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sexta-feira, 1 de maio de 2020

Parecia inofensiva, mas me dominou


Os últimos 3 dias só vieram para reafirmar o que eu já sabia: Eu não estou pronta para resolver qualquer coisa que seja na minha relação com a maconha. Eu perdi o controle total, é uma relação tóxica pra caralho, e eu não consigo lidar em nada com isso - Ler-se sou fraca -
A maconha me fez bem por muito tempo, maconha sempre foi legal, até começar a perder o controle de espaço e tempo, até não dormir mais, até não comer mais, até não produzir mais, eu cheguei em um lugar muito longe com essa companhia, era só eu e ela, não tinha amigos, amores, trabalho, era eu, ela e o vazio, o banheiro, as madrugadas, o poço, eu achei por muito tempo que havia perdido tudo, ela me fez pensar sobre isso, e no lugar disso tudo eu a coloquei, todas as dores foram supridas por ela, eu só conseguia me mexer com ela, eu acordava e fumava, eu me sentia triste e fumava, eu sentia fome e fumava, eu queria esquecer e fumava, eu queria dormir e fumava, eu queria sair e fumava, eu queria me sentir viva e fumava... E veio o looping, e veio a compulsão, e veio o não está mais sóbria, e veio a vegetação, e a sentada na varanda, e a vida escorrendo diante de mim para um lugar que não era mais meu. Virei a maior antagonista da minha própria vida, não era ninguém que me derrubava, era eu mesma, descendo e indo mais fundo, e não tem a ver só com a maconha, era como eu me comportava diante dela, eu permitia me dominar, nunca vi como a culpa da droga, meu senso de auto responsabilidade já gritava pra mim que não era o quê, mas como eu perdia o controle diante dela, e eu perco ainda e fácil vou ao nocaute. 
Não consigo dizer quando foi o momento que confundir tudo e perdi, se no auge da depressão ou se eu já sacava tudo que acontecia no inicio de 2018, eu sei que eu só fui mais e mais fundo, e cair muitas vezes só para ratificar que o lugar que cheguei com ela não era mais sadio ou feliz, eu ultrapassei a linha, a linha que a gente diz que nunca vai passar, eu cheguei no fundo, até conseguir olhar pra ela e admitir que ela parecia inofensiva, mas me dominou.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Nota mental para nunca esquecer: a gente só tem a gente


É bom está sozinha, se curtir, se amar, gosta da própria companhia. Eu passei muito tempo dependente de alguém, em alguns momentos, acreditei que sozinha eu jamais conseguiria. 
Coloquei minha vida na mão de um monte de gente, se elas não estivessem comigo, eu era triste e infeliz. E não estou falando só de homem não, era dependente de macho sim, mas de amigas, NOSSA COMO EU ERA DEPENDENTE! Eu precisei passar por 2 grandes rupturas para entender que precisava ficar sozinha e que me bastava - Ler-se amigas que eu achei que moraríamos juntas e teríamos gatos, uma até achei que era mãe A LOCA -. Com homens, era aquele lance todo do trauma de abandono, meu pai e Zé destruirão minha vida amorosa em um grau, que passei anos achando que todos iam me abandonar e eu morreria sozinha largada em um lugar qualquer. Escrevi textos e mais textos sobre o dia dos namorados, porque né, eu era uma encalhada que não daria certo com ninguém e blablabla - A pessoa que no último ano teve 2 namorados incríveis -. AAAAAAAA E TEM A MACONHA! Que, segundo a Tia Terapeuta, eu coloquei ela nesse lugar também na minha vida, me afastei de todos e ela era minha única e melhor companhia, era um lance tão sério, que os momentos que eu não fumava, eu chorava como se estivesse com saudade de uma amiga - Vou escrever um texto somente falando sobre ela, tudo que ela fez por mim e os desserviços também -
No fim, a vida me levou a lugares pesados por causa dessa dependência; parei em um poço, no fundo de um buraco que já foi minha casa e fiquei coberta de lama e até em uma vala - Não canso de dizer quantas e quantas vezes eu  já morri -, parei no deserto para aprender lições e até paguei preços que não eram meus, só para descobrir no fundo o que eu já sabia: A GENTE SÓ TEM A GENTE. 
E, olha, no auge dos meus 32 anos, eu aprendi, de uma maneira bem difícil e dolorosa, mas aprendi. Gosto de está sozinha em casa, gosto de ver meu apartamento brilhando sem me preocupar que alguém vai sujar - Até Penélope sabe como manter tudo -, adoro cozinhar quando tô com vontade, sem a obrigação de cozinhar para alguém - Somente minha filha de 11 anos, que também sabe se virar, que eu dou esse luxo -, adoro minha casa e a energia que ela transmite É A MINHA ENERGIA EU QUE TRABALHO ELA TODOS OS DIAS E MAIS NINGUÉM, adoro ir para praia sozinha, adoro ver o mar e me conectar com o universo, com pessoas você não consegue isso, adoro sair para comer sozinha, tomar sorvete e até uma cervejinha, ler, caminhar e até treinar - Tá ai uma coisa que eu adoro fazer com alguém, mas até meus amigos de treino me abandonaram e eu tive que fazer meu corre sozinha -
Tive a fase dos 8 machos ao mesmo tempo E ADOREI DEMAIS, aprendi a me amar solteira, a rainha dos contatinhos, a dizer não pra homem como nunca tinha feito, transava loucamente e me perguntava o porquê mesmo da monogamia se eu poderia sentar em vários #melhorfasedasolteirice. E sabe uma onda legal também nesse processo todo? O do autoconhecimento, QUE É DOÍDO PRA CARAMBA PORÉM NECESSÁRIO, e ele é um caminho seu, sozinho mesmo, sem ninguém dos lados ou atrás, é você com você, com as vozes, com as sombras e as luzes, com tudo isso aí que você é, os pesos, as delicias. Cheguei no auge da depressão e tive que sair sozinha, era só eu com eu, não importa quem me falasse para sair dessa, esse lance todo era comigo, e aí que tudo começou a fazer sentido, as fichas caíram e eu amei me reconhecer, me senti realmente completa e que eu era minha melhor companhia, eu nem de longe sou mais aquela pessoas que PRECISA de alguém como antes, eu não faço mais questão de ninguém na minha vida - Não faço mesmo, quer ficar massa, não quer, PRÓXIMO - e até já trabalhei que Penélope vai crescer e vai ter a vida dela - E eu quero que tenha mesmo, ela que lute rs -, esse é um lugar muito poderoso e de muita sabedoria, saber quem você é, que você é o único a fazer qualquer coisa por você e se amar integralmente, é o tal do amor próprio que tanto ouvimos falar, eu mergulhei no fundo para busca-lo e não abrirei mão dele jamais.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Sem o Cara da Roda Gigante não dar!


