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sexta-feira, 8 de maio de 2020

meu maior inimigo

"As motivações vem do tesão, não da cobrança" 

Essa frase ficou ecoando várias vezes na minha cabeça. Tia Terapeuta sabe como mexer comigo. Me mostra a vida com tanta clareza, não sei o que faria sem ela. 
Eu sempre sempre SEMPRE me autossaboto. Em tudo na minha vida, sou minha maior inimiga e a pessoa que mais me coloca pra baixo. Tenho problema com cobrança, talvez, na infância, alguém me disse que eu não era suficiente, ou eu precisei provar isso de alguma forma, não sei, talvez E SÓ TALVEZ, eu só sou louca mesmo, mas tenho grande problemas com cobranças
Em todos os lugares onde estiver, eu tenho uma necessidade (???) de ser a melhor, eu preciso ser melhor aluna, melhor profissional, melhor mãe, melhor namorada, melhor dona de casa, melhor escritora, MELHOR PESSOA NO MUNDO... E o lance é que você nunca fica bom o bastante, tudo é ruim, mal feito, poderia está fazendo melhor - Inclusive, tenho alarmes com essa pergunta "O que você está fazendo agora, você pode fazer melhor?" -, pode melhorar, eu consigo mais, O.T.E.M.P.O.T.O.D.O. No meu antigo emprego, eu batia 200% de meta e achava que poderia extrair mais, eu trabalhava o dia todo, e quando chegava em casa me cobrava a fazer mais trabalhos pessoais e domésticos, e chorava de soluçar se não conseguisse dar conta. A última, é que eu coloquei um quadro na parede pra fazer um monte de coisa que eu gosto, e no dia que não consigo fazer por coisas que acontecem durante o dia, eu entro na nóia, GENTE, SÃO COISAS QUE EU GOSTO DE FAZER, COMO ESCREVER E LER!!!! E no dia que não faço, choro, me sinto insuficiente, que não estou dando meu melhor GENTE, NA 40TENA, GENTEEEEEE 
Eu nem percebi que estava fazendo isso comigo mesmo, tipo, que eu tenho problemas com cobrança, desde minha primeira sessão que escrevi em toda página de apresentação a frase "eu sou a melhor!", eu e Bárbara sabemos disso, mas que eu criei um sistema para me sabotar, NÃO. Eu fui lá, coloquei 18 coisas no quadro, coisas que eu AMO fazer, tem até assistir séries, então, era muita coisa legal. Fiz o primeiro mês todo, me sentindo a produtiva do momento - E ele te faz produzir mesmo, mas com autocuidado -, no segundo mês, comecei a não fazer alguns dias, e eu me dilacerava, julgava e condenava, POR NÃO ASSISTI SERIDO, porque estava no quadro, eu tinha que fazer T.I.N.H.A. Perceberam? Foi aí que deu ruim, eu fiquei triste, tinha 57 dias sem fumar maconha, FUMEI, porque né, tava surtando, hoje já voltei com minhas sessões de terapia, porque né, tava surtando, e agora estou aqui escrevendo, para vocês verem que somos todos fracos, vivendo o mal de cada dia, e deixando as doenças emocionais acabarem com a gente. 
Eu sou uma pessoa legal, sabe?! Eu vivo plena, tranquila e serena, não guardo mágoa de ninguém, porque SEM TEMPO PRA ISSO, IRMÃO, sou milagreira do amanhã, sei que sou uma pessoa de pessoas E tenho doenças emocionais, traumas e probleminhas como cada um de vocês, coisas que nós transforma em nossos maiores inimigos, e eu posso provar rs

sábado, 1 de setembro de 2018

Diário de Terapia: Complexo de Cinderela e suas mazelas




T: Eu fiz essa anotação no início da sessão... - Tia Terapeuta falou me mostrando um papel amarelo - Quero que você reflita sobre isso... - Eu peguei o papel que tinha a seguinte mensagem: sobre ser eu mesma na conquista. - Pense sobre isso. Escreva. Vamos falar na próxima sessão... 





