quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Essa é minha vida, meu clube, é Larissa Diaries acontecendo ~Textão desabafo~


Raaaaay! Primeiramente, fora aquele que não deve ser nomeado nas olimpíadas. Segundamente (eu sei que não existe), venho por meio deste dizer: QUE SAUDADE DISSO AQUI! Uma vontade danada de chegar aqui e abraçar cês tudo! Mas né?! Tô aqui vivendo Agosto. 
Engraçado que, Agosto é o melhor mês do ano para mim e esse, de 2016, tá tão cagado, TÃO CAGADOOO, que olha, pensando em fazer limpeza. 
Agosto chegou como uma flechada nas costa. Primeiro dia do mês, e eu lá, chorando com a saída de uma amiga do trabalho. E mesmo sabendo que ela queria, isso me abalou profundamente. Como se não bastasse a saída dela, mais outra amiga saiu, e eu chorei, chorei, chorei... E bati de frente com meu primeiro pico emocional nessa temporada. 
Com o setor vazio e com a foto delas colada no meu pc, eu tentei sobreviver. Mas a verdade e que, com a saída delas, me rendeu mais trabalho, MAIS TANTOOOOOO!!! Que minha situ, no meu emprego, e de está com a pontinha do nariz para fora do mar, e, enquanto não melhora - Musa diz: Cê tá louca??? Não vai melhorar não, friend, pare! -, eu vou batendo o pé para não me afogar.
Agosto, meu melhor mês do ano ~RISOS~ me deu outro pico emocional. E o envolvido dessa vez, é ninguém menos que , também conhecido como meu carma e desencadeador dos meus problemas emocionais. 
Eu não sei mais - JURO MESMO - o que fazer para Zé, simplesmente, me deixar em paz. E o grande problema são as lavagens celebrais que ele faz com minha filha, é o prazer de jogar na minha cara que nada que eu faço é bom ou suficiente, e a pressão desnecessária, é a necessidade de mostrar para o mundo que é o melhor pai do mundo, e me cobrar o mesmo, sendo que nas entrelinhas, nada é assim... 
Essa semana, refletindo nessa pessoa maravilhosa, que tanto já falei aqui, preciso dizer: Zé foi a pior pessoa que já entrou na minha vida. Foi as portas do inferno mesmo. Eu não estou dizendo que não fui feliz com ele, não é isso. As páginas desse blog mostram que já fui feliz sim, mas é uma falsa felicidade, eu o amava, até mais que a mim, e estava cega. 
A pessoa nunca me apoiou em nada, nunca gosto do fato d'eu ser escritora, todas as vezes que fui estimulada por Zé, foi quando ele me depreciou, quando disse que não iria conseguir, que me sacudia e gritava que eu era uma derrotada, gorda, e eu ia lá e mostrava tudo diferente, mostrava que podia sim, que conseguia sim. O cara é completamente desequilibrado e bom, eu tive uma filha com ele, estou marcada a aguentar essa pessoa no resto da minha vida, como um cão raivoso em cima de mim, esperando qualquer vacilo pra me atacar. E de novo, não, eu não sei qual é problema comigo. Ele alega ser o fato de não suprir as expectativas dele como mãe, mas nós sabemos da verdade, né?! Doentinho, desequilibrado que tenta o tempo todo colocar Pepi contra mim. E sim, já sentei 375 milhões de vezes para conversar, tenho as mais maravilhosas conversas do Whatsapp - Ele me chamando de lixo para baixo -, e só chego a conclusão que é um caso a ser estudado, até porque, se ele é o pai perfeito e eu uma péssima mãe QUEM PAGA ESSE PREÇO SOU EU, QUEM NÃO VAI VIVER COM ELA SOU EU, QUEM VAI TOMAR NO CU SOU EU!! Mas ele sabe tanto que isso é mentira, que se dá ao trabalho de mentir, inventar historias para me difamar e fala mal de mim TODOS OS DIAS para a menina. 
O que me conforta é que Penélope é super inteligente, e quando chega em casa eu faço um trabalho de base com ela, de conversar, de mostrar as coisas como elas são, e detalhe: NUNCA FALEI MAL DELE, DA MULHER DELE, DA MÃE, NUNCAAAAAAA! Eu não preciso. Se ela, quando crescer, chegar em algum conclusão sobre isso tudo, não vai ser sobre minha influência. Eu só quero que ela me ame e saiba que pode contar comigo por toda vida. 
Sobre Zé, isso tudo para mim é lamentável. O cara me traiu, me abandonou, me colocou para fora de casa e eu não sinto nada. Não desejo mal, não acho que ele tem que se ferrar na vida, não torço para a relação dele, QUE ELE COMEÇOU ESTANDO COMIGO, dê errado, nada, nada, NADA. Por mim, teríamos uma relação de parceria, de boa mesmo. 
E se caso também não esteja claro, vou deixa: Eu não gosto de Zé, romanticamente falando, todos aqui sabem muito bem de quem eu gosto. E o desabafo acima - Que nem deveria ter rolado, mas olha a energia do ser, né?! Faz até a gente fazer textão. -, foi para deixar claro o porque ele fode tanto com meu emocional, já que só quem abala, meu emocional, é minha filha, e ele sabe disso, enfim... SIGAMOS. 
Aproveitando a oportunidade e falando de quem eu realmente gosto - Musa diz: Sério? Jura que vamos mesmo falar dele? -. Não nos falamos há um mês e isso me fez um bem danado. Sair do What disposta a deixar essa relação para trás e, olha, estou conseguindo. 
O tempo é mesmo lindo! Eu já não penso mais como antes, eu não fico mais desesperada quando passa uma música que me remete a ele e nem me lembro a última vez que chorei no ônibus. Está passando, está mesmo passando, porque o que mais quero é que passe mesmo, é que esse amor acabe de vez. 
Uma das últimas coisas que me peguei pensando, foi como eu ficava desesperada tentando entender porque ele tinha entrado na minha vida, e agora me contento que só foi mais um laço, me trouxe algumas lições e ponto. Daqui a pouco vira uma lembrança das paredes da memória e nada mais. AMÉM! 
Por fim, eu estou bem. Não parece, né?! Mas estou mesmo, essa é a temporada de cuidar da minha energia, e eu só quero isso, cuidar dela, cuidar da minha vida, cuidar das minhas coisas, cuidar de Penélope, focar no que realmente vale, entendendo que um monte de coisa na minha vida não é para ser e que para todas as outras coisas, só o tempo. 
A verdade é que 2016 é um ano de crescimento, é o primeiro ano que apanho para caralho, mas aprendo, mas entendo os processos, não fico culpando a vida, Deus, e o mundo todo pelas merdas todas. Essa é minha vida, meu clube, é Larissa Diaries acontecendo. Eu xingando o roterista que tenta ser meu amigo, brigando com o diretor que tenta consertar a bagunça toda e o produtor, que não falo mais, porque, como sempre, ferra com tudo.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Como eu cheguei até aqui: De Porto a Navio