Sabe qual foi o maior aprendizado nesses anos? Que sem Deus não dar. A vida não rola mesmo sem Deus e não importa o que eu faça, sem Deus não dar. Anos atrás eu não falava sobre isso aqui, porque nem espiritual eu era, achava que Deus era religião e, que através de uma maneira bem deturpada - Ler-se Dogmas -, eu achava que servi a Deus era me cobrar e me penitenciar por não ser a pessoa que ele gostaria que fosse - Foram muitos anos de terapia e eu ainda deslizo em algumas dessas cobranças e surto por isso. - 
Hoje eu sei, que Deus é o SER MAIOR que EU acredito, que está muito além das paredes de uma igreja, terreiros e afins, ESTÁ DENTRO DE MIM, que eu me conecto com ele deitada na cama, olhando o mar ou sentada em um ônibus. Que não precisa de rótulos é somente O MEU DEUS, não importa no que você acredite - Se você acredita que uma tartaruga empalhada é seu Deus, É E PONTO. -. 
Que a vontade dele é boa, perfeita e agradável - Deus não quer ninguém sofrendo, tá? Se você vive uma relação abusiva ou infeliz, Deus não quer te ver passando por isso não, então para de dizer que Deus que quer isso pra sua vida. Ler-se EU JÁ FIZ E VIVI ISSO - e eu só vivo ser for assim. 
Que quando ele fala sobre cuidar das coisas Dele que todas as outras coisas serão acrescentadas, ele tá falando muito mais de olhar e cuidar do próximo - Ajudar alguém sem olhar a quem - e isso pode ser de muitas formas do que só dizimar. 
Que ele faz sim muitos milagres e eu sou a maior prova disso, porque um milagre pra mim é quando alguém me salva com um sorriso, como também pode ser algo que alguém me diz sobre uma coisa muito íntima que eu vejo o meu Deus no olhar dela. Milagre é o meu e/ou o seu impossível. E o seu olhar sobre milagres, que pode ser o amanhecer ou aquela grana que você acha perdida no bolso da calça. 
Que quando eu oro e ajo as coisas rolam na minha vida, e por isso que digo que sem Deus não dar, você se espiritualiza e age, parece que Deus, o cosmo, o universo, recebe a energia da oração, você age e tudo flui, reafirmo, sem Deus não rolaaaaa
Que fé é o firme fundamento das coisas que não se ver e por isso creio muito no meu Deus, ELE FAZ ACONTECER, estou todos os dias sendo salva por Ele, que é leve, sem cobranças ou dogmas, um Deus que tenho relacionamento, um grande amigo que não me julga ou condena. Meu Deus é conforto, amor e paz, O GRANDE CARA, o cara que manda na roda gigante que é a vida, e que é cheia de adversidades, uma hora a roda gigante vai está lá em cima e outra lá embaixo, mas com Ele aprendo que, nos dias bons e ruins, eu extraio sempre coisas boas, aprendo a ser grata pelas pequenas coisas e a sorrir até das merdas que O Sabotador faz acontecer. 
Eu descobri um Deus muito maior e melhor pra mim e sou feliz por acordar todos os dias e sentir essa presença na minha vida. Isso é muito particular, sabe?! É algo muito meu, uma coisa minha e com meu Deus. E todo mundo pode viver isso sem amarras, quando você aprende quem é seu Deus e olhar o mundo através da ótica Dele, vai entender que aquele Deus que seus pais e as pessoas te contaram não existe, é o olhar do outro, a verdade do outro, não é o seu, o seu vai está ai dentro, e te mostrando e reafirmando sua fé, descobrir isso é a libertação das crenças limitantes e esse é meu maior desejo para o mundo: Que cada um encontre esse Deus e que ele te ensine a alimentar a luz e a ser melhor todos os dias, é disso que o mundo precisa.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Pombagira, eu, macho e uma briga de galo.

Não sei se vocês sabem, mas todo mundo no mundo tem uma pombagira na sua vida. E isso não é ruim não como ouvimos o tempo todo por aí, a pombagira é a entidade espiritual que faz o jogo do amor acontecer para você, lindaaa! Ela que é seu cupido e abre seus caminhos para as conquistas. Então, vamos desconstruir essa coisa toda de demônios e afins, todo mundo tem uma e isso não vai mudar #PAS 


Reza a lenda que a minha foi enfeitiçada. Ela anda zonza por aí e sempre me dar os piores amores - Conheci 3 pessoas diferentes e incríveis, nos últimos 5 anos, que tinham namoradas e esse looper parece que não vai ter fim (GENTE, TODO MUNDO HOJE TEM NAMORADA PORQUÊ?) -. Ainda não sei ao certo o que houve com ela, quem faria um feitiço para mim, de verdade, nunca pensei nisso, mas ela está aí, enfeitiçada, loca e bagunçando minha vida amorosa. 


O fato é que no meio disso tudo, eu tô aqui, vivendo a adrenalina de já me senti encalhada por ter transado 2 vezes esse ano, na situação de sexos casuais, onde minha terapeuta implorou que eu não fizesse porque ficaria mal depois, e, adivinhaaaa? Foi isso mesmo que aconteceu! E hoje estou tão maluca do pão, rezando para que relacionamentos terminem e eu beije pessoas ou, que no fim de tudo, eu tope tranquilamente sexo casual e/ou vire lésbica - O que é uma boa, já que aparece muita mulher para mim, mas eu já tentei e NÃO ROLA NÃO, VIU?! -

Acho mais legal ainda, é eu vi aqui falar sobre isso, um tema que até pouquinho tempo eu não sabia lidar e ficava desesperada pelo fato de querer ter um homem - A maioria de nós somos cheias de complexos de Cinderela, mas não sabemos e/ou aceitamos -, de sábados serem dias difíceis e nunca mais ter recebido aquela ligação do final do dia com a pergunta "Como foi seu diaaaaaaa?" - VEEEEEIIII, REAL, NÃO RECEBER A LIGAÇÃO DOÍ DEMAIS =( -. Eu vivia um contante 'Deus me livre, quem me dera', afinal, queria homem pra caramba, mas fazia a linha 'nem ligo de ter um'


Mas hoje não vejo problema nenhum de falar sobre isso, na verdade, eu preciso falar mesmo, que mulher tem que se unir e uma ajudar a outra. Nos somos um bando de locaaaaas mesmo, querendo macho, sendo ciumentas possessivas e querendo muitos sexos selvagens, isso somos nós. E que bom que somos, e que bom que eu consigo dizer "Olha, eu quero um homem", e MAIS IMPORTANTE AINDA, saber que eu não preciso de um homem para me bancar em nada, e ainda assim, querer muito um. 


Esse texto é um texto de crescimento. Nesse momento, eu estou olhando para trás e vendo a Larissa esposa de Zé, a Larissa feminista durona, e olho para quem eu sou hoje, e OBRIGADA MEUS DEUS POR QUEM EU SOU HOJE, por ter aprendido e caído tanto, a vida é isso aí, um ringue de briga de galo. Onde você apanha - cresce - ou bate - cresce -. E eu cair nesse ringue, estive lá por muitas vezes e aprendi que  os fortes, os ariscos, os sobreviventes... São esses o que passam para a próxima fase, onde eu quero está.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Sobre essas coisas de ser romanticamente sozinha

"Tô tirando férias, dando um tempo disso..Chega de amar, chega de me doar, chega de me doer." 
Caio Fernando Abreu