Fitei o papel e levantei, sair do consultório, peguei o elevador já contextualizando uma vida sobre o amor e toda essa bagunça que ele faz comigo. Tudo isso me ocorreu, porque eu falei que, depois que  descobri que o 'crush mais lindo do mundo, porém feio' - um carinha da academia -, tem namorada, eu fiquei mais leve com ele. Antes tinha toda uma tensão sexual - Não que eu não queira dar loucamente nunca mais para ele, não é isso, dor, daria, e daria de novo -, troca de olhares e sustentar um personagem até nos conhecermos o suficiente para eu poder ser eu mesma, sim, gente, choquem, no auge dos meus 31 anos eu fazendo personagem, segurando a onda. E porque eu faço isso? Porque o fantasma do "você é muita coisa!" me ronda até hoje. As pessoas dizem que eu assusto os homens, minha autossuficiência os destrói, tem que ser muito macho pra está comigo - E tem que ser muito macho mesmo, gosto de muito macho -, e não quero assustar ninguém, não quero que os homens tenham uma percepção errada sobre mim... "Mas como assim, se você for você mesma, não importa o momento que seja, ele vai ter a percepção "certa" ou "errada" em algum momento, porque se esconder?" A musa fez ecoar essa pergunta na minha cabeça em toda a viagem de volta para casa. E ao chegar, eu já tinha essa resposta: E é porque é o caminho mais fácil. Porque o medo está aqui, de ser rejeitada, de não dar certo mais uma vez (como não deu), dele não gostar de mim, de como eu sou... E naquela noite refleti sobre essa pergunta, essa sou eu vendo meu Complexo de Cinderela na lupa, me analisando e desconstruindo, construindo minha independência, mostrando que preciso abrir as feridas, trata-las, fazer curativo, esperar sarar... Eu não parei de acreditar no amor em nenhum segundo da minha vida, mesmo com toda minha historia com Zé, e os 2 últimos laços que passaram na minha vida, mesmo parecendo que nunca mais vai dar certo, eu acredito, muito, e quero muito pra mim também, não vou morrer seca e amarga, só que o lance todo é: qual é o lugar dessa vontade? Eu preciso disso ou eu quero isso? Isso é mais uma moleta para minha vida ou é só uma pessoa que agrega valor nela? Que tipo de atenção eu dou a essa área da minha vida? E aí, a cada pergunta, eu vou abrindo arquivos neurológicos, vou me questionando, refletindo, crescendo, aprendendo a lidar com toda essa bola de neve que eu sou, colocando cada coisa em seu lugar. 
Refleti a madrugada inteira sobre não ser eu mesma na conquista e vendo o quanto eu sou otária, e que graças a Deus eu percebi isso logo, segundo Colette Dowling, existe mulheres que passam a vida sem perceber o seu complexo de Cinderela (Todas nos temos, é algo enraizado em nós), Dowling ainda afirma que "é nesse ponto que as meninas se defrontam com o que certamente se afigura o problema central da feminilidade em nossa cultura: o conflito entre dependência e independência. Qual o meio-termo ideal entre ambas? O que é "certo"? O que é "apropriado"? Uma menina extremamente dependente, sem opinião própria e sem personalidade, é considerada boboca e chata, mas uma menina extremamente independente também não é um bom negócio. Pode até ter vários amigos, mas, nos assuntos românticos, eles se retraem." (Porra! Meti referencia! #PAS
E a ideia não é só abrir arquivo neurológico e não fazer nada com ele, tem que mergulhar mesmo, entender o seu id, saber quem você é e se transformar em quem você gostaria de ser, construir uma pessoa melhor, já que você já sabe lidar com você mesma. E tem mais, esse é um processo de dor, afinal, crescer doí, não é bacaninha mexer em feridas, mas é necessário, é viver a dor e a delicia de quem é você, esse é o processo da minha vida, meu status, me tratando e cuidando de gente, olha só o caminho que eu estou seguindo e é importante todo mundo parar agora sua vida e se questionar: Eu sou a pessoa que eu gostaria que eu fosse? Eu tenho a vida que eu mereço ter? Tá tudo aí dentro, todas as respostar e todos os meios para ter a vida que você quiser, é só a gente querer, acredita, se jogar e entender que a vida que você quer ter, VOCÊ VAI TER! #THEMIRACLEMORNING
Gente, tô muito positivaaa, mas isso tem a ver com o Milagre da manhã, que é assunto para outro post, agora só lembrem-se que o poder está nas mãos de vocês! BYE! 