No final de Julho, no ápice do banzo, entrei em uma crise existencial de alto escalão. A briga não era mais entre a Musa e eu, mas, sim, entre os meus anjos e demônios. Esses que moram dentro de mim, dentro de você, dentro de cada um de nós. 
Logo depois dessa crise, comecei a me fazer perguntas do naipe: “Quem sou eu?”, “O que vim fazer na terra?”, “Qual o meu papel nisso tudo?”, “Por que esse é meu ano?”... Tentando responder essas perguntas, fiz reflexões transcendentais e cheguei a uma grande conclusão - clichê, bem verdade, mas que aprendi no final de Oblivion: Eu só dependo de mim mesma para ser feliz. 
Minha felicidade não está associada a ninguém. Tem quem diga que está associada a Penélope, mas nem a ela está. Afinal, ela vai crescer e ter a vida dela, a história dela, as escolhas dela... Se eu associar minha felicidade à minha filha, qualquer decisão que ela tomar que eu não concorde me trará decepção e, com isso, frustrações. Claro que ela faz parte do processo, mas ela não É o processo.
Perceber isso, o básico para qualquer ser humano (se amar acima de qualquer coisa, se bastar...), foi um choque de realidade para mim, que sempre estava com alguém, que sempre estava feliz por estar rodeada de pessoas, que queria encontrar o homem da minha vida para me sentir completamente feliz, que era o porto dos amigos, que trabalha com pessoas e sempre amou tudo isso. A verdade é que fui colocando de lado minhas prioridades, minhas coisas, minha vida. Mesmo quando fiz de tudo para olhar para mim, eu nunca estive realmente só: tinha as redes sociais, os amigos sempre em casa, os finais de semanas sempre cheios... E foi assim que aprendi a procrastinar minha vida. 
Sabe aquele filme que estreou e eu estava louca para ver? Eu não via logo porque tinha que ver a disponibilidade dos meus amigos para irmos todos juntos. Sabe aquela tarde de domingo que eu poderia colocar meus seriados em dia ou escrever loucamente? Eu não fazia porque sempre tinha uma programação ou todos estavam na minha casa. Sabe aquele show que eu sempre me programava para ir e nunca ia? Eu sempre marcava e, quando chegava na hora, meus amigos desmarcavam; ficava muito em cima para eu organizar outro programa ou ir com outra pessoa (Isso aconteceu com shows, eventos, exposições...). E eu me procrastinava. Não saía quando queria, não fazia o que queria. Às vezes, deixava de lado até minhas opções e minhas escolhas para agradar a todos, para tentar me adequar. No fim, estava procrastinando a minha vida, afinal, cadê meus livros? Onde estão meus projetos organizados? Cadê as minhas saídas? Meus filmes? Resposta: empoeirados em uma estante velha da minha cabeça. 
E sabe o que me deixava mais puta? Eu não era assim. Isso não era culpa dos meus amigos. Era eu. Sempre andei só, mas, de uns anos para cá, fiz essa bagunça de criar expectativa no outro, de esperar pelo outro, mas, como já dizia diria Kandy: 