Eu tenho um ano sem ninguém. Romanticamente falando, claro. Eu sei explicar o porquê disso? Maybe. 
Pra começar, eu passei um bocado de tempo amando o Comendador e lamentando por tudo que havia acontecido com nós. Eu vivi a dor, eu sou assim, eu acredito que, para você sair inteiro, tem que VIVER A DOR MESMO! Depois de todo esse processo de cura - Olha só, eu estou curada mesmo, posso sentir muitas coisas pelo comendador, mas ó, né amor mais não, mas assumo, ainda sinto, porque eu sei que ele não é uma pessoa que vive em paz depois de mim -, eu achando que estava pronta, linda e bela, quando sentada na sala da Tia Terapeuta eu passei 45 minutos falando da minha vida amorosa, mesmo dizendo pra ela que estava de boa, que havia superado tudo e que vivia muito bem sem ninguém... Ela jogou uma verdade na minha cara: Olha só, CÊ NÃO TÁ DE BOA NÃO! 
Eu minto pra mim, sabe?! Eu tenho essa mania de criar as capas e de pagar de fodona, mesmo estando na merda total, criar as capas até seria de boa, se eu não acreditasse nelas, então assim: Eu crio as capas, acredito nelas como verdades absolutas e vou vivendo, enquanto por dentro, tá tudo uma merda. Não é nada combinado não, eu não percebo mesmo, pago de fodona e quando alguém joga uma verdade, como a Tia Terapeuta fez, eu fico tipo "Ué, eu não estou de boa não?" Reflito e adivinha: EU PERCEBO QUE EU TAVA ACREDITANDO NA CAPA E QUE TÔ NA MERDA TOTAL. 
Eu descobri que minha vida amorosa me incomoda sim, que eu não estou de boa não, que eu quero alguém bacana and legal... Mas aí entra outro contexto: Eu estou pronta para alguém? E olha só, NÃO TÔ NÃO, VIU?! Eu ainda preciso viver tanto de mim, consertar tanta coisa em mim, cuidar de mim... Fora que, tenho 30 anos, gente, não quero ficar indo para baladinha pegar macho não, não estou mais na vibe de ter contatinhos para fodinhas e muito menos, viver relacionamento superficiais ou abusivos para dizer que tenho alguém do lado, eu já sou MUITA COISA, já pago preços enormes por isso, e não quero nem pagar preços de ninguém, nem mais problemas, quero ficar de boinha, na minha, deixando as coisas acontecerem no seu tempo, sem pressa, sem desespero, dispensando pessoas mesmo - Porque rola, né, gente?! Não sou tão encalhada assim não -, entendendo que eu preciso tá felizinha e bem comigo mesma sozinha, pra depois tá dividindo esse coração - QUE JÁ APANHOU PRA CARALHO - com alguém. 

Ps: Aaaah, gente, bateu o loco aqui, tô refletindo nessas paradas todas e são 06:32 dá manhã, precisava desabafar, afinal, essa bagaça aqui é pra isso, né nom??! Me deixem =**

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Compilado 2016 - 2017 o ano das jogadas.

Teste.. Um, dois... Teste.. Alguém aí?

Quatro meses sem falar de minha vida aqui e nem sei por onde começar #Refletindo
Claro, as histórias de Larissa Diaries estão sendo publicadas - Capengando, né?! Somente 2 textos Oo -, mas falar de tudo que aconteceu nesses últimos tempos é complicado.
Basicamente, venho por meio deste assumir publicamente que 2016 foi mesmo meu ano, EM TODAS AS ÁREAS. Foi, de longe, o ano que mais aprendi lições, e foi apanhando mesmo, tomando surra da vida mesmo, sendo nocauteada a cada tentativa frustada de recomeçar, mas né, ESTOU AQUI.
Foi o primeiro ano que sentei na varanda e vi a vida acontecer. Não, eu não desisti, eu só dei o tempo da batalha, só fiquei observando até aonde a vida ia, esperando a minha jogada.
O ano passado comecei com essa mensagem linda de que seria meu ano, e eu fiquei um pouco muito empolgada com isso e... SÓ TOMEI NO CU! Pelo menos, a maioria do tempo. Chorei, Chorei e CHOREI! Atravessei o deserto, paguei preços pesadíssimos, aprendi a me arrepender (E assumir isso), escrevi cartas que, pela primeira vez, foram entregues, escrevi livros, ESCREVI PRA CARALHO em comparação aos últimos anos. Parei no inferno, no purgatório, voltei pra terra e ganhei mais uma chance da vida.
2016 foi punk, mas foi o ano mais musical da minha vida. Construir uma relação de coleguismo com o Zé que jamais achei que um dia teríamos.  FUI PROMOVIDA COM TODOS OS MÉRITOS DO MUNDO \O/ Fui obrigada a me reinventar. Perdi e ganhei... E olha, vou escrever isso de novo: APANHEI DA VIDA DEMAIS!! Mas de novo: TÔ AQUI, NÉ?! SENDO A SOBREVIVENTE QUE EU SOU!

Sobre esse novo ano, não criei expectativas, não criei metas, não esperei nada dele e ando que nem uma agente do tempo, vivendo minhas 24hrs de boinha, sem esperar muito, nem da vida, nem do ano, nem de ninguém. Inventei uma palhaçada de ficar 40 dias sem algumas coisas que gosto muito -Isso inclui pão e álcool - e quase surtei, sério, não indico pra ninguém, mas foi boa a tentativa de adquirir o nirvana, mesmo me sentindo ainda perdida e sem nenhum resultado claro do jejum.

A sensação que tenho é que 2017 veio como um jogo de tabuleiro, xadrez, para ser mais específica, onde de um lado temos eu, O Cara da Roda Gigante, A Musa, O Acompanhante e a Deusa do Vento, e no outro, O Sabotador e os Cavalheiros das Trevas, cada um fazendo suas jogadas, as melhores e mais altas jogadas, onde tá valendo tudo, para possivelmente, dessa vez, parar no Céu.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

lost and now whatever.

Uns dias atrás, curtindo a ociosidade das férias, entrei no Facebook e stalkeei. SIM, EU CAIR, EU PEQUEI! HAHAHA Suricatiei a vida de todo mundo: O Russell, aparentemente, terminou com a namorada, o James, casou-se, o Pedestal, está só esperando o filho chegar e o Comendador está de namorada nova. - Olha o meu todo mundo HAHAHAHAHA
Sentei e avaliei minha vida amorosa e eu não tenho nada de novo, não terminei com ninguém, nem de longe me casei, não estou grávida - obrigada, meu Deus! - e não comecei a namorar. - Sem vida feliz gente, por isso sem Facebook -
A verdade é que eu não quero namorar. Acho que é a primeira vez na minha vida que não quero isso. A vida tá uma bagunça, meu irmão! Não estou conseguindo lidar com relacionamentos básicos - Como o de mamãe e Pepi, por exemplo -, imagine um macho na minha cola??! 
Está solteira é bom. Como a gente vive em um país que um relacionamento é super-romantizado e cheio de babaquices, não ter ninguém querendo te controlar é lindo! Imagina que locoo o cara dando uma de maluco possessivo porque dormir na casa de algum amigo meu?! Ou ficar putíssimo porque eu teria dias que nem queria olhar para cara dele, mas estaria com a casa cheia de gente... Entendem?! Não quero viver isso. 
Eu ando tão chata, que tenho sentindo pena da minha melhor amiga, que tem que lidar com uma loca que levanta textões e faz perguntas existenciais, e depois de dois dias está fazendo tudo ao contrario do que disse que ia fazer. Fora os dias de choros e áudios no Whatsapp. 
Não, eu não tenho sido uma boa companhia para mim mesma, nem a Musa tem aparecido e muito menos o Cara da Roda Gigante. Eu voltei ao meu status de Junho de 2016, onde me vi tendo que viver comigo apenas e com o mundo. Evitando o What e destilando verdades no Twitter. Sem querer está com ninguém e curtindo o escuro do meu quarto.
Tenho tentado manter o meu equilíbrio emocional, mas percebi que ele estava no lixo, no dia que fui ministrar um treinamento de PNL, que preciso ter um equilíbrio emocional perfeito e CHOREI DE SOLUÇAR. Com minha mãe, que está internada - Pauta para outro post -, fui à viagem toda do ônibus chorando e dizendo para mim mesma que quando chegasse ao hospital, eu iria ficar de boa, só passando que estava tudo lindo para ela. A realidade mesmo é que cheguei, sentei e CHOREI DE SOLUÇAR com ela. Eu tinha conseguido equilibrar esse lance do choro, mas agora desandou de vez e eu voltei a ser a menina que chora no ônibus. 
Chegai a vaaaaaaaariiiaaas conclusões sobre a minha vida que me levaram mesmo a desisti de tudo. Peguei a cadeira, coloquei na varanda, sentei e estou vendo a vida acontecer. Eu aceitei que perdi, só não sei ainda o que fazer depois disso.


