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terça-feira, 19 de maio de 2020

Fechando portas como ninguém

Na última semana eu não escrevi e só consigo dizer que Larissa Diaries continuo acontecendo. Na última semana me decepcionei com pessoas e briguei com o homem que eu gosto, nada diferente de todo drama que acontece já nessa série, mas o que mudou mesmo é como eu lido com as situações: Antes era muita birra e choro e qualquer coisa me desestabilizava, hoje tenho fechado portas como ninguém. 
De antemão, eu digo que não, não é frieza, e não, eu não deixei de ser trouxa EU AINDA SOU mas depois de perde navios que jamais imaginaria perder, NÃO ESTOU DEIXANDO QUALQUER COISA ENTRAR NO MEU CORAÇÃO E AINDA POR CIMA FAZER MORADA EM LUGARES QUE NEM DEVERIAM OCUPAR - Escrevi essa frase exalando 3kg de ódio - não, eu não fiquei apática também, eu sinto, sinto muito e sinto tudo, mas não me demoro nessas dores, elas cabem em episódios de 45 minutos e no próximo já não remou nada, as pessoas são o que são, a vida é o quê é, do que vale todo choro e drama? NADA! Melhor, serve para te feri, para te deixar mais um pouco no chão, porque o outro tá lá de boa, seguindo a vida, quem adoece somos nós que estamos alimentando as coisas ruins. 
"Nossa, Lara, você tem tanta inteligencia emocional!" Vocês devem está pensando, QUE NADAAA! Talvez um pouco de resiliência e plasticidade por ter passado por tantos chefões na vida. Já perdi tanto, já estive em desertos e purgatório, que fui aprendendo os comandos certos para dar uns bons fatalitys. No fim, fui parando de temer a morte, o jogo é isso, a vida é a intensidade e o protagonismos que damos a ela, nossa maior aventura, que não vale ser desperdiçada com situações ou pessoas que nem faz parte ou jamais saberão quem você é.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Jornada do Propósito

Eu sempre fui muito espiritual, eu só não dava a devida atenção pra isso 

Tudo começou, obviamente, quando uma mulher disse para minha mãe que ela não podia me tirar - Vide #TBT Remake: O início de Larissa Diaries -, claro que esse foi o primeiro momento, porque eu precisava nascer, sabe??? Tinha alguma coisa! Logo depois, entre os meus 10/11 anos, eu abria mesa branca no espiritismo e todos falavam o quanto eu era diferente, que eu tinha algo na alma muito forte, que eu precisava olhar para isso - Eu tinha 11 anos e nem sabia o que eu tinha que olhar -. Com 13, eu recebi a informação dos céus que iria morrer. Estava em um sessão de jovens de oração em uma igreja, uma menina encorporada disse que iam tentar me matar, que o Sabotador tinha problemas comigo viva, EU TINHA APENAS 13 ANOS, eu surtei legal, não entendia nada sobre a morte e chorei por 3 meses, sem querer sair de casa porque "eles" queriam me matar. Com 14, eu conheci a Wicca e nunca me sentir tão forte. Eu aprendi literalmente sobre vida espiritual, energia, sol, lua e pentagramas. Meu quarto era cheio de velas e fazia feitiços, passei muito tempo administrando elementos do ar, terra, fogo e água para me torna a mais fodonas das bruxas, até o dia que uma menina me parou, em um desses encontros de bruxas, e disse que via minha morte, que ela sabia que eu sempre ouvia falar sobre isso, mas que era além do que eu imaginava, eu não ia morrer fisicamente, eu precisava morrer espiritualmente, que eu era muito forte no reino espiritual e que o Sabotador não se agradava disso, logo, se eu não me cuidasse, eu morreria. Eu não soube digeri essa informação, eu nem sabia que existia morte espiritual, reino espiritual e afins até chegar a temporada da minha vida chamada "Hell"
No auge dos meus 25, dentro de um ônibus, depois de está longe do Cara da Roda Gigante por 10 anos, nos conectamos novamente e passei 7 meses consertando uma Roda Gigante. Foi uma das maiores experiencias espirituais da minha vida. Eu aprendi tudo sobre o reino espiritual, os lados, quem era quem, os mundos dentro do reino, aprendi sobre jejuns e consagrações, e como a fé e a oração - Como em uma batalha - pode salvar ilhas - Ilhas são pessoas no reino espiritual -. Mas o ápice desses 7 meses foi quando eu descobri o meu papel no mundo, minha missão, o que eu vi fazer no plano terrestre e espiritual: Ser Porto. Lembro que foi uma enxurrada de revelações sobre isso no reino terrestre, mas no espiritual, só foi O Cara da Roda Gigante olhando no fundo dos meus olhos e tendo o seguinte diálogo: 







C: Você é uma pessoa de pessoas. - Ele falou me fazendo olhar para a roda gigante. 
L: Mas eu odeio pessoas, eu nem me vejo falando com elas direito... - Dei de ombros. 
C: É comum as pessoas odiarem seus dons, elas não sabem como fazer e acham que não podem fazer. - O Cara da Roda Gigante mexeu as mãos no ar e a roda gigante se acendeu completamente. - Você ainda não sabe como fazer, mas sua missão é com pessoas. 






Esse diálogo abriu minha mente anos luz e nos anos que se passaram eu só me aprofundei mais nisso. Mesmo não sabendo o que fazer, sabia meu propósito e me joguei, fui viver com pessoas, aprendi a ser analítica e cada ilha virou um grande laboratório pra mim. Me envolvi com todo tipo de gente. No plano terrestre: Santos, ladrões, drogados, ricos, pobres, preto, branco, putas, gays... No espiritual: Anjos, demônios, fadas, bruxas, cavaleiros da morte, anjos caídos - Eu parei no Purgatório, ali eu conheci todos os seres espirituais e mágicos que se pode existir no mundo espiritual, fora o Agiota, que é um ser pior que a morte e eu já estive com ele 2 vezes -... Depois disso passei 2 anos tentando entender os reinos e o porque eu era uma pessoa de pessoas já que a maioria delas iam embora. Só fui entender isso quando conheci a Deusa do vento e o Acompanhante. Eles são meus guias espirituais, seres que estarão comigo todo o tempo o tempo todo. Eles me levaram em um porto e pediram para eu olhar todo aquele lugar por uma tarde. 

A: Tá vendo como acontece todo o processo do porto? - O Acompanhante apontou para os navios no cais. 
L: Eu passei a tarde inteira sentada aqui e só vi entrada e saída de navios, mas nada. - Falei revirando os olhos. 
D: Mas essa é a delícia do porto, ver a chegada e saída dos navios. - A Deusa do Vento falou sorrindo. 
A: Quando esse navios chegam, o que acontece? - O Acompanhante perguntou olhando para mim. 
L: As pessoas saem do navio, é tirado todas as coisas que veio nele, depois ele é lavado e coisas novas chegam, pessoas novas e vão embora... É.S.Ó.I.S.S.O. - Falei de maneira incisiva. 
D: Esse é o papel de Porto, Lara, receber os navios, tratar eles e depois coloca-los no mar de novo - A Deusa do Vento parou na minha frente e pegou minhas mãos - Eles sempre vão embora, depois de tratados, eles podem até voltar, mas com outra roupagem, diferentes, quebrados, para serem tratados novamente e serem colocados no mar, mas uma vez... 
L: Tá, gente, e aí, qual a grande lição disso tudo? - Perguntei sem entender onde eles queriam chegar. 
A: É o que você faz com as ilhas, elas são como navios, elas chegam, são tratadas e vão embora. - O Acompanhante falou apontando para o Porto. 
L: Perai, então elas sempre vão embora?? - Os dois se fitaram e eu sentir o silêncio constrangedor. 