 "A gente só tem a gente. 
No fundo, lá no fundo, essa é a realidade. 
Qualquer outra interpretação é espera. 
No outro. Que o outro fale, que o outro perceba, que o outro entenda. 
Não entende. Porque não é a gente. 
Imagina que entende, mas não enxerga. 
Porque os olhos são outros, ainda que da mesma cor."  

E esse trecho martelou, martelou, martelou, até fazer muito sentido na minha cabeça; até cair a ficha e perceber que minha felicidade e até a redução dos meus estresses and degastes só dependiam de mim. EU tinha permitido que minha vida virasse isso tudo. 
Então, aprendi a lição. Mas, e agora? O que vou fazer com tudo isso? Como vou mudar essa situação? Eu decidi que precisava mudar. 
Comecei a operação “Navio” no inicio dessa temporada (15/07), e esse nome surgiu quando, na primeira semana sem whatsapp, Howard me ligou, desesperado com essa situação, e disse: 

H: Amiga, você não pode fazer isso! Não pode excluir suas redes sociais, não pode ficar sem falar comigo nem com ninguém! Você é nosso porto. Pra quem eu vou correr agora? 
L: Olha, não sei, de verdade. O que sei agora é que virei navio e estou perdida no oceano - náufraga e sozinha! 

E é assim mesmo que ando me sentindo. Não sou mais porto de ninguém. Excluí o WhatsApp, o que já evita de estar sempre em contato com alguém. Já tinha desativado o Instagram, e, agora, só trabalho com e-mails e, ÓBVIO, com o Twitter, porque, né?! Sem condições de viver sem Twitter
Tenho cuidado da minha energia e tentado não ser aquela pessoa desequilibrada que só responde a estímulos externos, pirando em cada situação de conflito. Trabalhando demais a minha relação com Penélope e minha mãe, porque são as pessoas que dependem de mim diretamente, e estamos ótimas nesse ponto. Focada, mais do que nunca, nas minhas obras and projetos - ESSA BAGAÇA TEM QUE SAIR! -. Passando por muita coisa. - Não é fácil, manoooo! - Desintoxicando-me da minha antiga droga e sobrevivendo aos picos emocionais... 
Eu não finalizei o processo. Estou no começo dele. A melhora é contínua e cada dia é uma oportunidade de aprender o novo, de me conhecer um pouquinho mais e buscar, estar bem comigo mesma. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Waking Up - Nova Temporada


Naquela manhã, acordei muito cedo. Fiz café, molhei as plantas e li o jornal. Poderia ser uma sexta-feira tranquila, mas não foi. 