sábado, 4 de agosto de 2018

Vale a Nota: NAAAAAAAAAÃAAAAAAO

Gente, já quero deixar registrado no inicio desse post, que eu estava me rasgando para fazer um Vale a Nota aqui. Eu gosto da Tag, gosto do que eu escrevo nela, aqui é muito Larissa fazendo Larices, sabe?! Geralmente, consigo fazer um compilado de um monte de coisa que anda acontecendo ou é tudo silogismo mesmo, mas né, esse mundo aqui é meu, então, whatever #PAS 

1° Nota: Como eu cheguei até aqui... 


Váriaaaaasss pessoas vieram me questionar "Ué, Lara, cê não voltou a escrever? Não vai postar todo dia, não?" e a resposta é NAAAAAAAAAÃOOOOOOOOO. Obvio que não, claro que não, é logico que não
Gente, eu acordo 4 da manhã - Sou muito milagreira do amanhã, cara -, as 6 eu já estou na academia - Vou falar sobre isso logo aí embaixo -, as 8 já estou cuidando de 30 pessoas #GestãodePessoasÉVida, as 17 eu preciso pegar um bebê de 9 anos na escola, depois das 18 eu ainda preciso: Cozinha, cuidar da casa, dar atenção ao bebê, estudar inglês, ver seriados - Vai ter um post só sobre isso, porque eu nunca parei de ser viciada! -, ter um momento de reflexão e gratidão sobre o meu dia e tentar descansar, no mínimo, 6 horas essa matéria linda que vos escreve... Aí, queria convidar vocês a vim com a Tia aqui, sentar 5 minutos, refletir sobre meu dia e me responder COMO EU VOU ESCREVER TODO DIA??? Só se for em espírito e em verdade, porque né, com minha atual vida, não dar, eu até gostaria muito, actually, eu adoraria viver disso para sempre e para todo sempre, mas ainda não vivo, então, vamu acompanhar a disponibilidade da vida, organizar na agenda - Ex: Esse final de semana me organizei para escrever 5 post para serem liberados durante a semana, vou conseguir? Jamais saberemos -, tentar priorizar, afinal, é algo que eu gosto pra caramba #EscreverÉVida, mas né, a mãe solteira aqui precisa trabalhar e colocar comida dentro de casa, e infelizmente o meu hobby não me dar isso. 
Juro juradinho que vai chegar um dia que aqui vai ter post todo dia, meu Intsgram vai ser bombado e vocês ainda vão me xingar no twitter, enquanto tudo isso não acontece, agradeço a compreensão e volte sempre =** 

2° Nota: Eu acho que vi um Instagram de nudes passando... 

