletindo sobre Junho. 
A sensação que tenho é que eu sou aquele jogador tentando pega a bola - A bola seria a vida - e Junho é o jogador que dá o drible carretilha, sambando na minha cara, colocando a bola - Ler-se a minha vida - no ar, e eu caio de bunda no chão, sem entender nada, com cara de "ué??"
A diferença desse Junho para os outros, e que eu já entendo que ele é um mês difícil, mas ainda consigo ficar chocada com as coisas que acontece nele. Só são 10 dias, só foi a primeira porrada, mas as cartas já falaram da "última onda", algo que ainda vai acontecer em Junho. 
Dizer que estou preparada, é o mesmo que subestimar Junho, pode ser qualquer coisa, eu não estou, mesmo, preparada, mas estou ciente que Junho não acabou e que ainda vem muita coisa por aí.

domingo, 5 de junho de 2016

Lonely Life


Para ler ouvindo: Lonely Day - System Of A Down 

Sabe quando você não sabe mais o que fazer pra acertar? Sabe quando não importa o que faça, não vai adiantar? É como eu me sinto hoje. Eu digo que não me importo, que não me incomodo, mas tudo tem me atingindo de uma forma tão punk, tem me machucado tanto, e pior, eu paro e olho, e bom, sinceramente? Não estou entendendo nada.. Porque eu não me saboto mais, eu me esforço e foco, e faço de tudo para dar certo, e ué, não dá, não dá mesmo! Parece que cheguei em um ponto que não adianta o que eu faça, já estou predestinada a me ferrar. 

Vamuu lá, pra vocês entenderem o ponto que estou trazendo: Zé jogou uma verdade na minha cara, logo depois que voltei do Retiro, ele disse em alto é bom som "VOCÊ É UMA PÉSSIMA MÃE!" Quando ouvi isso, mesmo levantando a bandeirinha “Aaaah, tá legal, não me importo!”, entrei no quarto e chorei de soluçar, chorei de dormir. Sabe quando você fica tão cansado de chorar que dorme? Então, fui eu nesse dia. Depois de chorar, minha Musa Interior me deu 2 tapas na cara e me questionou sobre o que eu faria: Vai vestir a carapuça ou vai provar que ele é um palhaço? 
Isso me fez sentar na frente de casa e refletir por horas sobre minha vida e o que faria com ela. No dia seguinte, mudei de horário no trabalho (antes, trabalhava das 11:00 às 19:20, agora é das 6:30 às 14:50), reorganizei com Zé toda as listas de deveres e direitos de Pepi. Coloquei na minha lista de obrigações pegar ela na escola e fazer o dever de casa dela TODOS OS DIAS - Antes, a mãe de Zé que a pegava na escola e fazia o dever -. Eu que antes já colocava Pepi como prioridade, agora comecei a mostrar prioridade - Porque antes,  Zé me ligava, e dizia que Pepi ía dormir com ele, e eu "tá, de boa", mas depois ele jogava na cara que eu “não me importei” porque ela dormiu lá. Agora, não deixo. Pepi não passa mais um de um dia sem me ver. Estou fazendo a linha chata. Mas não queriam isso? -  Estou fazendo todos os acompanhamentos de perto - médico, escola, amizades.. Engraçado que não é que eu não fazia, eu fazia, só que eu sempre conversei muito com ela, me preocupei sempre com a nossa relação e esqueci que a gente vive em sociedade e que as pessoas falam e falam coisas pra ela sobre mim - De novo, ninguém sabe de nada, apontava, julgava e ponto, tá aí a pior mãe do mundo -, e sempre mentiras, porque verdades, ok, vou ter que engolir, mas mentiras?? 
Então que mudei - mais uma vez - toda a minha vida para minha filha - e agora - para as pessoas ao meu redor. Não fiz isso pensando em mim, mas nela - que ninguém, aparentemente, estava pensando
Tudo lindo até aí, minha relação com Zé está legal #obrigadadeus, só que tinha que rolar alguma merda, né?! Porque aqui é seriado, e não adianta, tem que dar merda. 
No último dia 06/05/16, festa do dias das mães na escola de Pepi, me organizei direitinho, estava com turma, mas a festa era às 15:00, a turma até às 13:00, liberei a turma um pouco mais cedo, e fui pra festa.. 