Então é isso, eu sabia o meu propósito e o que teria que fazer. Fui jurada de morte pelo Sabotador - E ele continua trabalhando arduamente para conseguir #PAS - por ser uma pessoa que trataria pessoas e ele perde com isso. 
Entender meu propósito, saber meu lugar no mundo é acreditar que toda a minha vida faz sentido. Vivê-lo é um processo longo e árduo, inclusive, tenho 32 e ainda não sei como fazer, sei o que é, o que tenho que fazer, mas como fazer ainda não sei, estou aqui, aberta a aprender, saber qual é a melhor ferramenta para cuidar de pessoas, curtindo a jornada do propósito, que ainda tem muita coisa por vim.

domingo, 10 de maio de 2020

#FATO






As mulheres da minha vida. 
Mulheres que me ensinaram a ser quem sou hoje, que me carregaram no colo e me ensinaram sobre feminismo sem nunca ter apontado uma mulher na historia que representasse isso, elas já representavam muito bem. 

Amo!

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Nota mental para nunca esquecer: a gente só tem a gente


É bom está sozinha, se curtir, se amar, gosta da própria companhia. Eu passei muito tempo dependente de alguém, em alguns momentos, acreditei que sozinha eu jamais conseguiria. 
Coloquei minha vida na mão de um monte de gente, se elas não estivessem comigo, eu era triste e infeliz. E não estou falando só de homem não, era dependente de macho sim, mas de amigas, NOSSA COMO EU ERA DEPENDENTE! Eu precisei passar por 2 grandes rupturas para entender que precisava ficar sozinha e que me bastava - Ler-se amigas que eu achei que moraríamos juntas e teríamos gatos, uma até achei que era mãe A LOCA -. Com homens, era aquele lance todo do trauma de abandono, meu pai e Zé destruirão minha vida amorosa em um grau, que passei anos achando que todos iam me abandonar e eu morreria sozinha largada em um lugar qualquer. Escrevi textos e mais textos sobre o dia dos namorados, porque né, eu era uma encalhada que não daria certo com ninguém e blablabla - A pessoa que no último ano teve 2 namorados incríveis -. AAAAAAAA E TEM A MACONHA! Que, segundo a Tia Terapeuta, eu coloquei ela nesse lugar também na minha vida, me afastei de todos e ela era minha única e melhor companhia, era um lance tão sério, que os momentos que eu não fumava, eu chorava como se estivesse com saudade de uma amiga - Vou escrever um texto somente falando sobre ela, tudo que ela fez por mim e os desserviços também -
No fim, a vida me levou a lugares pesados por causa dessa dependência; parei em um poço, no fundo de um buraco que já foi minha casa e fiquei coberta de lama e até em uma vala - Não canso de dizer quantas e quantas vezes eu  já morri -, parei no deserto para aprender lições e até paguei preços que não eram meus, só para descobrir no fundo o que eu já sabia: A GENTE SÓ TEM A GENTE. 
E, olha, no auge dos meus 32 anos, eu aprendi, de uma maneira bem difícil e dolorosa, mas aprendi. Gosto de está sozinha em casa, gosto de ver meu apartamento brilhando sem me preocupar que alguém vai sujar - Até Penélope sabe como manter tudo -, adoro cozinhar quando tô com vontade, sem a obrigação de cozinhar para alguém - Somente minha filha de 11 anos, que também sabe se virar, que eu dou esse luxo -, adoro minha casa e a energia que ela transmite É A MINHA ENERGIA EU QUE TRABALHO ELA TODOS OS DIAS E MAIS NINGUÉM, adoro ir para praia sozinha, adoro ver o mar e me conectar com o universo, com pessoas você não consegue isso, adoro sair para comer sozinha, tomar sorvete e até uma cervejinha, ler, caminhar e até treinar - Tá ai uma coisa que eu adoro fazer com alguém, mas até meus amigos de treino me abandonaram e eu tive que fazer meu corre sozinha -
Tive a fase dos 8 machos ao mesmo tempo E ADOREI DEMAIS, aprendi a me amar solteira, a rainha dos contatinhos, a dizer não pra homem como nunca tinha feito, transava loucamente e me perguntava o porquê mesmo da monogamia se eu poderia sentar em vários #melhorfasedasolteirice. E sabe uma onda legal também nesse processo todo? O do autoconhecimento, QUE É DOÍDO PRA CARAMBA PORÉM NECESSÁRIO, e ele é um caminho seu, sozinho mesmo, sem ninguém dos lados ou atrás, é você com você, com as vozes, com as sombras e as luzes, com tudo isso aí que você é, os pesos, as delicias. Cheguei no auge da depressão e tive que sair sozinha, era só eu com eu, não importa quem me falasse para sair dessa, esse lance todo era comigo, e aí que tudo começou a fazer sentido, as fichas caíram e eu amei me reconhecer, me senti realmente completa e que eu era minha melhor companhia, eu nem de longe sou mais aquela pessoas que PRECISA de alguém como antes, eu não faço mais questão de ninguém na minha vida - Não faço mesmo, quer ficar massa, não quer, PRÓXIMO - e até já trabalhei que Penélope vai crescer e vai ter a vida dela - E eu quero que tenha mesmo, ela que lute rs -, esse é um lugar muito poderoso e de muita sabedoria, saber quem você é, que você é o único a fazer qualquer coisa por você e se amar integralmente, é o tal do amor próprio que tanto ouvimos falar, eu mergulhei no fundo para busca-lo e não abrirei mão dele jamais.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Sem o Cara da Roda Gigante não dar!