Se me cobram no blog, imagina no Instagram!!! Vou tentar contextualizar meu Instagram aqui, porque tem gente, ainda, que me segue lá e não entende nada do que acontece. 
Vamu lá, depois de todo processo de separação e autoconhecimento, eu descobri que eu amo ser mulher, e que eu amo muito as mulheres!!! "Ué, Lara, eu sempre soube, tu é sapatão!!!" NAAAAAAAAAÃAAAAAAAO!!!! Eu não sou sapatão! #PrimeiroTabuQuebrado "Mas Lara, cê tem cabelo curto, posta um monte de mulher pelada, tem um jeitão assim, que ó, você é sapatão!" Gente, eu até gostaria, já peguei meninas, já parei em um motel com uma, e não rolou, homens são como meu calcanhar de Aquiles, é uma parada muito louca, de barba, de macho alfa, de pegada - Pera, fiquei molhada HAHAHAHAHAH - e não, eu não sou gay - Nada contra, tenho até amigos que são (Desculpa, tive que fazer essa piada #LaraSemLimites) -. Eu só admiro nós. Nossa força. Essa coisa louca de ser mulher, mãe, filha, dona de casa, mulher de negócios, esposa, e ainda, ter sua individualidade. Meu Instagram é sobre mulheres, sobre quem somos sem nenhuma maquiagem, sobre se sentir bem sendo mulher, afinal, sabemos que nascer mulher no mundo de hoje é já virar estatística, e isso não tem a ver com a militância do Feminismo - E eu nem curto a militância -, tem a ver com quem nós somos, sem os rótulos, sem essa coisa de ser super heroína, ser ser a vítima, é só com o que acontece com a gente aqui dentro, eu estimulo o seu empoderamento, sua autoestima, mas não para ninguém, não para o cara que está do seu lado, NAAAAAAAAAAÃOOOOO, é para você mesma, para nós mulheres nos amarmos e nós aceitarmos mais, É SÓ ISSO ,GENTEEEEE. Não sou gay, não sou maluca - Tá, tudo bem, talvez seja um pouco -, não quero postar nudes para homem nenhum - E dá uma olhada nos seguidores, meu público é muito feminino #Amém -
AAAAAAAAAAAAAAAh, e outra coisinha, tinha uma conta maravilhosa desde 2014, com milhões de fotos, seguidor pra caralho que interagiam bastante e foram lá e denunciaram a bagaça, perdi meu Instagram que tinha fotos que eu nunca mais vou ter na vida, então, se não gosta do conteúdo, se acha maluquice, se acha que eu não agrego... PARA DE SEGUIR, SEU DEMONIIIO, NÃO VENHA DESCER PARA O PLAY PARA DESTRUIR A BRINCADEIRA DOS OUTROS, SER VOCÊ NÃO DIVA, NÃO VENHA ME DISVAR! Só uma mensagem de #PAS e reflexão. 

3° Nota: ACADEMIIIIAAAAAA, NAAAAAAAÃOOOOOO! - Ou talvez sim! - 
Todo mundo sabe aqui que essa parada de fitness me incomoda muito. Primeiro que, BOCA FOI FEITA PARA COMER! Segundo, que academia é coisa de gente retardada que fica fazendo selfie e postando coisa com hastagTreino, ninguém agrega em nada, pessoas que tem adoração pelo corpo e... NAAAAAAAAAAÃOOOOOOOO! É TUDO MENTIRAAAAA! 
Eu não sei qual foi o trauma do meu passado - Mas ele existe aí - que garrei um ranço de academia, não conseguia me ver em uma, não consigo me ver querendo mudar meu corpo - Eu construir uma mente muito sólida sobre meu corpo, afinal, sempre fui gorda -, fazendo social com aquelas pessoas fúteis que só liga para esteriótipos e imagem... Até o dia que minha terapeuta passou uma receita médica para mim, nela tinha "Entre em uma academia urgenteeeee!" Achei ela bem afrontosa, sabendo que eu odiava aquele lugar, mas sou muito obediente e me matriculei - Na verdade, tudo isso tinha a ver com umas oscilações de humor que eu estava tendo e ela sugeriu a academia para tratar isso -... E ESTOU AMANDO! 
As pessoas são tão legais lá, elas são tão gentis, os professores MARAVILHOSOS, divertidos, as aulas cheia de amorzinho, com coisas citadas pelos professores como "abrace seu corpo e diga o quanto ama ele" ou "levante as mãos para os céus e agradeça por mais um dia" - GENTE FICO DESEQUILIBRADA COM ESSAS COISAS, É AMOR GRATUITO PUROOOO! - Outro dia, no banheiro feminino, todas estavam se arrumando, quando uma que estava tomando banho, começou a agradecer pela semana, e todas do lado de fora deram amém, e nos abraçamos, FOI MUITO LINDÃO GENTEEEE! Fico emocionada. Por tudo. Por está desconstruindo algo dentro de mim, por ter me permitido e ouvido minha terapeuta, por está tendo dias diferentes depois de minhas manhãs na academia, isso tem me deixado felizinha e trabalhado meu humor. "Mas Lara, você vai virar panicat?" Calma, jovens, eu nem consigo fazer 15 min no elíptico, imagina fazer 3 séries de agachamento. Eu só quero me diverti mesmo, e deixar meu corpinho como está. 