M: Bom dia! O cheiro do café está lá em cima - falou Musa, se espreguiçando. 
L: Bom dia! - dei um abraço apertado na Musa - O dia está lindo! 
M: O que aconteceu? Achei que, depois que excluísse o Whats, ficaria chateada... - Musa pegou uma xícara e colocou café. 
L: Por que? Eu exclui porque quis, não tinha motivo para ficar chateada... 
M: Eu sei, mas... Você também tirou para se afastar dele, e... Ele está aí. 
L: Justamente por isso que não fiz por ele, fiz por mim. Eu preciso cuidar de mim, Musa, fazer, de verdade, algo por mim. 
M: Isso é muito bom. Você passou por muitas coisas e quero você realmente bem - Musa e eu sentamos na mesa e começamos a comer. 
L: Musa, estive pensando... Talvez esse seja mesmo o meu ano. Só que diferente do que sempre achei... 
M: Deixa eu adivinhar... Você sempre achou que era seu ano porque sua vida amorosa não seria mais uma piada e o cara que você sempre sonhou apareceria, assim, do além? 
L: Talvez... Ele não precisaria vir do além - sorri – Mas, sim, eu, realmente, achei que teria o meu carrinho no topo depois que tivesse alguém. 
M: Estou sentindo um pouco de vergonha alheia, agora. Você achar que a sua felicidade estaria ligada a alguém é, realmente, deprimente. 
L: É, eu fui uma idiota e, hoje, percebo isso... Eu amei tanto o Noah que depositei expectativas nele que só eu mesma poderia suprir. Minha felicidade. Minha vida... 
M: Mas, agora, você está bem. A dor faz isso, nos molda, nos trata, nos faz crescer. Você cresceu. 
L: Caindo, apanhando, levantando... - sorri de canto, com os olhos cheios de lágrimas. 
M: Mas essa é a delícia da felicidade! Quando uma lagarta atinge o estágio de pupa e cria o casulo, ela está em fase de transformação. O tecido do seu corpo vai mudando, vai amadurecendo e começa o processo para sair do casulo. Esta é a fase principal do processo, mesmo que todos achem que é quando ela vira borboleta. Assim, acontece com a felicidade. A busca por ela te leva a caminhos longos, cheios de espinhos, pedras e, até, muros... E, nesses caminhos, vamos aprendendo. Caindo, apanhando, levantando... A felicidade é tão momentânea quanto a vida de uma borboleta. Precisamos aprender a enxergar a beleza onde ela, realmente, está... 
L: Musa, eu já disse que te amo muito hoje? 
M: Não, mas isso está estampado na sua cara... SEMPRE! - nos abraçamos e sorrimos - Eu tenho orgulho de você e de fazer parte disso tudo. Você tomou a decisão correta, escolheu o lado certo. São essas escolhas que definem você. 
L: Bom, então começou uma nova etapa na minha vida! Eu estou feliz por ter me escolhido e entendendo o porquê que esse é meu ano. As coisas voltaram para o lugar, eu estou começando a ficar bem e nada vai mudar isso, sabe?! - nesse momento, alguém bateu na porta como se quisesse colocá-la abaixo. A Musa e eu nos olhamos, sem entender. Quando alguém falou: 

- Lara? Laaaaraaaa! Abra a porta, eu preciso falar com você! 

Mantive o contato visual com a Musa, levantei e fui até a porta. Musa fez sinal como se tivesse dúvida de que o que eu estava fazendo era o melhor, mas eu havia reconhecido aquela voz e, por isso, abri a porta. 

L: Deusa, o que aconteceu? O que faz aqui? - Ao abrir a porta, a Deusa do Vento entrou e me abraçou. Ela estava bastante suada, como se tivesse corrido bastante. Estava ofegante e muito vermelha. 
D: Eles virão atrás de você, Lara! 

Continua...

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Oblivion: Pagando Os Preços e Aprendendo As Lições - Temporada Completa

NEGAÇÃO

Imagine: 

Eu. Uma fila. A gargalhada do Agiota. E o mp3 no último volume ao som de "Oblivion"...