P.E.G.U.E.I.U.M.E.N.G.A.R.R.A.F.A.M.E.N.T.O.D.E.D.U.A.S.H.O.R.A.S. 

Cheguei lá, ás 15:20, ela tinha sido a primeira a apresentar. Cheguei no fim da apresentação, Pepi em lágrimas, decepcionada que não estava lá, precisei sentar com ela, conversar, mostrar que não foi minha culpa, mas cara, eu só pensava “E aí, vida???? Não tá cansada de me fuder, não??” 
E esse é o ponto - o que eu preciso fazer pra dar certo?? Mudei toda a minha vida, coloquei O Cara da Roda Gigante no comando, fui ver O Agiota para pagar meus preços, estou focando em várias coisas que se perderam e as pessoas ainda falam. Pessoas da sua carne, que deveriam tomar seu partido, e estão lá, compactuando com o Temer pra te derrubar, não te dão uma palavra de conforto, mas pisam até não poder mais. 
Outro ponto é a relação fudida com minha mãe. Quando me divorciei, poderia ir viver minha vida, mas por ela morar só, voltei a morar com ela, e nossa, que difícil! 
Somos pessoas COMPLETAMENTE DIFERENTES. Eu não fui criada por ela, ela sempre trabalhou muito, e minha irmã mais velha que sempre cuidou de mim. Não temos nada em comum - Exceto seriados, mas, até com isso, ela tem causado -, não concordo com várias posturas e várias atitudes que me deixam chocada, e o pior, ela mesmo alimenta as pessoas contra mim. De novo, jogando mentiras, porque verdades, ok, mas mentira, me ferra! Ela tem um ponto de vista totalmente distorcido do meu. É lamentável, porque você encontra apoio de qualquer pessoa, e da pessoa que tem a mínima obrigação de ter fazer qualquer coisa, é a que mais te derruba e puxa pra baixo. Nas mínimas coisas, no mínimos detalhes. É triste, porque a amo tanto, mas não aguento mais nada nessa relação, que já estou, simplesmente, cansada, e muito, MUITO triste. 
Sobre minha vida amorosa, a cagada de sempre, faço as piores escolhas de homem, e nem sei que tipo de carma ou maldição é essa. Meus amigos foram a sorte que tive na vida, porque são as pessoas com quem posso contar e que, muitas vezes, seguram a barra comigo - Obrigada, pelas vidas deles, Deus! 

Observem, eu não sou o drama em pessoa. Falo com base de coisas que estão claras aí, falo de coisas que vivo, que sinto na pele. E sim, eu me examino, eu tento evoluir e melhorar. De novo, estou culpando a vida, porque a sensação é justamente essa: NÃO IMPORTA O QUE EU FAÇA, EU VOU ME FERRAR! E, por favor, sem lição de moral, sem textão, não precisa me apontar, faço isso todos os dias. Também não vem tentar me ensinar como viver a minha vida - a porcaria da dor é minha. Virar e dizer "te avisei" ou "te entendo", não te torna melhor, é uma frase que serve pra você mesmo, auto referente, apenas. 
Só me deixem aqui, sentindo os nocautes da my lonely life, ou essa merda toda que seja.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Talvez ele seja o Noah - Silêncio


Eu tremia muito naquela noite. Não sei ao certo, se pelo chão frio ou por chorar copiosamente. 
Eu sussurrava “Me diga, por favor, me diga”, mas o que se ouvia era o silêncio


Doze dias antes

No mesmo dia que ele falou comigo, logo depois de ficar zonza com o papo da Musa, acordei às 04:20 da manhã, mais uma vez. Naquele momento, imediatamente pensei “Foi porque nos falamos”, mas depois de rolar na cama, eu entendi, era mais que isso. 