4° Nota: O jogo do Eu 

Não sei se vocês já ouviram falar do livro O Jogo do Eu? NAAAAAAAAAÃAAAAOOOO??? Parem tudo que estão fazendo e vão comprar agora! O livro é fantástico. Passei por um processo de autoconhecimento em forma de 53 cartas - E eu fiz todas com louvor -. Em cada carta, tem um exercício para fazer e você só pode pegar uma nova carta, quando completar o exercício da carta anterior - Pretendo colocar no Instagram uma carta por dia quando tiver um celular digno -
Nas cartas vem exercícios tipo assim: "Dance! Pare um momento do seu dia e dance do jeito que você quiser", "Observe a natureza, sente em um lugar e só sinta a natureza", "Brinque com uma criança, tente aprender com ela", "Faça um autoretrato e perceba como você se ver", "Doe! Der algo para alguém que foi seu e você não usa mais" ou até mesmo "Dê um beijo apaixonado em alguém!"... Cada carta dessa me agregou tanto e me fez passar por sensações já esquecidas - Como na carta "Lembre de alguém que já faleceu com carinho" chorei de soluçar lembrando de minha avó ou na carta "Ligue para alguém que você não fala por pelo menos 1 ano" que liguei para Pedestal, que já não via e falava há 2 anos, matamos a saudade e ficamos uma hora no telefone -, eu aprendi, senti, vivi, me diverti - Como na carta "Cante uma música do começo ao fim" que cantei 'Oração' no meio da operação ou com a carta "Comprimente as pessoas de forma diferente" que peguei nos peitos da minha Gestora saltando um sonoro BOM DIIIIAAA! -. A delícia é se permitir em se perceber, as pessoas não se conhecem, não se percebem, elas mesmo não sabem nada sobre si, não quero ser essa pessoa, quero saber até onde eu posso ir, e quero descobrir que sempre posso ir além. Beijo de luz, tô muito do bem ultimamente =**

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Closer to Heaven - Season Finale


Eu jurava que, em "Closer to Heaven", eu me tornaria evangélica. Não sei se pelo nome da temporada, ou até mesmo pela relação que estava vivendo com O Cara da Roda Gigante, ou sei lá, por ter sublimado mesmo que estaria em outros projetos e isso me levaria a me aproximar de Deus, não sei, não faço ideia do motivo dessa ideia, mas sei que foi silogismo e whatever, hoje não importa mais. 
Closer to Heaven não tem nada a ver com O Cara da Roda Gigante, não tem a ver com os deuses que vermos por aí, fala de um único Deus, um Deus que você se relaciona todos os dias, que você não sabe que ele existe, mas ele está aí, bem aí dentro. 
Eu passei tanto tempo sendo porto, cuidando de gente, fazendo o que fui programada para fazer, o que aprendi fazer, o que amo fazer: Mergulhar nas pessoas. Ter aquele cuidado de ver cada um individualmente, sem se satisfazer com o raso, eu sempre quis mais, quis mergulhar, conhece-las no profundo, no intimo, andar por terras que ninguém passeia e viver sua historia. Motivar o seu Deus, te mostrar que ele existe e te ensinar a acreditar nele... E fui seguindo. Mergulhando em muitas pessoas, me reconhecendo em outras, escutando mais do que se falava, fazendo moradas em outros lugares, construindo pontes e invadindo corações.
Em Closer to Heaven, eu me vi em frente a um oceano, frio, negro. Sua água não era transparente, e, tampouco, vistosas, e, diferente de tudo que já vivi, tive receio, medo daquele oceano. Me arrepiava todas as vezes que colocava a ponta dos pés. Esse oceano eu não tinha curiosidade e nem me animava em mergulhar. Nunca havia passado por isso. 
Todos os dias, parava na frende dele. Olhava o horizonte, e parada com os pés na água, olhava para o fundo e não conseguia ver nada, e tirava os pés mais uma vez, e sentia o frio... Aquele oceano não me atraía. 
Enquanto isso, comecei a terapia, mudei de cargo na empresa, perdi todas as muletas e fui aprendendo a ter força. Aprendi a compatilhar coisas com uma estranha. Percebi, logo de cara, o quanto ela podia me ajudar e me permiti. Falei de meu pai, do Zé, do novo amor que me tiraria do prumo, fui me percebendo e me descobrindo, e adivinha só, estava lá eu de novo, de frente para o oceano, e foi nesse momento, quando vi que aquele era o meu oceano, que eu nunca, JAMAIS, me dei o trabalho de mergulhar, entendi que "Closer to Heaven" tratavasse do meu autoconhecimento, da minha aceitação e que, enquanto eu ficasse no raso da minha vida, como fiz nos últimos 30 anos, eu não saberia quem eu era, quem poderia ser ou onde chegaria. Foi quando abrir meus olhos, entrei na aguá gelada do meu oceano, esperei chegar água até meus ombros, e, mesmo sem enxergar nada, mesmo com muito receio, mergulhei e comecei a nadar. 
O maior choque é que, mesmo com toda aquela água preta, que não me deixava ver o fundo do mar, ao mergulhar, descobri que lá em baixo o mar é limpo e tão lindo, cheio de peixes incríveis e extraordinário, cheio de amor, felicidade e paz, que me questionei o porquê da água tão suja e ouvir uma voz me dizer que "era como você se via.." 
Fiquei encantada de mergulhar em mim, em descobri que existe algo bonito aqui dentro, e como eu hoje percebo aqueles olhos de admiração que passei anos bloqueado, sem nunca ter notado. Vi um filme acontecer naquele oceano, e no fim dos corais, vi uma coisa inusitada, a casa da minha infancia, aquela que minha avó morou e que passei maior parte do tempo enquanto meus pais trabalhavam. 
Me aproximei da casa, a porta estava entreaberta, ao abri-la, vi as cartas no chão, entrei e vi a bagunça no lugar. A casa estava desarrumada e com pilhas de coisas espalhadas em todos os lugares. Vi minhas agendas, de todos os anos da minha vida até ali, em cima da mesa, cheguei mais perto e vi uma agenda que nunca tinha visto e com aparencia de nova, ao folhea-la vi que só tinha a seguinte frase na primeira página: 