Sabe qual foi o maior aprendizado nesses anos? Que sem Deus não dar. A vida não rola mesmo sem Deus e não importa o que eu faça, sem Deus não dar. Anos atrás eu não falava sobre isso aqui, porque nem espiritual eu era, achava que Deus era religião e, que através de uma maneira bem deturpada - Ler-se Dogmas -, eu achava que servi a Deus era me cobrar e me penitenciar por não ser a pessoa que ele gostaria que fosse - Foram muitos anos de terapia e eu ainda deslizo em algumas dessas cobranças e surto por isso. - 
Hoje eu sei, que Deus é o SER MAIOR que EU acredito, que está muito além das paredes de uma igreja, terreiros e afins, ESTÁ DENTRO DE MIM, que eu me conecto com ele deitada na cama, olhando o mar ou sentada em um ônibus. Que não precisa de rótulos é somente O MEU DEUS, não importa no que você acredite - Se você acredita que uma tartaruga empalhada é seu Deus, É E PONTO. -. 
Que a vontade dele é boa, perfeita e agradável - Deus não quer ninguém sofrendo, tá? Se você vive uma relação abusiva ou infeliz, Deus não quer te ver passando por isso não, então para de dizer que Deus que quer isso pra sua vida. Ler-se EU JÁ FIZ E VIVI ISSO - e eu só vivo ser for assim. 
Que quando ele fala sobre cuidar das coisas Dele que todas as outras coisas serão acrescentadas, ele tá falando muito mais de olhar e cuidar do próximo - Ajudar alguém sem olhar a quem - e isso pode ser de muitas formas do que só dizimar. 
Que ele faz sim muitos milagres e eu sou a maior prova disso, porque um milagre pra mim é quando alguém me salva com um sorriso, como também pode ser algo que alguém me diz sobre uma coisa muito íntima que eu vejo o meu Deus no olhar dela. Milagre é o meu e/ou o seu impossível. E o seu olhar sobre milagres, que pode ser o amanhecer ou aquela grana que você acha perdida no bolso da calça. 
Que quando eu oro e ajo as coisas rolam na minha vida, e por isso que digo que sem Deus não dar, você se espiritualiza e age, parece que Deus, o cosmo, o universo, recebe a energia da oração, você age e tudo flui, reafirmo, sem Deus não rolaaaaa
Que fé é o firme fundamento das coisas que não se ver e por isso creio muito no meu Deus, ELE FAZ ACONTECER, estou todos os dias sendo salva por Ele, que é leve, sem cobranças ou dogmas, um Deus que tenho relacionamento, um grande amigo que não me julga ou condena. Meu Deus é conforto, amor e paz, O GRANDE CARA, o cara que manda na roda gigante que é a vida, e que é cheia de adversidades, uma hora a roda gigante vai está lá em cima e outra lá embaixo, mas com Ele aprendo que, nos dias bons e ruins, eu extraio sempre coisas boas, aprendo a ser grata pelas pequenas coisas e a sorrir até das merdas que O Sabotador faz acontecer. 
Eu descobri um Deus muito maior e melhor pra mim e sou feliz por acordar todos os dias e sentir essa presença na minha vida. Isso é muito particular, sabe?! É algo muito meu, uma coisa minha e com meu Deus. E todo mundo pode viver isso sem amarras, quando você aprende quem é seu Deus e olhar o mundo através da ótica Dele, vai entender que aquele Deus que seus pais e as pessoas te contaram não existe, é o olhar do outro, a verdade do outro, não é o seu, o seu vai está ai dentro, e te mostrando e reafirmando sua fé, descobrir isso é a libertação das crenças limitantes e esse é meu maior desejo para o mundo: Que cada um encontre esse Deus e que ele te ensine a alimentar a luz e a ser melhor todos os dias, é disso que o mundo precisa.

sábado, 4 de agosto de 2018

Vale a Nota: NAAAAAAAAAÃAAAAAAO

Gente, já quero deixar registrado no inicio desse post, que eu estava me rasgando para fazer um Vale a Nota aqui. Eu gosto da Tag, gosto do que eu escrevo nela, aqui é muito Larissa fazendo Larices, sabe?! Geralmente, consigo fazer um compilado de um monte de coisa que anda acontecendo ou é tudo silogismo mesmo, mas né, esse mundo aqui é meu, então, whatever #PAS 

1° Nota: Como eu cheguei até aqui... 


Váriaaaaasss pessoas vieram me questionar "Ué, Lara, cê não voltou a escrever? Não vai postar todo dia, não?" e a resposta é NAAAAAAAAAÃOOOOOOOOO. Obvio que não, claro que não, é logico que não
Gente, eu acordo 4 da manhã - Sou muito milagreira do amanhã, cara -, as 6 eu já estou na academia - Vou falar sobre isso logo aí embaixo -, as 8 já estou cuidando de 30 pessoas #GestãodePessoasÉVida, as 17 eu preciso pegar um bebê de 9 anos na escola, depois das 18 eu ainda preciso: Cozinha, cuidar da casa, dar atenção ao bebê, estudar inglês, ver seriados - Vai ter um post só sobre isso, porque eu nunca parei de ser viciada! -, ter um momento de reflexão e gratidão sobre o meu dia e tentar descansar, no mínimo, 6 horas essa matéria linda que vos escreve... Aí, queria convidar vocês a vim com a Tia aqui, sentar 5 minutos, refletir sobre meu dia e me responder COMO EU VOU ESCREVER TODO DIA??? Só se for em espírito e em verdade, porque né, com minha atual vida, não dar, eu até gostaria muito, actually, eu adoraria viver disso para sempre e para todo sempre, mas ainda não vivo, então, vamu acompanhar a disponibilidade da vida, organizar na agenda - Ex: Esse final de semana me organizei para escrever 5 post para serem liberados durante a semana, vou conseguir? Jamais saberemos -, tentar priorizar, afinal, é algo que eu gosto pra caramba #EscreverÉVida, mas né, a mãe solteira aqui precisa trabalhar e colocar comida dentro de casa, e infelizmente o meu hobby não me dar isso. 
Juro juradinho que vai chegar um dia que aqui vai ter post todo dia, meu Intsgram vai ser bombado e vocês ainda vão me xingar no twitter, enquanto tudo isso não acontece, agradeço a compreensão e volte sempre =** 

2° Nota: Eu acho que vi um Instagram de nudes passando... 

Se me cobram no blog, imagina no Instagram!!! Vou tentar contextualizar meu Instagram aqui, porque tem gente, ainda, que me segue lá e não entende nada do que acontece. 
Vamu lá, depois de todo processo de separação e autoconhecimento, eu descobri que eu amo ser mulher, e que eu amo muito as mulheres!!! "Ué, Lara, eu sempre soube, tu é sapatão!!!" NAAAAAAAAAÃAAAAAAAO!!!! Eu não sou sapatão! #PrimeiroTabuQuebrado "Mas Lara, cê tem cabelo curto, posta um monte de mulher pelada, tem um jeitão assim, que ó, você é sapatão!" Gente, eu até gostaria, já peguei meninas, já parei em um motel com uma, e não rolou, homens são como meu calcanhar de Aquiles, é uma parada muito louca, de barba, de macho alfa, de pegada - Pera, fiquei molhada HAHAHAHAHAH - e não, eu não sou gay - Nada contra, tenho até amigos que são (Desculpa, tive que fazer essa piada #LaraSemLimites) -. Eu só admiro nós. Nossa força. Essa coisa louca de ser mulher, mãe, filha, dona de casa, mulher de negócios, esposa, e ainda, ter sua individualidade. Meu Instagram é sobre mulheres, sobre quem somos sem nenhuma maquiagem, sobre se sentir bem sendo mulher, afinal, sabemos que nascer mulher no mundo de hoje é já virar estatística, e isso não tem a ver com a militância do Feminismo - E eu nem curto a militância -, tem a ver com quem nós somos, sem os rótulos, sem essa coisa de ser super heroína, ser ser a vítima, é só com o que acontece com a gente aqui dentro, eu estimulo o seu empoderamento, sua autoestima, mas não para ninguém, não para o cara que está do seu lado, NAAAAAAAAAAÃOOOOO, é para você mesma, para nós mulheres nos amarmos e nós aceitarmos mais, É SÓ ISSO ,GENTEEEEE. Não sou gay, não sou maluca - Tá, tudo bem, talvez seja um pouco -, não quero postar nudes para homem nenhum - E dá uma olhada nos seguidores, meu público é muito feminino #Amém -
AAAAAAAAAAAAAAAh, e outra coisinha, tinha uma conta maravilhosa desde 2014, com milhões de fotos, seguidor pra caralho que interagiam bastante e foram lá e denunciaram a bagaça, perdi meu Instagram que tinha fotos que eu nunca mais vou ter na vida, então, se não gosta do conteúdo, se acha maluquice, se acha que eu não agrego... PARA DE SEGUIR, SEU DEMONIIIO, NÃO VENHA DESCER PARA O PLAY PARA DESTRUIR A BRINCADEIRA DOS OUTROS, SER VOCÊ NÃO DIVA, NÃO VENHA ME DISVAR! Só uma mensagem de #PAS e reflexão. 