L: Bom, é.. Oi.. Eu sei que nós não nos falamos há algum tempo, mas o senhor sabe o quanto eu respeito e te admiro, e.. – O Cara da Roda Gigante sentou do meu lado na cama. 
C: Você só precisa falar. – Falou ele, sorrindo. 
L: Ele mal falou comigo.. Na verdade, ele falou, me disse muitas coisas, mas foi tudo tão vazio, distante.. Eu não quero ele na minha vida, pode tirar, não quero, não aceito, eu vou ficar bem, vai passar! – Falei, enquanto as lágrimas escorriam pelo rosto – Ele não gosta de mim, nunca gostou, eu estou bem, e quero continuar. Ele me ignora, e sabe, eu não entendo! Não entendo o porquê ele aparece, porque ele não assume que gosta de mim, ou que não gosta, que me odeia, pronto! Adoraria saber que ele me odeia, mas ele não fala, não grita, não chora, não joga verdades... Porque tudo isso?
C: Porque as pessoas são diferentes? – O Cara da Roda Gigante levantou e saiu.

Três dias depois 

L: Porque tem me acordado? Eu já não disse que o controle está na sua mão, tira esse homem da minha vida, não quero isso pra mim!
C: Existe pessoas que precisam se perceber, precisam observar de fora toda uma situação, as vezes, as coisas não são como parecem ser... 
Dois dias depois 

Estava deitada na cama, quando Musa deitou do meu lado 

M: Mais uma noite em claro?
L: Eu não entendo.. O Cara da Roda Gigante me acordou, eu sei que foi por causa dele, estou aqui vivendo meu status quo, aceitei, pedi que tirasse ele dá minha vida..
M: E é isso mesmo que você quer? Porque não é isso que vejo. O comendador fala com você e parece que o quarto se enche de vagalumes, as luzes são tão fortes, que nem consigo enxergar! Você começa a suar frio, começa ri e chorar, e seu coração acelera ao ponto de sair pela boca. É isso mesmo que você quer? Que o Cara da Roda Gigante tire ele dá sua vida?
L: É o melhor, Musa, nos machucamos muito.. 
M: Não! Eu quero saber o que você quer! – Falou, Musa, olhando dentro dos meus olhos.
L: Quero que ele me faça gargalhar, quero sentir a barba dele no meu obro e recebe o seu beijo em minha testa. Mas não vai acontecer..
M: Porque?
L: É obvio, o Cara da Roda Gigante me acordou, pediu pra eu orar, tô fazendo o certo, talvez ele seja alguém enviado pelo Sabotador, não sei, eu só estou tentando fazer o certo.
M: Sério que você acha que ele é alguém do Sabotador? Apenas pare, friend! O Cara da roda Gigante nos conhece, só ele sabe o que se passa nos nossos corações, ele nos examina... E veja, porque ele ainda te acorda? Você já não disse que pediu a ele que tirasse ele da sua vida? Porque você ainda acorda? Tem mais coisas aí.. 
L: Musa, então, você acha que, sei lá, eu devo falar sobre, uma possível volta?
M: Não sei, friend, não sei de verdade, o que sei, é que existe mais coisas entre o Cara da Roda Gigante e o Sabotador, as coisas não são como parece ser...
L: Musa, só passamos pelo que queremos ou merecemos, eu não quero e nem mereço passar por isso! 
M: Será? Esse é a temporada de pagar preços. Reavalie, e aceite seu carma...


Dias atuais

A partir daqui, para ler ouvindo "Nude" - Radiohead 

Eu tremia muito naquela noite. Não sei ao certo, se pelo chão frio ou por chorar copiosamente.
Eu sussurrava “Me diga, por favor, me diga”, mas o que se ouvia era o silêncio.

O Cara da Roda Gigante se abaixou e entrou o debaixo da cama, onde eu me encontrava imóvel. 
Ele me abraçou, e eu chorei. 