Ps¹: Esse post é tão eu na veia, que poderia ser um compilado sobre o que posto no Twitter.
Ps²: Estou ouvindo, incansavelmente, o albúm "The Wall" do Pink Floyd, com o objetivo de ver a luz no fim do túnel. 

sábado, 10 de setembro de 2016

eu não quero que seja doce, apenas que seja leve.


Fazendo a apresentação mensal dos meus resultados no trabalho, percebi o quanto Agosto foi bom para mim. Eu achei que não tinha sido, pois muitas coisas aconteceram e bagunçaram a minha vida - Lê-se: as coisas estavam voltando para os seus devidos lugares -, eu continuei achando que seria meu ano por causa da minha vida pessoal, quando na verdade, estava mais uma vez aprendendo sobre minha vida profissional. 
Agosto não foi tão emocionante como os outros; apanhei, cair, tive um dos maiores picos da história, me curei, mas olha, só TÔ AQUI DE PÉ NOVAMENTE PASSANDO PELA PROVA DANDO GLORIA A DEUS! 
Esse foi o mês que fui barco - E infelizmente acabou -. Fase que eu vivi fora das redes sociais, fora da vida das pessoas, olhando tudo de fora, me percebendo, viajando em mim... Nesta etapa, construir um mundo bem maior e melhor. E mesmo que, ainda tomando porrada da vida, ando mais focada nas minhas coisas e na minha rotina. 
Falando em rotina, uma coisa muito louca que aconteceu nesse período, foi perceber como os dias são desenhados para mim - Sério, parece loucura, mas essa porrãh da minha vida tem roteiro mesmo! -. Percebi isso outro dia lendo minha agenda, vendo como situações específicas acontecem em dias específicos e como essa situações me ajudam - ou não - nos meus dias... 


Eu gosto das segundas-feiras de uma forma diferente. 
Tenho a sensação que este é o dia do recomeço. Dói, mas é necessário. 


As terças-feiras são tristes. Sempre acontece algo ruim, algo pesado, algo triste. 
Não importa quantas vezes eu peça para o Cara da Roda Gigante me livrar do mal. 
Ele não atende às terças, e são dias difíceis. 


Lindas mesmo, são as quartas-feiras. Sabe o lance de "perder para ganhar"
Eu sofro nas terças para sorrir nas quartas. 
Sempre acontecem coisas legais e eu me divirto à beça. 


As quintas-feiras sempre são dias malucos. 
Sempre são dias estranhos, nos quais acontecem coisas diferentes. 
Ontem (quinta-feira), eu fui almoçar no shopping 
(Eu quase nunca almoço no shopping, porque tem vários lugares para comer perto do meu trabalho) 
com uma amiga que eu acho que está virando super amiga, 
ajudei um cara perdido na rua e levei-o até em casa, 
e poderia ter ido para o céu com essa boa ação, 
se não fosse pelo fato, de ter negado à minha vó meu kimono lindo AND perfeito... 

V: Eu amei sua blusa! 
L: É um kimono, vó... 
V: Eu quero para mim! 
L: Eu vou ver se acho, vó... 
V: Mas você não vai mais achar desse, e eu quero esse... 
L: Vou ver se acho um para a senhora, beijos! 

Ignorei, ignorei mesmo e ignoraria de novo! 
Não vou dar meu kimono lindo AND perfeito. Vou procurar um para ela. 
(Somente nas quintas rola umas dessas.) 


Sextas-feiras são mais leves. Mesmo sabendo que trabalho sábado, 
eu posso ser surpreendida com alguma coisa para fazer. 
Posso tomar uma cervejinha com os friends ou sair com algum crush. 
É um dia bom. 


Sábados são de filminhos! Meu programa preferido com Pepi. 
Chego cedo, preparo gordices, escolhemos um ou dois filmes, e assistimos até tarde. 
Penélope está sendo uma ótima companhia. 


Descanso e ociosidade mesmo, acontecem aos domingo. E.U.S.I.M.P.L.E.S.M.E.N.T.E.N.Ã.O.E.X.I.S.T.O.A.O.S.D.O.M.I.N.G.O.S.
Fim 
Eu gosto de descansar aos domingos, colocar as séries em dia, 
comer porcaria, escrever, ver meu amigo leal... 
Durmo cedinho, porque sei que vai começar tudo de novo. A mesma rotina e os mesmos dramas. 

Agosto foi embora e, mesmo sendo um novo mês, ainda consigo sentir o aperto no peito. 
Eu não quero que Setembro seja doce, apenas que seja leve.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Essa é minha vida, meu clube, é Larissa Diaries acontecendo ~Textão desabafo~