3° Nota: ACADEMIIIIAAAAAA, NAAAAAAAÃOOOOOO! - Ou talvez sim! - 
Todo mundo sabe aqui que essa parada de fitness me incomoda muito. Primeiro que, BOCA FOI FEITA PARA COMER! Segundo, que academia é coisa de gente retardada que fica fazendo selfie e postando coisa com hastagTreino, ninguém agrega em nada, pessoas que tem adoração pelo corpo e... NAAAAAAAAAAÃOOOOOOOO! É TUDO MENTIRAAAAA! 
Eu não sei qual foi o trauma do meu passado - Mas ele existe aí - que garrei um ranço de academia, não conseguia me ver em uma, não consigo me ver querendo mudar meu corpo - Eu construir uma mente muito sólida sobre meu corpo, afinal, sempre fui gorda -, fazendo social com aquelas pessoas fúteis que só liga para esteriótipos e imagem... Até o dia que minha terapeuta passou uma receita médica para mim, nela tinha "Entre em uma academia urgenteeeee!" Achei ela bem afrontosa, sabendo que eu odiava aquele lugar, mas sou muito obediente e me matriculei - Na verdade, tudo isso tinha a ver com umas oscilações de humor que eu estava tendo e ela sugeriu a academia para tratar isso -... E ESTOU AMANDO! 
As pessoas são tão legais lá, elas são tão gentis, os professores MARAVILHOSOS, divertidos, as aulas cheia de amorzinho, com coisas citadas pelos professores como "abrace seu corpo e diga o quanto ama ele" ou "levante as mãos para os céus e agradeça por mais um dia" - GENTE FICO DESEQUILIBRADA COM ESSAS COISAS, É AMOR GRATUITO PUROOOO! - Outro dia, no banheiro feminino, todas estavam se arrumando, quando uma que estava tomando banho, começou a agradecer pela semana, e todas do lado de fora deram amém, e nos abraçamos, FOI MUITO LINDÃO GENTEEEE! Fico emocionada. Por tudo. Por está desconstruindo algo dentro de mim, por ter me permitido e ouvido minha terapeuta, por está tendo dias diferentes depois de minhas manhãs na academia, isso tem me deixado felizinha e trabalhado meu humor. "Mas Lara, você vai virar panicat?" Calma, jovens, eu nem consigo fazer 15 min no elíptico, imagina fazer 3 séries de agachamento. Eu só quero me diverti mesmo, e deixar meu corpinho como está. 


4° Nota: O jogo do Eu 

Não sei se vocês já ouviram falar do livro O Jogo do Eu? NAAAAAAAAAÃAAAAOOOO??? Parem tudo que estão fazendo e vão comprar agora! O livro é fantástico. Passei por um processo de autoconhecimento em forma de 53 cartas - E eu fiz todas com louvor -. Em cada carta, tem um exercício para fazer e você só pode pegar uma nova carta, quando completar o exercício da carta anterior - Pretendo colocar no Instagram uma carta por dia quando tiver um celular digno -
Nas cartas vem exercícios tipo assim: "Dance! Pare um momento do seu dia e dance do jeito que você quiser", "Observe a natureza, sente em um lugar e só sinta a natureza", "Brinque com uma criança, tente aprender com ela", "Faça um autoretrato e perceba como você se ver", "Doe! Der algo para alguém que foi seu e você não usa mais" ou até mesmo "Dê um beijo apaixonado em alguém!"... Cada carta dessa me agregou tanto e me fez passar por sensações já esquecidas - Como na carta "Lembre de alguém que já faleceu com carinho" chorei de soluçar lembrando de minha avó ou na carta "Ligue para alguém que você não fala por pelo menos 1 ano" que liguei para Pedestal, que já não via e falava há 2 anos, matamos a saudade e ficamos uma hora no telefone -, eu aprendi, senti, vivi, me diverti - Como na carta "Cante uma música do começo ao fim" que cantei 'Oração' no meio da operação ou com a carta "Comprimente as pessoas de forma diferente" que peguei nos peitos da minha Gestora saltando um sonoro BOM DIIIIAAA! -. A delícia é se permitir em se perceber, as pessoas não se conhecem, não se percebem, elas mesmo não sabem nada sobre si, não quero ser essa pessoa, quero saber até onde eu posso ir, e quero descobrir que sempre posso ir além. Beijo de luz, tô muito do bem ultimamente =**

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Diário de Terapia: Propósito x Promessa




“O que você falou, na semana passada, não saiu da minha cabeça. E eu preciso me justificar. Existe uma diferença muito grande entre propósito e promessa. Propósito você paga para depois receber. Já promessa você recebe depois paga. Eu tenho feito propósitos por algo maior, eu perco agora, para ganhar lá na frente. Não é barganha, eu realmente nunca vi assim e já sinto a diferença da minha vida após os propósitos...” 






No final da sessão anterior, Tia terapeuta jogou na minha cara que eu andava barganhando com Deus. Passei a semana inteira pensando nisso. Na verdade, eu surtei mesmo. Pesquisei coisas, fui buscar na palavra, e vejam só, PARECE QUE EU ANDO BARGANHANDO MESMO. De novo, é preciso deixar registrado que nunca foi minha intenção
A verdade mesmo é que eu não conseguia mais sozinha e em um ato de desespero, joguei para o universo. Vamu lá, gente! Todos os propósitos que eu fiz foram pela minha vida, pra ver se ela dava uma melhorada e... MELHOROU, TÁ?! Talvez eu tenha feito algo errado, mas eu não sabia que era errado ou que eu estava barganhando de alguma forma. Eu sei que me sinto uma pessoa melhor, espiritualmente falando, acredito que consigo ter um controle sobre mim maior do que antes e até emagreci nessa coisa de tirar o pão e o refrigerante - Só não aconselho tirar a masturbação e o celular, por que aí vocês podem mesmo surtar, como eu surtei. -.
O que eu quero dizer é: Pra mim deu certo. Mesmo parecendo errado, barganha e afins. 
Ainda falta uma semana para terminar e eu planeja mesmo passar o ano inteiro assim, mas não quero deixar o Cara da Roda Gigante zangado, vou terminar esse e seguir em frente, tentarei não fazer mais propósito nenhum, mas é bom deixar claro que eu ainda estou tentando. Dessa vez, diferente dos outros anos, minha vida VAI ou VAI.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Sobre essas coisas de ser romanticamente sozinha

"Tô tirando férias, dando um tempo disso..Chega de amar, chega de me doar, chega de me doer." 
Caio Fernando Abreu