Oblivion, também conhecida como a temporada de pagar preços, veio como um tranco. Nocauteou-me e me deixou desacordada no chão. 
Eu me vi naquela fila mais uma vez, negociando com o ‘Agiota’, argumentando que já tinha atravessado o deserto e que ele pegasse leve comigo. Mas o Agiota, assim como a vida, não é benevolente nem altruísta. Muito menos caridoso. Ele é sádico. Principalmente com aqueles que lhe devem algo. E eu estava fazendo parte disso. 

L: Eu já comecei a pagar! - Gritei para o Agiota - Parece que está sendo fácil, mas não está. Perdi muita coisa e... 
A: Você ainda não perdeu nada! Inventou uma palhaçada de retiro no qual nem conseguiu meditar e agora vem na minha mesa dizer que já perdeu muita coisa! Acorda! O jogo está apenas começando. Essa é a temporada de pagar os preços. Agora é a hora de perder... Acenda um cigarro e bem vinda de volta... 

E ele tinha razão. Mesmo negando e não aceitando, no fundo, eu não tinha perdido nada e, tampouco, aprendido algo. O jogo estava apenas começando e foi nesse momento que aprendi a primeira lição: Todas as suas ações tem consequências. 

RAIVA 

Apenas imagine: 

Eu. Um guarda-roupa. Cartas de cobrança pelo chão e um som que tocava repetidamente a música "Black"... 


O tranco veio mais cedo do que eu imaginava. Começou em uma madrugada, às 3 da manhã, enquanto eu escrevia a primeira carta para o Comendador. Senti, então, o gosto da indiferença. Naquele momento, caíram todas as fichas das consequências do que eu tinha feito, mas sentia raiva - eu não tinha feito isso tudo sozinha.
Claro! No primeiro momento, eu mentia pra mim mesma que estava bem, que tinha superado, que estava fechando a porta... Ledo engano. A verdade é que eu estava devolvendo a caixa de ferramentas para o Cara da Roda Gigante e saindo do guarda-roupa.
Perceber o que eu tinha feito com meu carro - Lê-se minha vida - me fez protagonizar cena de choro em todos, TODOS os lugares possíveis. Rever quem eu era e qual a minha posição na vida das pessoas ao meu redor foi horrível. Eu sair mesmo do guarda-roupa e isso me irritava. Eu estava ouvindo as pessoas e elas estavam gritando verdades. Zé, minha mãe, meus amigos, o Comendador - todos tinham algo a falar e não eram coisas boas, eram coisas ruins, tanto que me vi em um ringue de boxe, levando a surra da minha vida, e, claro, eu perdi. 
Eu ainda sentia raiva das pessoas e tentava justificar os meus erros nelas. Eu achava que tinha a verdade absoluta e todos que não se encaixavam no que eu acreditava estavam errados. 
Esse foi o período mais solitário da temporada. Foi o status quo, no qual eu, com medo de errar de novo, fiquei quietinha na minha. Eu malmente falava com a Mary e Doroth e estava a maior parte do tempo só. Eu saía sozinha, comia sozinha, falava sozinha. O meu mp3 e o Radiohead viraram meus melhores amigos. Foi graças a eles - e, óbvio, o Cara da Roda Gigante - que aprendi mais duas grandes lições: Ninguém é responsável pelas suas escolhas e, principalmente, pelos seus erros. E estar sozinha me mostrou que a gente também pode ser feliz sozinho. 

NEGOCIAÇÃO 

Imagine: 

Eu. Deitada na cama. Sorrindo. Com “What A Fool Believes” ecoando na minha cabeça... 


Dois meses depois e eu e o Comendador voltamos a nos falar. EU ME SENTI BEM PARA CARALHO. Eu vi luzes em todos os lugares. Eu sorria sem parar. Saber que ele estava bem me confortava. Soube da Coleguinha também, que já estava namorando e tudo. Essa culpa de ter destruído o relacionamento alheio não cabia mais a mim e isso animou os meus dias. O que durou muito pouco. O Comendador ainda tinha muita mágoa de tudo que tinha acontecido e, mesmo se aproximando, nada havia mudado - nós não éramos mais quem havíamos sido um para o outro. As coisas haviam mudado. E, mesmo escrevendo a segunda carta para ele, negociando e mostrando que as coisas não eram como pareciam ser, não importava, o que estava feito, estava feito. Whatever.
Nesse período, reorganizei minha vida inteira; barganhei com todos. Sentei com minha mãe e colocamos todos os pontos nos is sobre nossa relação. Mudei meu horário de trabalho para disponibilizar, mais ainda, minha vida para Pepi. Tive conversas épicas que me fizeram refletir e melhorar como pessoa. Negociei, também, com o Cara da Roda Gigante. Na verdade, Ele foi com quem eu mais barganhei. E aprendi mais uma lição: não importa o quanto você barganhe - quando você precisar pagar preços, você vai pagar. 