Raaaaay! Primeiramente, fora aquele que não deve ser nomeado nas olimpíadas. Segundamente (eu sei que não existe), venho por meio deste dizer: QUE SAUDADE DISSO AQUI! Uma vontade danada de chegar aqui e abraçar cês tudo! Mas né?! Tô aqui vivendo Agosto. 
Engraçado que, Agosto é o melhor mês do ano para mim e esse, de 2016, tá tão cagado, TÃO CAGADOOO, que olha, pensando em fazer limpeza. 
Agosto chegou como uma flechada nas costa. Primeiro dia do mês, e eu lá, chorando com a saída de uma amiga do trabalho. E mesmo sabendo que ela queria, isso me abalou profundamente. Como se não bastasse a saída dela, mais outra amiga saiu, e eu chorei, chorei, chorei... E bati de frente com meu primeiro pico emocional nessa temporada. 
Com o setor vazio e com a foto delas colada no meu pc, eu tentei sobreviver. Mas a verdade e que, com a saída delas, me rendeu mais trabalho, MAIS TANTOOOOOO!!! Que minha situ, no meu emprego, e de está com a pontinha do nariz para fora do mar, e, enquanto não melhora - Musa diz: Cê tá louca??? Não vai melhorar não, friend, pare! -, eu vou batendo o pé para não me afogar.
Agosto, meu melhor mês do ano ~RISOS~ me deu outro pico emocional. E o envolvido dessa vez, é ninguém menos que , também conhecido como meu carma e desencadeador dos meus problemas emocionais. 
Eu não sei mais - JURO MESMO - o que fazer para Zé, simplesmente, me deixar em paz. E o grande problema são as lavagens celebrais que ele faz com minha filha, é o prazer de jogar na minha cara que nada que eu faço é bom ou suficiente, e a pressão desnecessária, é a necessidade de mostrar para o mundo que é o melhor pai do mundo, e me cobrar o mesmo, sendo que nas entrelinhas, nada é assim... 
Essa semana, refletindo nessa pessoa maravilhosa, que tanto já falei aqui, preciso dizer: Zé foi a pior pessoa que já entrou na minha vida. Foi as portas do inferno mesmo. Eu não estou dizendo que não fui feliz com ele, não é isso. As páginas desse blog mostram que já fui feliz sim, mas é uma falsa felicidade, eu o amava, até mais que a mim, e estava cega. 
A pessoa nunca me apoiou em nada, nunca gosto do fato d'eu ser escritora, todas as vezes que fui estimulada por Zé, foi quando ele me depreciou, quando disse que não iria conseguir, que me sacudia e gritava que eu era uma derrotada, gorda, e eu ia lá e mostrava tudo diferente, mostrava que podia sim, que conseguia sim. O cara é completamente desequilibrado e bom, eu tive uma filha com ele, estou marcada a aguentar essa pessoa no resto da minha vida, como um cão raivoso em cima de mim, esperando qualquer vacilo pra me atacar. E de novo, não, eu não sei qual é problema comigo. Ele alega ser o fato de não suprir as expectativas dele como mãe, mas nós sabemos da verdade, né?! Doentinho, desequilibrado que tenta o tempo todo colocar Pepi contra mim. E sim, já sentei 375 milhões de vezes para conversar, tenho as mais maravilhosas conversas do Whatsapp - Ele me chamando de lixo para baixo -, e só chego a conclusão que é um caso a ser estudado, até porque, se ele é o pai perfeito e eu uma péssima mãe QUEM PAGA ESSE PREÇO SOU EU, QUEM NÃO VAI VIVER COM ELA SOU EU, QUEM VAI TOMAR NO CU SOU EU!! Mas ele sabe tanto que isso é mentira, que se dá ao trabalho de mentir, inventar historias para me difamar e fala mal de mim TODOS OS DIAS para a menina. 
O que me conforta é que Penélope é super inteligente, e quando chega em casa eu faço um trabalho de base com ela, de conversar, de mostrar as coisas como elas são, e detalhe: NUNCA FALEI MAL DELE, DA MULHER DELE, DA MÃE, NUNCAAAAAAA! Eu não preciso. Se ela, quando crescer, chegar em algum conclusão sobre isso tudo, não vai ser sobre minha influência. Eu só quero que ela me ame e saiba que pode contar comigo por toda vida. 
Sobre Zé, isso tudo para mim é lamentável. O cara me traiu, me abandonou, me colocou para fora de casa e eu não sinto nada. Não desejo mal, não acho que ele tem que se ferrar na vida, não torço para a relação dele, QUE ELE COMEÇOU ESTANDO COMIGO, dê errado, nada, nada, NADA. Por mim, teríamos uma relação de parceria, de boa mesmo. 
E se caso também não esteja claro, vou deixa: Eu não gosto de Zé, romanticamente falando, todos aqui sabem muito bem de quem eu gosto. E o desabafo acima - Que nem deveria ter rolado, mas olha a energia do ser, né?! Faz até a gente fazer textão. -, foi para deixar claro o porque ele fode tanto com meu emocional, já que só quem abala, meu emocional, é minha filha, e ele sabe disso, enfim... SIGAMOS. 
Aproveitando a oportunidade e falando de quem eu realmente gosto - Musa diz: Sério? Jura que vamos mesmo falar dele? -. Não nos falamos há um mês e isso me fez um bem danado. Sair do What disposta a deixar essa relação para trás e, olha, estou conseguindo. 
O tempo é mesmo lindo! Eu já não penso mais como antes, eu não fico mais desesperada quando passa uma música que me remete a ele e nem me lembro a última vez que chorei no ônibus. Está passando, está mesmo passando, porque o que mais quero é que passe mesmo, é que esse amor acabe de vez. 
Uma das últimas coisas que me peguei pensando, foi como eu ficava desesperada tentando entender porque ele tinha entrado na minha vida, e agora me contento que só foi mais um laço, me trouxe algumas lições e ponto. Daqui a pouco vira uma lembrança das paredes da memória e nada mais. AMÉM! 
Por fim, eu estou bem. Não parece, né?! Mas estou mesmo, essa é a temporada de cuidar da minha energia, e eu só quero isso, cuidar dela, cuidar da minha vida, cuidar das minhas coisas, cuidar de Penélope, focar no que realmente vale, entendendo que um monte de coisa na minha vida não é para ser e que para todas as outras coisas, só o tempo. 
A verdade é que 2016 é um ano de crescimento, é o primeiro ano que apanho para caralho, mas aprendo, mas entendo os processos, não fico culpando a vida, Deus, e o mundo todo pelas merdas todas. Essa é minha vida, meu clube, é Larissa Diaries acontecendo. Eu xingando o roterista que tenta ser meu amigo, brigando com o diretor que tenta consertar a bagunça toda e o produtor, que não falo mais, porque, como sempre, ferra com tudo.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Como eu cheguei até aqui: De Porto a Navio


No final de Julho, no ápice do banzo, entrei em uma crise existencial de alto escalão. A briga não era mais entre a Musa e eu, mas, sim, entre os meus anjos e demônios. Esses que moram dentro de mim, dentro de você, dentro de cada um de nós. 
Logo depois dessa crise, comecei a me fazer perguntas do naipe: “Quem sou eu?”, “O que vim fazer na terra?”, “Qual o meu papel nisso tudo?”, “Por que esse é meu ano?”... Tentando responder essas perguntas, fiz reflexões transcendentais e cheguei a uma grande conclusão - clichê, bem verdade, mas que aprendi no final de Oblivion: Eu só dependo de mim mesma para ser feliz. 
Minha felicidade não está associada a ninguém. Tem quem diga que está associada a Penélope, mas nem a ela está. Afinal, ela vai crescer e ter a vida dela, a história dela, as escolhas dela... Se eu associar minha felicidade à minha filha, qualquer decisão que ela tomar que eu não concorde me trará decepção e, com isso, frustrações. Claro que ela faz parte do processo, mas ela não É o processo.
Perceber isso, o básico para qualquer ser humano (se amar acima de qualquer coisa, se bastar...), foi um choque de realidade para mim, que sempre estava com alguém, que sempre estava feliz por estar rodeada de pessoas, que queria encontrar o homem da minha vida para me sentir completamente feliz, que era o porto dos amigos, que trabalha com pessoas e sempre amou tudo isso. A verdade é que fui colocando de lado minhas prioridades, minhas coisas, minha vida. Mesmo quando fiz de tudo para olhar para mim, eu nunca estive realmente só: tinha as redes sociais, os amigos sempre em casa, os finais de semanas sempre cheios... E foi assim que aprendi a procrastinar minha vida. 
Sabe aquele filme que estreou e eu estava louca para ver? Eu não via logo porque tinha que ver a disponibilidade dos meus amigos para irmos todos juntos. Sabe aquela tarde de domingo que eu poderia colocar meus seriados em dia ou escrever loucamente? Eu não fazia porque sempre tinha uma programação ou todos estavam na minha casa. Sabe aquele show que eu sempre me programava para ir e nunca ia? Eu sempre marcava e, quando chegava na hora, meus amigos desmarcavam; ficava muito em cima para eu organizar outro programa ou ir com outra pessoa (Isso aconteceu com shows, eventos, exposições...). E eu me procrastinava. Não saía quando queria, não fazia o que queria. Às vezes, deixava de lado até minhas opções e minhas escolhas para agradar a todos, para tentar me adequar. No fim, estava procrastinando a minha vida, afinal, cadê meus livros? Onde estão meus projetos organizados? Cadê as minhas saídas? Meus filmes? Resposta: empoeirados em uma estante velha da minha cabeça. 
E sabe o que me deixava mais puta? Eu não era assim. Isso não era culpa dos meus amigos. Era eu. Sempre andei só, mas, de uns anos para cá, fiz essa bagunça de criar expectativa no outro, de esperar pelo outro, mas, como já dizia diria Kandy: 

 "A gente só tem a gente. 
No fundo, lá no fundo, essa é a realidade. 
Qualquer outra interpretação é espera. 
No outro. Que o outro fale, que o outro perceba, que o outro entenda. 
Não entende. Porque não é a gente. 
Imagina que entende, mas não enxerga. 
Porque os olhos são outros, ainda que da mesma cor."  