Eu tenho um ano sem ninguém. Romanticamente falando, claro. Eu sei explicar o porquê disso? Maybe. 
Pra começar, eu passei um bocado de tempo amando o Comendador e lamentando por tudo que havia acontecido com nós. Eu vivi a dor, eu sou assim, eu acredito que, para você sair inteiro, tem que VIVER A DOR MESMO! Depois de todo esse processo de cura - Olha só, eu estou curada mesmo, posso sentir muitas coisas pelo comendador, mas ó, né amor mais não, mas assumo, ainda sinto, porque eu sei que ele não é uma pessoa que vive em paz depois de mim -, eu achando que estava pronta, linda e bela, quando sentada na sala da Tia Terapeuta eu passei 45 minutos falando da minha vida amorosa, mesmo dizendo pra ela que estava de boa, que havia superado tudo e que vivia muito bem sem ninguém... Ela jogou uma verdade na minha cara: Olha só, CÊ NÃO TÁ DE BOA NÃO! 
Eu minto pra mim, sabe?! Eu tenho essa mania de criar as capas e de pagar de fodona, mesmo estando na merda total, criar as capas até seria de boa, se eu não acreditasse nelas, então assim: Eu crio as capas, acredito nelas como verdades absolutas e vou vivendo, enquanto por dentro, tá tudo uma merda. Não é nada combinado não, eu não percebo mesmo, pago de fodona e quando alguém joga uma verdade, como a Tia Terapeuta fez, eu fico tipo "Ué, eu não estou de boa não?" Reflito e adivinha: EU PERCEBO QUE EU TAVA ACREDITANDO NA CAPA E QUE TÔ NA MERDA TOTAL. 
Eu descobri que minha vida amorosa me incomoda sim, que eu não estou de boa não, que eu quero alguém bacana and legal... Mas aí entra outro contexto: Eu estou pronta para alguém? E olha só, NÃO TÔ NÃO, VIU?! Eu ainda preciso viver tanto de mim, consertar tanta coisa em mim, cuidar de mim... Fora que, tenho 30 anos, gente, não quero ficar indo para baladinha pegar macho não, não estou mais na vibe de ter contatinhos para fodinhas e muito menos, viver relacionamento superficiais ou abusivos para dizer que tenho alguém do lado, eu já sou MUITA COISA, já pago preços enormes por isso, e não quero nem pagar preços de ninguém, nem mais problemas, quero ficar de boinha, na minha, deixando as coisas acontecerem no seu tempo, sem pressa, sem desespero, dispensando pessoas mesmo - Porque rola, né, gente?! Não sou tão encalhada assim não -, entendendo que eu preciso tá felizinha e bem comigo mesma sozinha, pra depois tá dividindo esse coração - QUE JÁ APANHOU PRA CARALHO - com alguém. 

Ps: Aaaah, gente, bateu o loco aqui, tô refletindo nessas paradas todas e são 06:32 dá manhã, precisava desabafar, afinal, essa bagaça aqui é pra isso, né nom??! Me deixem =**

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

The Purgatory - Season Final / Turning Off - Nova Temporada


Entrei na igreja e ela estava vazia, como sempre. Caminhei até o primeiro banco, mas a sensação que eu tinha era que estava me rastejando. Ajoelhei-me e desmoronei em um choro sentido, doído... A dor ainda estava aqui. 
O Cara da Roda Gigante também entrou e sentou ao meu lado; tocou em minha cabeça e era como se a dor se intensificasse. Agora, todo o corpo doía. 

L: Eu perdi de novo, né? Mais uma vez. – Falei olhando para O Cara da Roda Gigante. – Dói tanto! – Falei, chorando copiosamente. – É uma dor que não passa, que não acaba. Olha onde eu vim parar, só para, mais uma vez, provar que eu não consigo... 
C: O Purgatório não é um lugar para quem não consegue, é um lugar para quem precisa aprender lições.
L: Eu aprendi tudo que precisava aprender em Oblivion. Eu aprendi as lições, paguei os preços!
C: Não. Você nunca passou da última fase de Oblivion. Você nunca aceitou. Ainda está na fase da depressão. Ela vem se arrastando e, por isso, dói tanto.
L: Não! Eu saí de Oblivion passando por todas as fases. Eu aceitei! – Gritei e fiquei de pé.
C: Pare! Você não precisa mentir para mim. Na verdade, você jamais conseguiria. Você pode tentar mentir para O Sabotador, mas, como ele é o pai da mentira, você também não conseguiria...
M: Chegamos, agora, em um ponto muito pior: ela mente para ela mesma. – Musa entrou na igreja e olhamos para trás. – Ela acredita mesmo que aceitou, mesmo estando aqui, num lugar de pessoas que devem. E deixa eu te adiantar uma coisa: Você perdeu mesmo. – Musa sentou e me colocou sentada ao seu lado.
L: Vocês... Aqui... Eu... – Musa colocou minha cabeça no seu colo e eu chorei. Chorei, sentindo a dor, zonza, sem acreditar nas verdades ditas ali, naquela igreja.
C: Onde está a carta? – Olhei para O Cara da Roda Gigante e tirei a última carta escrita para o Noah do bolso. Ela estava suja, mas a fita vermelha estava impecável. – Ela vai voltar para onde você deveria ter deixado. – Ele a pegou e desfez o laço.
L: Mas... E a dor? Ele ainda esta aqui. Não é a carta, é o amor, é a dor que não passa, é essa porcaria de dor e...
M: Então... Você admite que não aceitou? Que não havia acabado e que você guardou isso tudo que você sente aí dentro, tentando camuflar, escondendo, fingindo... – Eu olhei para Musa e abaixei a cabeça. Eu não conseguia parar de chorar.
L: Então, é isso?! Eu parei no Purgatório por causa dele?
C: Não, você parou aqui por sua causa. 
M: Você acha mesmo que O Sabotador não te conhece? Você acha mesmo que só porque foi ao inferno duas vezes, se tornou a fodona e que pode jogar com ele? Esse jogo é para gigantes, você é apenas um Silfo que nem consegue controla seu poder! Você é tão burra que é só ele te dá um laço pomposo que você cai, e você caiu mesmo, viu a historia se repeti, viu o mesmo contexto e ainda sim caiu. – Musa levantou e começou a andar de um lado para o outro. – E sabe por quê? Por que você não consegue controlar seus próprios sentimentos, você não consegue controla você mesma, não houve ninguém, abandona quem está do seu lado, só por capricho, por orgulho, e enquanto estamos lutando, O Sabotador está sambando, acabando com você e te deixando assim, para refazermos os cacos. Eu estou cansada, tá?! Estou mesmo! – Musa começou a chorar e O Cara da Roda Gigante a olhou profundamente, levantou, estendeu a mão para mim, me fez levantar e se aproximou da Musa, lhe estendeu a mão e fomos até o púlpito, chorando, as duas, em silêncio.

No púlpito, havia um prato de ouro onde O Cara da Roda Gigante colocou a carta com a fita vermelha. Ela começou a queimar e entre muitas lagrimas sussurrei um “Não!”. Cair de joelhos e gritei abraçada ao púlpito.


M: A dor não está aqui – Musa falou tocando no meu peito. – Ela está aqui – Ela tocou na minha cabeça. – Não é o coração, é a mente. Desligue. Desligue suas emoções. – Olhei para Musa sem entender e ela me tirou do púlpito, me abraçando a força. – Você vai conseguir! Eu estou aqui, O Cara da Roda Gigante está , as pessoas que você pode contar, jamais vamos nos deixar.

Musa e eu ficamos ali abraçadas chorando por horas. Chorei de dormir nos seus braços e ao acordar pela manhã no dormitório do Purgatório, me fez questionar até onde aquilo tudo foi real. Escovei os dentes, tomei banho, me vesti e tentei não pensar na noite anterior, não importava, era meu ultimo dia naquele lugar. Eu estava saindo do Purgatório.


A porta do metrô se abriu e eu puder ver meu Acompanhante sorrindo para mim. Eu o abracei como se fosse um amigo que a muito não via.