Cleaning the house.


 Na Próxima Temporada de Larissa Diaries... 

PS: Dei, dei mesmo e daria de novo.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

O dia que decidi parar de comer brigadeiro


Três meses sem vim aqui e minha maior preocupação do momento é: ESTÁ TUDO BEM COM VOCÊS, QUERIDOS??? EU ESPERO, DE VERDADE, QUE ESTEJA TUDO BEM COM VOCÊS! 
Três meses e eu não sei nem como descreve-los, somente senti-los, todos os dias, um dia de cada vez. 
Niki, o grande BUM mesmo para deixar de escrever é tempo. EU ANDO TRABALHANDO COMO UMA ESCRAVA e, adivinhem só, EU ESTOU AMANDO MUITO O QUE ANDO FAZENDO. Eu não sei se é o lance todo de gerir pessoas, ou a adrenalina da operação, ou até mesmo, o estresse que me faz esquecer de comer, eu sei que ando me sentindo VIVA PRA CARALHO, nesse lado da minha vida. 
Sobre todos os outros lados, bom, esse são tratados na terapia, que foi a melhor coisa que já fiz na minha vida inteira. TERAPIA É VIDA CARALHO. 
Eu aprendo tanto com Tia Terapeuta que a vejo como uma Musa, uma Deusa, UMA DIVA!  
É sério, tudo começou com o lance de "você é responsável por tudo que acontecer na sua vida", depois o lance todo de QUE, TALVEZ, POSSIVELMENTE, EU QUEIRA VIVER UM AMOR - E eu acho bacana falar isso aqui, porque eu nunca nem conseguia falar sobre isso para minha melhor amiga, então, confessar publicamente, que talvez, possivelmente, eu queira alguém, é algo lindo AND admirável -, e logo depois, o lance dos brigadeiros, e foi aí que me encantei E QUERO ESSA MULHER NA MINHA VIDA PARA SEMPRE
Então que eu tava tirada a fodona, achando que sabia tudo sobre a vida, quando Tia Terapeuta aparece e diz "Olha só, você não sabe não, você nem se conhece.." e eu fiquei com cara de "QUÊ??? COMO ASSIM???" e ela trouxe todo uma contextualização de como eu sou muito boa em montar planos, decido tudo lindo, e na hora de coloca-los em prática, eu simplesmente surto, porque eu não sei como fazer porrãh nenhuma e todo aquele lance de mentir para mim mesma e tal. Mas Lara, como assim? Assim ó: Votei aqui e decidi que não quero ficar com uma pessoa, blz? Blz! Então eu monto o plano todo, digo que não vou falar mais com a pessoa, finjo que estou de boa quanto a isso, e quando e vejo a pessoa, eu surto, porque gosto pra caralho da pessoa, e não quero deixar de ficar com ela, mas minha mente diz que não devo continuar por qualquer motivo que seja, ai choro que nem maluca, entro em conflitos existenciais e se caso eu "peque", e fique com a pessoa, ainda me culpo e me julgo mesmo como se tivesse matado alguém. UFA! Deu para entender a neura? E aí, Tia Terapeuta, como uma gata, conta a historia dos brigadeiros para mim, que é assim: Você percebe, por algum motivo, pode ser saúde ou estética mesmo, que precisa fazer dieta. Só que você é a louca de pedra dos brigadeiros, ama de verdade, e aí, sem perceber, porque entrou de dieta, vive dizendo para você mesmo que odeia brigadeiro, afinal, bigadeiro e dieta não tem nada a ver, você agora odeia brigadeiro e não quer comer nunca mais na vida. Até aqui ok? Tão conseguindo acompanhar?? Belezinha, vou continuar: Só que um belo dia, você se depara com uma bandeja linda de brigadeiros, é de duas uma: 