E esse trecho martelou, martelou, martelou, até fazer muito sentido na minha cabeça; até cair a ficha e perceber que minha felicidade e até a redução dos meus estresses and degastes só dependiam de mim. EU tinha permitido que minha vida virasse isso tudo. 
Então, aprendi a lição. Mas, e agora? O que vou fazer com tudo isso? Como vou mudar essa situação? Eu decidi que precisava mudar. 
Comecei a operação “Navio” no inicio dessa temporada (15/07), e esse nome surgiu quando, na primeira semana sem whatsapp, Howard me ligou, desesperado com essa situação, e disse: 

H: Amiga, você não pode fazer isso! Não pode excluir suas redes sociais, não pode ficar sem falar comigo nem com ninguém! Você é nosso porto. Pra quem eu vou correr agora? 
L: Olha, não sei, de verdade. O que sei agora é que virei navio e estou perdida no oceano - náufraga e sozinha! 

E é assim mesmo que ando me sentindo. Não sou mais porto de ninguém. Excluí o WhatsApp, o que já evita de estar sempre em contato com alguém. Já tinha desativado o Instagram, e, agora, só trabalho com e-mails e, ÓBVIO, com o Twitter, porque, né?! Sem condições de viver sem Twitter
Tenho cuidado da minha energia e tentado não ser aquela pessoa desequilibrada que só responde a estímulos externos, pirando em cada situação de conflito. Trabalhando demais a minha relação com Penélope e minha mãe, porque são as pessoas que dependem de mim diretamente, e estamos ótimas nesse ponto. Focada, mais do que nunca, nas minhas obras and projetos - ESSA BAGAÇA TEM QUE SAIR! -. Passando por muita coisa. - Não é fácil, manoooo! - Desintoxicando-me da minha antiga droga e sobrevivendo aos picos emocionais... 
Eu não finalizei o processo. Estou no começo dele. A melhora é contínua e cada dia é uma oportunidade de aprender o novo, de me conhecer um pouquinho mais e buscar, estar bem comigo mesma. 

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Vale a Nota: ~ Relevante ~

Primeiramente, BN! Venho por meio deste dizer que tenho um monte de coisa ~ relevante ~ sobre minha vida pra contar aqui. Na verdade, não só sobre minha vida, mas sobre meus achismos também, porque né, sou um ser pensante e entro em um universo paralelo, e me pego refletindo sobre 375 coisas. Então, pra evitar o textão, vem aí, mais um Vale a Nota pra vocês, ou pra mim mesma, não sei ainda Oo 

1° Nota: VOLTA COPA, VOLTA 2014 
Na terça, pela manhã, recebi aquelas notificações do Google Fotos com a mensagem "Redescubra este dia", era o dia 28/06/2014, e as fotos eram da copa... GENTE QUE SAUDADE DA COPA!!! Por causa dessas fotos, passou um filme de como foi a copa de 2014. 
Era Junho, eu tinha acabado de tomar um pé na bunda de James, e logo depois começou a copa, e eu despiroquei de vez, bebi loucamente, fui assisti os jogos na rua, e a cada jogo era uma aventura: Um eu assisti no trabalho e briguei com colega porque não torcia para o Brasil. Teve outro que fomos tentar assisti no shopping, mas já havia fechado, porque o jogo tinha começado, e fomos para um bar no estacionamento do shopping, pra esperar ele abrir. Outro fomos parar na rua mesmo, com telões espalhados pela Barra, com um monte de gente de vários países, sambão, gente bonita, MELHOR DIIIAAA! 
Entrando nesse universo paralelo de copa, comecei a pensar no ano todo de 2014, e se vocês observarem, EU NÃO TENHO UM TEXTO POSTADO DURANTE O ANO INTEIRO DE 2014, e eu posso justificar isso com uma única frase: EU ESTAVA VIVENDO. 
2014 Foi a temporada das descobertas, recém separada, abracei a vida, voltei a estudar, conheci váaaaaaaaaaarias cidades do Brasil, conheci as melhores pessoas do mundo, tive vários machos - Gente, a encalhada aqui que vós escreve, passou 30 dias trancada em um hotel fazendo sexo TODOS OS DIAS -, aprendi tantas coisas, desenvolvi tantas coisas em mim, me ferrei??? CLARO!! Mas fui mais feliz do que triste e a coisa mais importante mesmo, foi libertar minha essência e assumir de vez quem eu era.
Na terça-feira, passei o dia inteiro nostálgica, me lembrando de cada dia, cada aventura, cada detalhe... E eu só conseguia pensar em uma coisa: VOLTA COPA, VOLTA 2014. 


2° Nota: Work 
Rihanna lançou ANTI e 'Work' está aí, aloprando nossos ouvidos e cabeças, com qualquer coisa que Riri diz, menos "Work" - Vocês ouvem a palavra "Work" sendo pronunciada por ela na música? Eu não! -, e todo mundo conhece e já ouviu, até aí tudo lindo AND maravilhoso, mas... CÊS JÁ VIRAM O CLIPE???? 
Tava linda, sentadinha em casa, essa semana, curtindo a ociosidade dos meus dias, quando começa o clipe de Work e pensei "Gente, nunca vi esse clipe na íntegra!!" E CARALHAAAAAAAAAA! É só eu ou vocês também tem vontade de está naquela festa?? Eu me vi dançando loucamente também no espelho! A galera muito looookaaaaa - Adoro gente louca, gente! -. Adorei os looks - Quero muito aquele top verde, amarelo e vermelho -. A galera metendo dança. MUITA BUNDA, MUITA BUNDA, MANOOOO! Rihanna gostosíssima, Drake gostosíssimo. Tem um Oxum na festa, gente, tem como não ser boa???!
Na segunda parte do clipe - Gente, porque tem essa segunda parte? Não entendi, alguém explica? -, temos Riri dando pala de petinho - QUE MULHEEER!! -, rebolando loucamente pra Drake - Tive a impressão de vê-lo excitado =X =) -, o que me fez pensar "Será que eles já se pegaram?" Deixo aí a reflexão... - HAHAHAHAHAHAHAHAHA TÔ DE SACANAGEM, NÉ???! - 


Ps: Tô falando da Diva Riri, mas bom mesmo é música que alimenta a alma, né migs? Pink Floyd, Radiohead, Pearl Jam e afins #ficadica 

3° Nota: Piercings 
Há uns 3 meses, coloquei uns piercings nos mamilos, coisa que, esteticamente falando, é lindo! 
Eu não sei vocês, mas sou uma pessoa gorda, cheia de estrias e celulites - Inclusive estrias no peito -, de barriga quebrada, que AMO MUITO meu corpo do jeito que é, e nele faço tudo que curto e que EU gosto. Todas as tatuagens, todos os piercings, foram pra mim e SÓ PRA MIM, e resolvi colocar os piercings, o que tem feito eu me sentir super sexy - E essa visão é só minha mesmo, porque ainda não dei a ninguém estando de piercings -
Isso é muito bacana, muito divertido, mas PORQUE AS PESSOAS SÓ VENDE O LADO BOM DAS COISAS???? 
Gente, ter um piercing no mamilo é passar o resto da sua vida tendo EXTREMO CUIDADO com sua teta! Imagine 2, o cuidado é redobrado! Na hora do banho, na hora de usar uma roupa, na hora de fazer se.. Ops, não sei como é na hora do sexo, dscp, mas deve rolar um cuidado também, né?! 
Outro ponto bacaníssimo, é o fato de usar bastante top, que EU ODEIO MUITO, e tem que dormir, GENTE, DORMIR COM COISAS ME APERTANDO, SÓ PENSO EM MORRER! E é top mesmo, porque usar sutiã, logo no começo é suicídio, principalmente de renda. 
Mas o ponto alto mesmo, e o que deve fazer a galera desisti de vez dos piercings é o frio. Meus leitores - Meninãh, tem total de 2 leitores e aquele anonimo ali atrás, e tá se achando a blogueira cheia de leitores -, você sobrevive aos cuidados, a porcaria do top, MAS QUANDO O INVERNO CHEGAAAA! Parece que você está em Westeros, agora que chegou o inverno. 
Quando começa o frio, ou está em ambientes frios, por ser uma área sensível, quando o piercing fica gelado, as tetas sentem muito, tanto, que ficam durinhas, TANTO, QUE FICAM DURAS DE DOER! Esse é o ponto alto das chatices de ter piercings nas tetas. 
Fora tudo citado acima, é lindo mesmo, super bacana mesmo te-los. 