L: Eu não entendo, eu não sei o que fazer, eu não sei se peço pra deixar ele ficar ou tirar ele de vez da minha vida!
C: Então existe um conflito em você?
L: Eu só não quero perder tempo, já não há mais tempo a perder! Eu o amo, mas não sei se vale a pena pedi para ficar com ele.
C: Eu não posso te ajudar, quando nem você mesmo sabe o que quer, quando você mesmo me dá o controle e toma sempre que acha que as coisas não estão saindo do seu jeito. As coisas não são do seu jeito e nunca serão, a vida é feita de acasos, risco e acontecimentos, ninguém, e muito menos você, vai controlar isso.
L: Então, me diga, ele é o Noah? Eu posso lutar por ele? Eu devo esquecê-lo? O que eu tenho que fazer??
C: Pense! Eu te dei o livre arbítrio.
L: Não, por favor, eu preciso saber, eu quero saber, por favor, me diga se ele é o Noah, me diz, me ajuda, faz eu lutar por algo que valha a pena!
C: Descanse, você tem dias sem dormir, precisa descansar – Ele saiu debaixo da cama e caminhou em direção a porta, neste momento, sair também e me joguei em frente a porta.
L: Não! O senhor não vai embora, olha como eu estou! Eu estou triste, estou infeliz, eu choro todos os dias da minha vida! TODOS! Eu estou de verdade pagando o preço, eu estou vivendo toda a dor! O senhor veio aqui, me acordou 12 dias atrás, me fez falar, me fez refleti, me deixou exatamente como eu estou, perdida! Não ver o quanto estou cansada? – Coloquei a mão no rosto e escorreguei pela porta – Eu não estou bem! O status quo está me matando, não está sendo nada como eu queria, está me matando, por favor, não me deixe aqui.
C: Você entende que você está pagando o preço?
L: Minha vida é uma merda! Eu não sei nem porque eu luto, não sei porque eu tento, não importa o que eu faça, eu não vou conseguir. 
C: Agora é a minha vez de ter levantar e te fazer reagir?
L: Como reagi se só vem porrada?
C: Ainda não acabou. Ainda vem mais coisa, e eu te peço: Seja forte. 
L: Eu não vou conseguir...
C: Eu não estou dizendo que você não vai ficar bem, você vai, esse é seu ano, lembra? Oblivion se faz necessária na sua vida – Ele me levantou, me abraçou - Eu preciso ir.
L: Por favor, me diga... Me diga se ele é o Noah – Falei, ainda chorando copiosamente – Eu preciso mesmo saber, me diz algo, de dá uma dica, faz ele falar comigo, eu preciso saber...


 Continua...

quinta-feira, 26 de maio de 2016

I'll never be

Para ler Ouvindo: Royals - Lorde

Não importe o quanto eu lute: Eu nunca serei da realeza. 


Nunca serei a melhor filha, muito menos a melhor mãe, e longe de mim, ser a melhor neta
Nunca serei a melhor irmã, prima ou a “melhor parente de alguém”. Nunca
Nunca serei a melhor amiga, a melhor namorada, noiva, e quiçar, melhor esposa.
Nunca serei a melhor da turma, aquelas nerds que as pessoas só se aproximar pra pedir pra fazer trabalho, 
eu nunca, nunca mesmo, serei ela.

Nunca serei a mais legal, a mais divertida, a mais simpática, a mais bonita, e nem a mais gostosa
Nunca serei a confidente, a parceira, a brother de ninguém. 
Nunca serei a melhor instrutora, nem a fodona do RH, e só em sonho, seria a melhor escritora
Nunca serei a herói, exemplo ou inspiração de alguém
Nunca conseguirei acertar o alvo
Nunca conseguirei acertar. ..

 E não, eu nunca, nunca mesmo, vou ver meu carrinho no topo da roda gigante


That kind of lux just ain't for us"

Ps: Esse texto tem, exato, 1 ano de escrito. Engraçado que, exato, 1 ano, eu ainda consiga sentir a mesma coisa, e por isso se fez necessário posta-lo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Speak at meetings

Para Ler Ouvindo: Coldplay - The Scientist


Entrei no quarto escuro e chorei. 
Chorei, chorei, chorei. 

Outro dia ouvir do Walter, que eu era uma bomba relógio e que as pessoas me viam como uma louca desequilibrada. Eu nunca neguei isso, na verdade, já teve um tempo que me orgulhei, não agora, hoje, não mais. 