A: Para terra?! Olha só a vida te dando uma chance de novo!
L: A vida é uma filhadaputa, tá?! Ela não é minha amiga e não vai facilitar.
A: Ouvir dizer que sua história no Purgatório foi como a de Jô, O Cara da Roda Gigante só não deixou tira-lhe a vida, o que deve ter deixado O Sabotar irado. Você sabe que ele ainda te quer, né?
L: Aaaaah, pouco me importa, eu estou tão feliz que estou saindo, eu sou mesmo uma sobrevivente! A: Eu nunca duvidei disso! – Olhei pela janela e vi que já havíamos passado do túnel – E agora? Já sabe o que quer fazer ou o que não quer fazer?
L: Não. Recomeçar sempre é difícil, mas é preciso.
A: Então... Sem planos?
L: Não exatamente. Eu tenho um... - Sentei ao lado do Acompanhante e sorri. - Você vai continuar olhando por mim? Talvez, eu precise muito.
A: Eu jamais tirarei os olhos de você. - Ele me abraçou mais uma vez.

Chegando na estação, me despedir do Acompanhante e o vi seus olhos lagrimejar. Da última vez que nos virmos, vi piedade no seu olhar, dessa vez, era um orgulho com misto de felicidade. Corri, peguei um táxi e cheguei em casa o mais rápido possível. Ao abrir a porta, gritei pela Musa e ela desceu a escada correndo, me abraçou e agradeceu por eu está ali, olhei profundamente para os seus olhos e disse:

- Eu estou pronta, quero desligar.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

lost and now whatever.

Uns dias atrás, curtindo a ociosidade das férias, entrei no Facebook e stalkeei. SIM, EU CAIR, EU PEQUEI! HAHAHA Suricatiei a vida de todo mundo: O Russell, aparentemente, terminou com a namorada, o James, casou-se, o Pedestal, está só esperando o filho chegar e o Comendador está de namorada nova. - Olha o meu todo mundo HAHAHAHAHA
Sentei e avaliei minha vida amorosa e eu não tenho nada de novo, não terminei com ninguém, nem de longe me casei, não estou grávida - obrigada, meu Deus! - e não comecei a namorar. - Sem vida feliz gente, por isso sem Facebook -
A verdade é que eu não quero namorar. Acho que é a primeira vez na minha vida que não quero isso. A vida tá uma bagunça, meu irmão! Não estou conseguindo lidar com relacionamentos básicos - Como o de mamãe e Pepi, por exemplo -, imagine um macho na minha cola??! 
Está solteira é bom. Como a gente vive em um país que um relacionamento é super-romantizado e cheio de babaquices, não ter ninguém querendo te controlar é lindo! Imagina que locoo o cara dando uma de maluco possessivo porque dormir na casa de algum amigo meu?! Ou ficar putíssimo porque eu teria dias que nem queria olhar para cara dele, mas estaria com a casa cheia de gente... Entendem?! Não quero viver isso. 
Eu ando tão chata, que tenho sentindo pena da minha melhor amiga, que tem que lidar com uma loca que levanta textões e faz perguntas existenciais, e depois de dois dias está fazendo tudo ao contrario do que disse que ia fazer. Fora os dias de choros e áudios no Whatsapp. 
Não, eu não tenho sido uma boa companhia para mim mesma, nem a Musa tem aparecido e muito menos o Cara da Roda Gigante. Eu voltei ao meu status de Junho de 2016, onde me vi tendo que viver comigo apenas e com o mundo. Evitando o What e destilando verdades no Twitter. Sem querer está com ninguém e curtindo o escuro do meu quarto.
Tenho tentado manter o meu equilíbrio emocional, mas percebi que ele estava no lixo, no dia que fui ministrar um treinamento de PNL, que preciso ter um equilíbrio emocional perfeito e CHOREI DE SOLUÇAR. Com minha mãe, que está internada - Pauta para outro post -, fui à viagem toda do ônibus chorando e dizendo para mim mesma que quando chegasse ao hospital, eu iria ficar de boa, só passando que estava tudo lindo para ela. A realidade mesmo é que cheguei, sentei e CHOREI DE SOLUÇAR com ela. Eu tinha conseguido equilibrar esse lance do choro, mas agora desandou de vez e eu voltei a ser a menina que chora no ônibus. 
Chegai a vaaaaaaaariiiaaas conclusões sobre a minha vida que me levaram mesmo a desisti de tudo. Peguei a cadeira, coloquei na varanda, sentei e estou vendo a vida acontecer. Eu aceitei que perdi, só não sei ainda o que fazer depois disso.


Ps¹: Esse post é tão eu na veia, que poderia ser um compilado sobre o que posto no Twitter.
Ps²: Estou ouvindo, incansavelmente, o albúm "The Wall" do Pink Floyd, com o objetivo de ver a luz no fim do túnel. 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

on destination, choices and free will

Foi em uma terça-feira chuvosa que a Vida sentou do meu lado na cama
 e me mostrou que nada é como eu quero: 

V: Você está sendo prepotente! - ela sussurrou no meu ouvido – As pessoas não podem mudar o seu destino. 
L: Destino? Quem acredita em destino? Eu só estou tentando refazer a minha vida, vivendo o meu ano como eu gostaria que fosse...
V: Mas as coisas não são como você quer ou gostaria que fossem... Você só está se afastando do seu caminho. 
L: Caminho? Que caminho? - Olhei nos olhos da Vida profundamente. 
V: Veja bem, o destino existe. Claro, aquela parte de escolhas e livre arbítrio também. - eu abaixei minha cabeça, balançando e fazendo que ‘não’ - Sim! As escolhas e o livre arbítrio tem tudo a ver, porque são elas que fazem o caminho ser longo ou não para seu destino. 
L: Então, não importa o que eu faça, eu já tenho um caminho traçado? 
V: Não. Este é o ponto: você tem seu destino, mas não tem o seu caminho traçado. Quem traça o caminho é você. E é aí que eu entro... 
L: Fazendo milhões de coisas para atrapalhar a jornada... Vida, você é mesmo uma filha da puta! 
V: Às vezes, eu nem preciso fazer nada - ela sorriu de canto de boca. - Às vezes, vocês se perdem sozinhos. E esse papel poderia ser da morte, mas vocês morreriam. Quando ainda não é o caso, eu venho dizer "Olha, você perdeu". 
L: Peraí?! Você está dizendo isso para mim? Tá me dizendo que eu perdi para você? 
V: Sim. E fico feliz em fazer isso. Volte. Esse não é o caminho, é o momento de desistir. 
L: Mas olha só onde eu cheguei... Eu não posso desistir e.. 
V: Você usa bundas como papel de parede! Acha normal mostrar os peitos na TL! Fora os gifs, cigarrinhos, filmes pornô, tem seu trabalho que não tem te trazido nenhuma emoção, uma mãe que está ligada a você até a morte, as baixarias que você fala, você tem 30 anos e não conseguiu publicar nenhum livro... Você acha mesmo que está no caminho certo? - A Vida levantou e se aproximou da porta – Volte 10 casas. Comece de novo por outro caminho. E por favor, me agradeça, lembre-se, poderia ser a morte.

sábado, 10 de setembro de 2016

eu não quero que seja doce, apenas que seja leve.