Ps: A Cristal, friend mor do 'Dois cigarros e um café', quando soube dos meus piercings, se inspirou também e furou, agora fico pensando que levei a friend pra uma roubada, mas né, como ela mesmo disse "Só se vive uma vez" #osmelhoresamigossãoosmeus 

4° Nota: Pra finalizar...

... Gostaria de deixar duas coisas registrada aqui: 

As melhores pessoas do mundo estão no Twitter. E não, não corra desesperadamente para fazer uma conta, provavelmente você vai achar chato, e não vai entender nada e nem ver graça, os tuiteiros assumem um chamado, somos escolhidos, cara! Lá né facebook não, mano, né lugar de gente polemizar não, nem viver mentiras, muito menos de flores ou ursinhos... Lá é lugar de quem curte reclamar da vida, gifs pornôs e onde nascer os melhores memes da historia. Se você se encaixa nesse perfil, corre lá, NOW, faz uma conta e seja muito bem vindo. 

2° FORAAAAA TEEEEM... Ops! Me empolguei. ACABOU JUNNHOOOOOOOO POOORRRRRÃAAAAAH!  Pode vim com tudo Julho, seu lindo!!


Até a próxima! E lembrem-se, o poder é de vocês! =)

Ps: Observem que não evitei o textão, porque eu me empolgo e escrevo pra caralho.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Vale a Nota: 5 lições que aprendi com o amor

Tem uma historia minha, que quero contar aqui, porque aprendi tanta coisa com ela, que porquê não compartilhar, né mesmo?! 
Ano passado, eu tinha 11 meses sem transar, vivia uma fase que estava desesperada pra encontrar alguém, não aguentava mais está só, todos os meus amigos tinha alguém, e eu era a solteirona, que sempre tinham que conseguir um amigo para virar meu parzinho nos eventos. Tá, ainda rola isso. Mas a diferença é que não sou mais aquela mulher que está desesperada por um relacionamento. 
Eu aprendi a lição, desopilei. 

Depois da separação com Zé, eu entrei em várias furadas, vários laços, e isso acabava comigo, porque eu vivia do "E se": "e se" a gente transar, "e se" a gente namorar, "e se" der certo, "e se", "e se"... Isso me estressava em um naipe! PORRÃH!! O rola ou não rola! Não se vive de "E se".
E foi assim que aprendi a primeira lição: 
Nada acontece do jeito que você quer. 
E isso dá muita raiva! -

Lembro que na fase dos 11 meses sem nada, eu fiz vários pactos comigo mesma. Desenhei o cara ideal, e dava um "chega pra lá" em qualquer um que não se encaixasse no perfil. Conversei com o Cara da Roda Gigante sobre "aquele" cara. Sempre fui chata pra caralho, e passei o maior tempo excluindo pessoas legais da minha vida - Ou não, jamais saberemos -, acreditando no fantástico mundo que eu crie.
Só que "aquele" cara chegou, do jeito que tinha idealizado, o meu número, com todos os acerto e defeitos, era ele! Ele - Só? - tinha um detalhe, tinha outro alguém, a coleguinha, tão diferente e parecida comigo, com todos os clichês de um triangulo amoroso.

 E foi assim que aprendi a segunda lição: 
Quando for pedi alguma coisa ao Cara da Roda Gigante, se apegue aos detalhes!! 
- Eu nunca pedi que ele fosse solteiro =(

E EU VIVI DENTRO DE UM AMOR TODAS AS FORMAS DE AMOR! Sim, eu vivi esse amor! Por 8 e longos meses, deliciosos meses! Conheci o roqueirodebarbacomblusadebandadeexatas da minha vida! E aí, acabei com tudo, baguncei a vida de todo mundo, e estou aqui juntando os meus cacos.

 E foi assim que aprendi a terceira lição: 
Não entre em roubadas de amor! 
O amor é leve, é inteiro!
- Calma! Siga sua consciência, se ela não te condena, siga em frente e pague os preços por suas escolhas, foi o que eu fiz - 

E hoje eu vivo toda a dor das minhas escolhas. É importante falar sobre isso. Eu passei quase um ano esperando por alguém que nem existia - Não existe mesmo? Maybe! -, existiram várias possibilidades, pessoas, mundos... Eu escolhi o meu mundo, escolhi "aquele" cara. Assumi as consequências dessa escolhas. Depois baguncei tudo! 
Mesmo que queira me arrepender do dia fatídico, não consigo. Entendo que ele tinha que acontecer, entendo que era o mínimo esperado por mim, então, escolhi mais uma vez, escolhi mandar aquelas mensagens, escolhi deixar ele pra trás.

E foi assim que aprendi a quarta lição: 
NÃO FAÇA NADA NA IMPULSIVIDADE, CARALHA!! 
- Eu poderia ter deixado ele para trás, sem precisar ter feito metade das coisas que fiz, mas né, a louca dentro de mim,
 ainda está aqui batendo o pé dizendo que tinha quer ser tudo como foi, e por isso não rola o tal do arrependimento - 

Depois do surto, a ficha caiu, e eu fui viver a dor, o ódio, a raiva, as consequências das minhas escolhas e o peso delas.
E então, o tempo passou, e eu continuo vivendo a adrenalina da vida, e sabe, não sou mais a loucadesesperadamorrendo por um relacionamento. Eu fiquei só, eu tive alguém, eu fiz escolhas. Eu ganhei e perdi.
Hoje, 3 meses depois, vivendo Oblivion e pagando os preços das minhas escolhas, eu estou bem.

E foi assim que aprendi a quinta lição: 
Redescobrir como é bom se bastar, se curti, está bem com a melhor companhia do mundo, que é eu mesma. 
Que eu não preciso de ninguém, muito menos pela metade, na minha vida, 
e que se for pra ser feliz desse jeito, melhor sozinho, né?! 
- Eu, serena e de boas - 

Não quer dizer que deixei de amar ninguém, mas cheguei na fase do luto, que entendo tudo que aconteceu, consigo ver tudo de fora. Cansei de confabular de como seria tudo, se seria diferente, se estaria com outra pessoa, cansei de pensar no "E se". Eu aceito tudo que aconteceu, estou de boas, esperando o ciclo fechar, Oblivion acabar, deixar a última onda vim e levar tudo que tiver que levar, e só ficar, ou melhor, sobreviver, o que realmente deve ficar.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Bye, Bye, Maio!

Pra entender esse texto, cê vai ter que ler esse primeiro, tá ok?! 