A) Você surta ao perceber que ama mesmo brigadeiro e chora, afinal, você acreditava mesmo que não amava o brigadeiro; 
B) Você surta ao perceber que ama brigadeiro e come a bandeja toda desesperadamente como uma morta de fome. 

Nenhuma das duas situações são saudáveis. Elas provam que você não se conhece, não sabe seus limites e chega ao ponto de se agredir, até porque, comer um brigadeiro uma vez na vida, não tem problema nenhum, ou melhor, sentar e comer uma bandeja de brigadeiros, mesmo estando na dieta, e enfiar o pé na jaca é de boa, E EU VOU ALÉM, fazer dieta, tendo consciência que ama brigadeiro, e não come, porque, naquele momento, não vai ser bacana pra sua dieta, mesmo que doa, que você sinta, mas ainda sim, não come, porque não vai ser legal, e você aprende a ver seus limites e suas prioridades, É MELHOR AINDA!
Tá vendo, gente?! Como eu sou uma pessoa que estou em um processo lindo de autoconhecimento??! E o mais bacana disso tudo é que escolhi mesmo não ficar mais com ele, mesmo sabendo que gosto, que vou senti, que dói, mas acima de tudo, que eu preciso cuidar de mim e se não vai agregar em nada, é melhor cair fora mesmo. E foi depois da contextualização da Tia que entrei na dieta e decidi parar de comer brigadeiro.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Diário de Terapia: Propósito x Promessa




“O que você falou, na semana passada, não saiu da minha cabeça. E eu preciso me justificar. Existe uma diferença muito grande entre propósito e promessa. Propósito você paga para depois receber. Já promessa você recebe depois paga. Eu tenho feito propósitos por algo maior, eu perco agora, para ganhar lá na frente. Não é barganha, eu realmente nunca vi assim e já sinto a diferença da minha vida após os propósitos...” 