Fazendo a apresentação mensal dos meus resultados no trabalho, percebi o quanto Agosto foi bom para mim. Eu achei que não tinha sido, pois muitas coisas aconteceram e bagunçaram a minha vida - Lê-se: as coisas estavam voltando para os seus devidos lugares -, eu continuei achando que seria meu ano por causa da minha vida pessoal, quando na verdade, estava mais uma vez aprendendo sobre minha vida profissional. 
Agosto não foi tão emocionante como os outros; apanhei, cair, tive um dos maiores picos da história, me curei, mas olha, só TÔ AQUI DE PÉ NOVAMENTE PASSANDO PELA PROVA DANDO GLORIA A DEUS! 
Esse foi o mês que fui barco - E infelizmente acabou -. Fase que eu vivi fora das redes sociais, fora da vida das pessoas, olhando tudo de fora, me percebendo, viajando em mim... Nesta etapa, construir um mundo bem maior e melhor. E mesmo que, ainda tomando porrada da vida, ando mais focada nas minhas coisas e na minha rotina. 
Falando em rotina, uma coisa muito louca que aconteceu nesse período, foi perceber como os dias são desenhados para mim - Sério, parece loucura, mas essa porrãh da minha vida tem roteiro mesmo! -. Percebi isso outro dia lendo minha agenda, vendo como situações específicas acontecem em dias específicos e como essa situações me ajudam - ou não - nos meus dias... 


Eu gosto das segundas-feiras de uma forma diferente. 
Tenho a sensação que este é o dia do recomeço. Dói, mas é necessário. 


As terças-feiras são tristes. Sempre acontece algo ruim, algo pesado, algo triste. 
Não importa quantas vezes eu peça para o Cara da Roda Gigante me livrar do mal. 
Ele não atende às terças, e são dias difíceis. 


Lindas mesmo, são as quartas-feiras. Sabe o lance de "perder para ganhar"
Eu sofro nas terças para sorrir nas quartas. 
Sempre acontecem coisas legais e eu me divirto à beça. 


As quintas-feiras sempre são dias malucos. 
Sempre são dias estranhos, nos quais acontecem coisas diferentes. 
Ontem (quinta-feira), eu fui almoçar no shopping 
(Eu quase nunca almoço no shopping, porque tem vários lugares para comer perto do meu trabalho) 
com uma amiga que eu acho que está virando super amiga, 
ajudei um cara perdido na rua e levei-o até em casa, 
e poderia ter ido para o céu com essa boa ação, 
se não fosse pelo fato, de ter negado à minha vó meu kimono lindo AND perfeito... 

V: Eu amei sua blusa! 
L: É um kimono, vó... 
V: Eu quero para mim! 
L: Eu vou ver se acho, vó... 
V: Mas você não vai mais achar desse, e eu quero esse... 
L: Vou ver se acho um para a senhora, beijos! 

Ignorei, ignorei mesmo e ignoraria de novo! 
Não vou dar meu kimono lindo AND perfeito. Vou procurar um para ela. 
(Somente nas quintas rola umas dessas.) 


Sextas-feiras são mais leves. Mesmo sabendo que trabalho sábado, 
eu posso ser surpreendida com alguma coisa para fazer. 
Posso tomar uma cervejinha com os friends ou sair com algum crush. 
É um dia bom. 


Sábados são de filminhos! Meu programa preferido com Pepi. 
Chego cedo, preparo gordices, escolhemos um ou dois filmes, e assistimos até tarde. 
Penélope está sendo uma ótima companhia. 


Descanso e ociosidade mesmo, acontecem aos domingo. E.U.S.I.M.P.L.E.S.M.E.N.T.E.N.Ã.O.E.X.I.S.T.O.A.O.S.D.O.M.I.N.G.O.S.
Fim 
Eu gosto de descansar aos domingos, colocar as séries em dia, 
comer porcaria, escrever, ver meu amigo leal... 
Durmo cedinho, porque sei que vai começar tudo de novo. A mesma rotina e os mesmos dramas. 

Agosto foi embora e, mesmo sendo um novo mês, ainda consigo sentir o aperto no peito. 
Eu não quero que Setembro seja doce, apenas que seja leve.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Essa é minha vida, meu clube, é Larissa Diaries acontecendo ~Textão desabafo~


Raaaaay! Primeiramente, fora aquele que não deve ser nomeado nas olimpíadas. Segundamente (eu sei que não existe), venho por meio deste dizer: QUE SAUDADE DISSO AQUI! Uma vontade danada de chegar aqui e abraçar cês tudo! Mas né?! Tô aqui vivendo Agosto. 
Engraçado que, Agosto é o melhor mês do ano para mim e esse, de 2016, tá tão cagado, TÃO CAGADOOO, que olha, pensando em fazer limpeza. 
Agosto chegou como uma flechada nas costa. Primeiro dia do mês, e eu lá, chorando com a saída de uma amiga do trabalho. E mesmo sabendo que ela queria, isso me abalou profundamente. Como se não bastasse a saída dela, mais outra amiga saiu, e eu chorei, chorei, chorei... E bati de frente com meu primeiro pico emocional nessa temporada. 
Com o setor vazio e com a foto delas colada no meu pc, eu tentei sobreviver. Mas a verdade e que, com a saída delas, me rendeu mais trabalho, MAIS TANTOOOOOO!!! Que minha situ, no meu emprego, e de está com a pontinha do nariz para fora do mar, e, enquanto não melhora - Musa diz: Cê tá louca??? Não vai melhorar não, friend, pare! -, eu vou batendo o pé para não me afogar.
Agosto, meu melhor mês do ano ~RISOS~ me deu outro pico emocional. E o envolvido dessa vez, é ninguém menos que , também conhecido como meu carma e desencadeador dos meus problemas emocionais. 
Eu não sei mais - JURO MESMO - o que fazer para Zé, simplesmente, me deixar em paz. E o grande problema são as lavagens celebrais que ele faz com minha filha, é o prazer de jogar na minha cara que nada que eu faço é bom ou suficiente, e a pressão desnecessária, é a necessidade de mostrar para o mundo que é o melhor pai do mundo, e me cobrar o mesmo, sendo que nas entrelinhas, nada é assim... 
Essa semana, refletindo nessa pessoa maravilhosa, que tanto já falei aqui, preciso dizer: Zé foi a pior pessoa que já entrou na minha vida. Foi as portas do inferno mesmo. Eu não estou dizendo que não fui feliz com ele, não é isso. As páginas desse blog mostram que já fui feliz sim, mas é uma falsa felicidade, eu o amava, até mais que a mim, e estava cega. 
A pessoa nunca me apoiou em nada, nunca gosto do fato d'eu ser escritora, todas as vezes que fui estimulada por Zé, foi quando ele me depreciou, quando disse que não iria conseguir, que me sacudia e gritava que eu era uma derrotada, gorda, e eu ia lá e mostrava tudo diferente, mostrava que podia sim, que conseguia sim. O cara é completamente desequilibrado e bom, eu tive uma filha com ele, estou marcada a aguentar essa pessoa no resto da minha vida, como um cão raivoso em cima de mim, esperando qualquer vacilo pra me atacar. E de novo, não, eu não sei qual é problema comigo. Ele alega ser o fato de não suprir as expectativas dele como mãe, mas nós sabemos da verdade, né?! Doentinho, desequilibrado que tenta o tempo todo colocar Pepi contra mim. E sim, já sentei 375 milhões de vezes para conversar, tenho as mais maravilhosas conversas do Whatsapp - Ele me chamando de lixo para baixo -, e só chego a conclusão que é um caso a ser estudado, até porque, se ele é o pai perfeito e eu uma péssima mãe QUEM PAGA ESSE PREÇO SOU EU, QUEM NÃO VAI VIVER COM ELA SOU EU, QUEM VAI TOMAR NO CU SOU EU!! Mas ele sabe tanto que isso é mentira, que se dá ao trabalho de mentir, inventar historias para me difamar e fala mal de mim TODOS OS DIAS para a menina. 
O que me conforta é que Penélope é super inteligente, e quando chega em casa eu faço um trabalho de base com ela, de conversar, de mostrar as coisas como elas são, e detalhe: NUNCA FALEI MAL DELE, DA MULHER DELE, DA MÃE, NUNCAAAAAAA! Eu não preciso. Se ela, quando crescer, chegar em algum conclusão sobre isso tudo, não vai ser sobre minha influência. Eu só quero que ela me ame e saiba que pode contar comigo por toda vida. 
Sobre Zé, isso tudo para mim é lamentável. O cara me traiu, me abandonou, me colocou para fora de casa e eu não sinto nada. Não desejo mal, não acho que ele tem que se ferrar na vida, não torço para a relação dele, QUE ELE COMEÇOU ESTANDO COMIGO, dê errado, nada, nada, NADA. Por mim, teríamos uma relação de parceria, de boa mesmo. 
E se caso também não esteja claro, vou deixa: Eu não gosto de Zé, romanticamente falando, todos aqui sabem muito bem de quem eu gosto. E o desabafo acima - Que nem deveria ter rolado, mas olha a energia do ser, né?! Faz até a gente fazer textão. -, foi para deixar claro o porque ele fode tanto com meu emocional, já que só quem abala, meu emocional, é minha filha, e ele sabe disso, enfim... SIGAMOS. 
Aproveitando a oportunidade e falando de quem eu realmente gosto - Musa diz: Sério? Jura que vamos mesmo falar dele? -. Não nos falamos há um mês e isso me fez um bem danado. Sair do What disposta a deixar essa relação para trás e, olha, estou conseguindo. 
O tempo é mesmo lindo! Eu já não penso mais como antes, eu não fico mais desesperada quando passa uma música que me remete a ele e nem me lembro a última vez que chorei no ônibus. Está passando, está mesmo passando, porque o que mais quero é que passe mesmo, é que esse amor acabe de vez. 
Uma das últimas coisas que me peguei pensando, foi como eu ficava desesperada tentando entender porque ele tinha entrado na minha vida, e agora me contento que só foi mais um laço, me trouxe algumas lições e ponto. Daqui a pouco vira uma lembrança das paredes da memória e nada mais. AMÉM! 
Por fim, eu estou bem. Não parece, né?! Mas estou mesmo, essa é a temporada de cuidar da minha energia, e eu só quero isso, cuidar dela, cuidar da minha vida, cuidar das minhas coisas, cuidar de Penélope, focar no que realmente vale, entendendo que um monte de coisa na minha vida não é para ser e que para todas as outras coisas, só o tempo. 
A verdade é que 2016 é um ano de crescimento, é o primeiro ano que apanho para caralho, mas aprendo, mas entendo os processos, não fico culpando a vida, Deus, e o mundo todo pelas merdas todas. Essa é minha vida, meu clube, é Larissa Diaries acontecendo. Eu xingando o roterista que tenta ser meu amigo, brigando com o diretor que tenta consertar a bagunça toda e o produtor, que não falo mais, porque, como sempre, ferra com tudo.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Oblivion: Pagando Os Preços e Aprendendo As Lições - Temporada Completa