Junho não é um mês que a gente diz "Ohhh, que mês maravilhoso de se viver", mas né, estamos aqui, começando esse mês e vivendo com isso. 
A temporada ainda é Oblivion, ainda não rolou nada de legal, ou de péssimo em Junho, mas o final de Maio rolou umas coisinhas e é sobre elas que vou falar. 


No último final de semana de Maio, estava muito mal, uma dessas gripes loucas que me pegou e eu quase morri, maaaaas não rolou de morrer, e mesmo doente fui parar na formatura de Débora, que seria também minha formatura, se eu pagasse solenidade, mas né, pobre! 
Então que fui curti a festa de formatura dela, jurando que só daria um pulo e que não iria beber, mas o que eu falo se escreve? NOP! Sair no lixo da festa e, claro, bêbada. 
O ponto alto da festa, foi chega e dá de cara com Superman, que fez questão de ser o primeiro da festa a falar comigo, e nesse momento, me toquei que ele foi um dos meus laços e não falei sobre ele no ultimo post! 

PAUSA PRA HISTORIA DO LAÇO 



8° Laço - Superman: O laço lilás que encheu meus olhos de primeira! - Amo Lilás! - A historia de Superman já foi contada aqui. Ficamos, nos envolvemos, e depois de se declaram, se afastou, porque não estava pronto para um relacionamento, e eu, a louca do cu por um relacionamento, até achei melhor ele se afastar. Eu o conheci depois de Criolo e antes de Damon, então, tecnicamente ele é o 6° laço, melhor, , né gente, aí já foi um nó logo de cara! 




FIM DA HISTORIA DO LAÇO 

Para essa festa, que só iam os casais de amigos - E eu, na merda, solteirona - o pessoal, convidou outro amigo em comum, para não ficar sozinha.. Mas nem rolou de ficar sozinha! Superman me fez ri, me fez de modelo das suas fotos, falou do quanto sentiu minha falta, fez perguntas indiretas pra saber se eu estava com alguém, dançou coladinho comigo - Com direito a cantar no meu ouvido a música 'Cantada' do Luan Santana -, e por fim, dançamos 'Work' a lá Rihanna e Drake!
Poderia ter parado por aí, mas Superman ainda se apresentou ao meu amigo, que foi pra eu não ficar só, todo pomposo, como um macho alfa querendo marcar território - Porque eu sempre atraio homens assim? -
Minha noite poderia ser maravilhosa, mas não foi, mesmo com tudo isso acontecendo, muitos momentos lembrei do Comendador, e não me deixei levar pelas 'cantadas' do Superman, e continuei vivendo meu luto - Sim, sou uma panaca, mas cada um vive seu luto como quer, não julgo você ali do fundo, que está na merda, mas posta foto dizendo que tá de boa no Facebook -
O ponto alto da noite, foi mesmo chorar dentro de um táxi, as 2 dá manhã, ao som de 'My All', e para terminar a noite, escrevi mais uma carta para o Comendador - Essa carta seria a última, mas né, se escreve o que eu falo?! -, e chorei até dormir. 
Enfim, não canso de dizer isso aqui, essa é minha vida, esse é meu clube.
Bye, Bey, Maio!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Sobre essa coisa de ser feliz sozinho

E ai gente? Tudo belezinha com vocês? Aaaah, legal, que bom! E você que está aí no fundo e que só entra pra stalkear, tá tudo bem com você também? Graças! Fique bem, viu?! =** 


Esse fim de semana foi de muita dor, na sexta e no sábado tomei uns 7 remédios para cólica, que de nada adiantou, sofri horrores de dor igual. No domingo acordei mal igual, me entupi de remédio, dormir, acordei e.. ACORDEI NOVA EM FOLHA! #obrigadadeus 
Meu fim de semana poderia ser só de remédios e cama, mas ontem rolou aqui o evento Viva Rock Brasil, da Nivea, com shows gratuitos de Paula Toller, Nando Reis, Paralamas e a única que nunca tinha ido para um show: Marjorie Estiano. Os shows foram ótimos, a Marjorie é uma linda, e a única crítica, é sobre a playlist, que achei que tinha muito pop rock, e poderia ter explorado muitas outras músicas boas do rock (Rock mesmo) brasileiro. 
Foi tudo lindo, tudo maravilho, e o detalhe maior, é que fui sozinha, e CURTI MUITO! Tomei meu banho, me arrumei lindamente e fui só. Rolou até de gente me ligar, de se organizar pra ver uns amigos, mas estava tão cheio, que eu só queria mesmo era encontrar um lugar legal pra ver o show, e talvez, se procurasse alguém, provavelmente, perderia o show inteiro. No fim do evento, encontrei uns amigos, dei beijos e abraços e #partiucasa 
O legal é que nunca mais tinha feito isso, de ir nos lugares sozinha. E não é porque não gosto, eu gosto, sou muito de me jogar mesmo e não dependo de ninguém para nada, quando quero, faço e ponto, mas nunca mais tinha feito, e ontem, eu achei tão legal o fato de está só, de curti uma coisa legal, de socializar com pessoas que nunca vi na vida, de tomar uma cerveja, de ouvir música boa, com a melhor companhia do mundo: EU MESMA!! - Eu e a Musa somos muito lindas mesmo, melhores pessoas ever - 
Eu não sei, de verdade, tudo que está acontecendo comigo, não sei o que vem por aí, sei que o status quo está dando certo e me fazendo muito bem.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Whatever

Me peguei pensando esse dias, que não pedi desculpa a ele. Falei que sentia, que gostava, que queria ele na minha vida, mas não pedi desculpa. Na verdade, o pedido não mudaria nada, o que está feito está feito, whatever.
Depois de 2 meses, vejo que estamos bem. Não tenho mais notícias do Comendador, mas a coleguinha, sei que está namorando, e isso me conforta muito, porque sempre ficava aquela sensação de "Séra que eu destrui a vida dela?", quando, na verdade, fiz um favor, quando, na verdade, fiz um favor pra todo mundo. Estavam todos infelizes. Bom, agora, parece que dói menos, ou que ninguém se importa mais, whatever.
Não digo que estou curada, que acabou, que não sinto mais nada. Não é isso. Não consigo mentir para mim mesma. Tem dias bem ruins e outros que nem penso nele, esse são os melhores dias, sem dorzinhas no coração e lagriminhas, acordo e durmo, no status quo, sem nem entender direito o que acontece comigo, whatever.
Nos que penso, é quando acordo com alguma música do George Harrison na cabeça, ou quando 'What A Fool Believes' invade minha playlist. Nas quartas e sextas - Dias que, geralmente, ficávamos juntos - ainda sinto um 'vazio' ao pôr o sol. Vejo coisas novas de música e fotografia e lembro como dividíamos essas coisas. Parei de lamentar. Antes, queria que tudo fosse diferente, que ele tivesse feito uma escolha, que, sei lá, fôssemos amigos.. Um dia desses, chorei lembrando de Russell dizendo que "do mesmo jeito que a gente não se via antes, não nos veríamos mais", e aconteceu. Eu não faço ideia de como anda o Comendador. Pensei em ir em uma exposição dele, mas das vezes que marquei, aconteceu tanta coisa, que entendi que não era para eu ir. Apaguei os números dele, pra me manter equilibrada, e não surtar e acabar falando, ou mandar "acidentalmente" alguma coisa pra ele. Hoje, não sei nem qual foi o 'último visto' do What dele. Nos tornamos estranhos novamente. Antes, morria de medo de encontrá-lo por aí. Hoje, depois de ver a clareza da indiferença brutal da vida, whatever.


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