DEPRESSÃO 

Apenas imagine: 

Eu. A Musa. Minha cama. Eu chorando copiosamente ao som de “Wish You Were Here”... 


Junho chegou e veio cumprindo o combinado: arregaçar com tudo. Trouxe à memória o quanto ele é o pior mês do ano pra mim e o seu drible carretilha. Lembrei-me da temporada “Hell”, dos laços da minha vida, de como eu sou um fracasso e que, não importa o que eu faça, não vou conseguir. Então, ao perceber isso, fiz o que qualquer pessoa normal de 12 anos faria... Chorei. Chorei muito. Chorei TUDO. 
No ônibus, protagonizei cena de choro, praticamente, a temporada inteira. Ele virou meu local de reflexão. Questionava coisas como “Onde foi o ponto em que minha vida virou isso tudo?”, “Como eu vejo, sinto e vivo tanto essas coisas?”, “Por que tanta dor?”, “O que fiz mais para os preços serem tão altos, tão doídos, tão sentidos?”, “Porque minha historia não é diferente?”... E, sem resposta, eu chorava mais. 
Nessa fase, aprendi a me refazer - mesmo querendo desistir, deitar em posição fetal e chorar. Estava tomando as porradinhas da vida. Caindo. Chorando. Levantando. Tentando reverter o quadro. Aprendendo que nada acontece como eu quero, até porque, eu preciso definir muito bem o que quero e preciso me bastar, entender como é bom estar bem comigo mesma para alguém entrar na minha vida. 
Essa é Oblivion, não sendo só a temporada de pagar preços, mas de aprender lições, também. 

ACEITAÇÃO 

Imagine: 

Eu. O Cara da Roda Gigante. O Sabotador. Mulheres cantando uma música que jamais saberemos qual era... 


Depois de todas as reflexões possíveis, depois de chorar muito no ônibus, tomei um vraaaaaa da vida - e da Musa também -, que gritava que, mesmo que eu quisesse, jamais estaria sozinha. 
Eu tenho os melhores amigos do mundo – os que me amam, me aceitam e lutam por mim. Amigos que não desistiram de mim, até mesmo quando eu desisti deles. 
Nessa etapa, eu tentei, ao máximo, honrar o nome desta temporada, mas foram dias difíceis. Estava lutando pelo Noah da minha cabeça e aprendendo que escolhas são excludentes. Tive a última conversa com o Comendador e, mesmo sentindo todo o amor, vi que ele também já havia feito sua escolha, e, mais uma vez, não era eu. 
E lá estava eu, de novo, anotando as lições no caderninho, aprendendo que as pessoas não são iguais e têm percepções e mundos diferentes – o que pode ter sido fácil para mim, não é para o outro. 
A última onda veio. Levou os pesos, as cobranças e, até, o banzo. A época de colheita havia chegado, e eu já havia pagado os preços. Aceitei e parei de tentar mudar coisas que não havia conserto.
Por fim, fui ao inferno mais uma vez, assumindo que havia perdido e que não valia mais a pena lutar. Aprendi que arrependimento faz parte do processo, e essa foi a maior lição de Oblivion: Você pode até ferrar tudo, mas vai pagar por isso até o último minuto, até a última gota, errando, levantando a cabeça e, acima de tudo, vivendo e aprendendo as lições da vida.

terça-feira, 19 de julho de 2016

#FATO

quanto mais perto 
mais perigo tem e 
que mal há se faz 
bem? 
era pra ter lido 
a placa e entendido 
o aviso em vermelho 
ou ouvido o conselho 
mas vou lá e faço 
e se der tempo 
me arrependo, 
por que quase lá 
se pode ser dentro? 

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