Essa semana inteira pensei no ambiente corporativo e como ele fode você. É um monte de regra, um monte de ordem, e um monte de maluquice que me fez perguntar: O que eu estou fazendo aqui? Eu não tenho nada a ver com o ambiente corporativo, ele tem a ver com imagem, imagem essa que não tenho. Falo alto e o que penso, não sou fria, não sei dissimular, não sei criar diálogos a base de falácia, não sei mentir, e acima de tudo: SOU HUMANA! 
Sou formada em Gestão de Pessoas, o Howard costuma falar que o meu maior defeito é acreditar nas pessoas, e eu acredito, eu acho sim, que as pessoas podem melhorar, pode parecer ingenuo, mas acredito e amo a minha área. Só que no meio disso tudo, tem um enorme detalhe: RH, Gestão de Pessoas, está ligado diretamente ao ambiente corporativo, e aí, eu olho ao meu redor, e percebo, que é eu sozinha, só, sou eu sozinha, a imagem está lá, rindo com sorrisos falsos, falando baixo e analisando muito bem o que fala, dissimulando, com diálogos pérfidos, e quando você vai de encontro a isso, você para dentro de uma sala de reunião, gritando que não vai perder sua essência, que não vai deixar de ser humana e de acreditar nas pessoas, e todos estão te olhando e pensando exatamente o que o Walter te disse outro dia: "Você é louca desequilibrada", e foi nesses instante que entendi o sistema, o quanto a moral e a ética perde pra imagem, e que mesmo que lute, ainda serei a louca desequilibrada que acredita nas pessoas, depois de hoje, deixei mais uma nota mental registrada na minha cabecinha: Não fale em reuniões.

sábado, 18 de julho de 2015

Minha Culpa

Hoje foi um daqueles dias que todas as minhas suposições foram confirmada: Sim, eu estou apenas existindo. Eu ando me surpreendendo comigo mesma, não tenho mais o gás de antes, a vontade de antes, me acomodei muito e literalmente estou vendo a vida passar. Eu perdi a mão, pedi a minha linha, não que eu não saiba que eu sou, eu sei, e é horrível ser eu, eu sou boba, ingênua, atraio as piores coisas para minha vida e as minhas escolhas nunca são a certas, sou burra, limitada, e cheguei a um nível, de tudo bem, me aceito como eu sou, mas quem eu sou não vai para lugar nenhum. Eu literalmente entrei na lista dos escritores fracassados, ao ponto de desisti disso, o que adianta tanta criatividade, se ninguém nunca vai vê-la? E quem ver, gargalha mostrando que sou mais uma louca sonhadora que não vai pra lugar nenhum, na verdade a palavra não é sonhadora, é maluca mesmo, as pessoas me acham uma louca de pedra por eu acreditar, que sei lá, talvez um dia eu consiga roteirizar um seriado e que eu seja reconhecida pelo meu trabalho. As criticas doem, machuca, todas elas. E o pior é as vezes perceber que a maioria das pessoas tem razão, de como eu sou mesmo um fracasso, falando nisso, quem tava torcendo ai pra eu não terminar minha faculdade, você também ganhou, eu ouvir desde o primeiro dia que não iria conseguir, e não conseguir, e não foi culpa de ninguém, a culpa é minha, total, tudo, minha vida financeira completamente desequilibrada é o que eu sou, minha culpa, a minha vida pessoal, ser a pior filha do mundo por não acreditar, nem respeitar muitas vezes, a ideologia da minha mãe, como é difícil ser ex mulher de Zé que fica no meu cangote como um cão raivoso, me cobrando e cobrando, como é horrível não ter ninguém, e sim, isso também é minha culpa, porque eu tenho aquele sensor de proximidade e acabo afastando todo mundo de mim, e eu sou chata mesmo, e nessa brincadeira já se vão 10 meses sem sexo, sem tato, sem cheiro, e as vezes faço a louca no ônibus, chorando de soluçar porque não é mais o sexo, sabe? É o contato, é gente nova, é outra pessoa, e o programa de sábado, é o telefonema da noite perguntando sobre o dia, é um montão de coisa, na minha vida é sempre um montão de coisa, e quem me ver de longe, aquela garota que geri pessoas, com ar que a vida é completamente linda AND perfeita, que sempre está de bom humor e com um conselho infalível para seus problemas, é a mesma que chora todos os dias no travesseiro ao som 'Emotion', me vendo dentro de um tanque d'água, que não luta mais pra quebrar-lo, mas que só observa a água subir, e subir.. 

Google Analytics Alternative