No final da sessão anterior, Tia terapeuta jogou na minha cara que eu andava barganhando com Deus. Passei a semana inteira pensando nisso. Na verdade, eu surtei mesmo. Pesquisei coisas, fui buscar na palavra, e vejam só, PARECE QUE EU ANDO BARGANHANDO MESMO. De novo, é preciso deixar registrado que nunca foi minha intenção
A verdade mesmo é que eu não conseguia mais sozinha e em um ato de desespero, joguei para o universo. Vamu lá, gente! Todos os propósitos que eu fiz foram pela minha vida, pra ver se ela dava uma melhorada e... MELHOROU, TÁ?! Talvez eu tenha feito algo errado, mas eu não sabia que era errado ou que eu estava barganhando de alguma forma. Eu sei que me sinto uma pessoa melhor, espiritualmente falando, acredito que consigo ter um controle sobre mim maior do que antes e até emagreci nessa coisa de tirar o pão e o refrigerante - Só não aconselho tirar a masturbação e o celular, por que aí vocês podem mesmo surtar, como eu surtei. -.
O que eu quero dizer é: Pra mim deu certo. Mesmo parecendo errado, barganha e afins. 
Ainda falta uma semana para terminar e eu planeja mesmo passar o ano inteiro assim, mas não quero deixar o Cara da Roda Gigante zangado, vou terminar esse e seguir em frente, tentarei não fazer mais propósito nenhum, mas é bom deixar claro que eu ainda estou tentando. Dessa vez, diferente dos outros anos, minha vida VAI ou VAI.

terça-feira, 21 de março de 2017

Diário de Terapia: Dores Inúteis



“Oi, é bom estar aqui de novo... O episódio de hoje se chama dores inúteis. Umas três semanas atrás eu assisti um seriado, House of Cards, que o personagem principal começa com um discurso sobre existe dois tipos de dores; as dores de crescimento e as dores inúteis. As dores de crescimento, são dores que aprendemos algo, que agregam de alguma forma nas nossas vidas. As dores inúteis não servem de nada, você vai sofrer, mas não adianta nada, nada vai mudar por causa do seu sofrimento. É como se fosse dois trabalhos, sabe?! Sentir a dor e passar pela situação. Eu estou sentindo dores inúteis...” 



Esse foi o textão que passei a segunda-feira inteira ensaiando para falar com a Tia Terapeuta. Isso mesmo, eu.fiquei.ensaiando.textão.para.falar.com.Tia.Terapeuta. QUE PONTO CHEGAMOS! O objetivo era não assustar ela e não parecer tão maluca, já que era a segunda sessão, mas né, depois comecei a chorar, e bom, fiz a maluca. 
Março começou e a sensação que eu tenho é que ele me jogou pra cima e eu ainda estou caindo. É a jogada do Cara da Roda Gigante e, logo no primeiro dia, ele já comeu 1 peão. Depois, tirou mais um, e após 15 dias, ELE AINDA TIRA PEÕES, sucessivamente, sem se preocupar como eu ficaria emocionalmente, como ficaria meu jogo, ele só quer “limpar o templo” e tá limpando! E aí que entra esse lance de dores inúteis; eu perdi peões, eu ainda estou caindo e a jogada dele ainda está acontecendo. Vai adiantar eu chorar, espernear, implorar pelos peões??? Não. Os peões foram seguir suas vidas e eu ainda continuo aqui, com aquela sensação de abandono, tentando me equilibrar sem muletas, VIVENDO A ADRENALINA DA VIDA. 
E olha, tem mais, tá?! É engraçado como eu invento umas paradas muito locas pra minha vida, né?! Eu não paro, me jogo mesmo nas loucuras da minha cabecinha. Tipo, pra vocês entenderam do que eu estou falando,  então que quando eu tava lá no purgatório, numa atitude desesperada para sair de lá, e vendo que, de verdade, eu não conseguiria mesmo sozinha, eu comecei a fazer vários propósitos - Lê-se eu tiro coisas, que eu gosto muito, como pão, cigarros, masturbação, celular... e abro um jejum, para o Cara da Roda Gigante resolver essas questões que eu não consigo sozinha. LOUCA, NÉ NON?! - afim de, sei lá, os milagres acontecerem, e eu já tenho uns três meses nessa - Nesse momento estou em jejum de celular e eu tenho vontade de morrer -, e coisas locas tem acontecido, porque acima de tudo eu creio mesmo em milagres e... Esse é o momento que vocês me chamam de loca, que acham eu devo parar de usar ervinhas, e que tem certeza que minha psicóloga vai ter muito trabalho comigo, mas talvez só seja meu jeito de tentar consertar essa vidinha aqui, e ao invés de sentar na varanda como fiz em Waking Up, eu só queira me posicionar e tomar uma atitude, afinal, DESISTI JAMAIS, NÉ NON??!
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