NEGAÇÃO

Imagine: 

Eu. Uma fila. A gargalhada do Agiota. E o mp3 no último volume ao som de "Oblivion"...


Oblivion, também conhecida como a temporada de pagar preços, veio como um tranco. Nocauteou-me e me deixou desacordada no chão. 
Eu me vi naquela fila mais uma vez, negociando com o ‘Agiota’, argumentando que já tinha atravessado o deserto e que ele pegasse leve comigo. Mas o Agiota, assim como a vida, não é benevolente nem altruísta. Muito menos caridoso. Ele é sádico. Principalmente com aqueles que lhe devem algo. E eu estava fazendo parte disso. 

L: Eu já comecei a pagar! - Gritei para o Agiota - Parece que está sendo fácil, mas não está. Perdi muita coisa e... 
A: Você ainda não perdeu nada! Inventou uma palhaçada de retiro no qual nem conseguiu meditar e agora vem na minha mesa dizer que já perdeu muita coisa! Acorda! O jogo está apenas começando. Essa é a temporada de pagar os preços. Agora é a hora de perder... Acenda um cigarro e bem vinda de volta... 

E ele tinha razão. Mesmo negando e não aceitando, no fundo, eu não tinha perdido nada e, tampouco, aprendido algo. O jogo estava apenas começando e foi nesse momento que aprendi a primeira lição: Todas as suas ações tem consequências. 

RAIVA 

Apenas imagine: 

Eu. Um guarda-roupa. Cartas de cobrança pelo chão e um som que tocava repetidamente a música "Black"... 


O tranco veio mais cedo do que eu imaginava. Começou em uma madrugada, às 3 da manhã, enquanto eu escrevia a primeira carta para o Comendador. Senti, então, o gosto da indiferença. Naquele momento, caíram todas as fichas das consequências do que eu tinha feito, mas sentia raiva - eu não tinha feito isso tudo sozinha.
Claro! No primeiro momento, eu mentia pra mim mesma que estava bem, que tinha superado, que estava fechando a porta... Ledo engano. A verdade é que eu estava devolvendo a caixa de ferramentas para o Cara da Roda Gigante e saindo do guarda-roupa.
Perceber o que eu tinha feito com meu carro - Lê-se minha vida - me fez protagonizar cena de choro em todos, TODOS os lugares possíveis. Rever quem eu era e qual a minha posição na vida das pessoas ao meu redor foi horrível. Eu sair mesmo do guarda-roupa e isso me irritava. Eu estava ouvindo as pessoas e elas estavam gritando verdades. Zé, minha mãe, meus amigos, o Comendador - todos tinham algo a falar e não eram coisas boas, eram coisas ruins, tanto que me vi em um ringue de boxe, levando a surra da minha vida, e, claro, eu perdi. 
Eu ainda sentia raiva das pessoas e tentava justificar os meus erros nelas. Eu achava que tinha a verdade absoluta e todos que não se encaixavam no que eu acreditava estavam errados. 
Esse foi o período mais solitário da temporada. Foi o status quo, no qual eu, com medo de errar de novo, fiquei quietinha na minha. Eu malmente falava com a Mary e Doroth e estava a maior parte do tempo só. Eu saía sozinha, comia sozinha, falava sozinha. O meu mp3 e o Radiohead viraram meus melhores amigos. Foi graças a eles - e, óbvio, o Cara da Roda Gigante - que aprendi mais duas grandes lições: Ninguém é responsável pelas suas escolhas e, principalmente, pelos seus erros. E estar sozinha me mostrou que a gente também pode ser feliz sozinho. 

NEGOCIAÇÃO 

Imagine: 

Eu. Deitada na cama. Sorrindo. Com “What A Fool Believes” ecoando na minha cabeça... 


Dois meses depois e eu e o Comendador voltamos a nos falar. EU ME SENTI BEM PARA CARALHO. Eu vi luzes em todos os lugares. Eu sorria sem parar. Saber que ele estava bem me confortava. Soube da Coleguinha também, que já estava namorando e tudo. Essa culpa de ter destruído o relacionamento alheio não cabia mais a mim e isso animou os meus dias. O que durou muito pouco. O Comendador ainda tinha muita mágoa de tudo que tinha acontecido e, mesmo se aproximando, nada havia mudado - nós não éramos mais quem havíamos sido um para o outro. As coisas haviam mudado. E, mesmo escrevendo a segunda carta para ele, negociando e mostrando que as coisas não eram como pareciam ser, não importava, o que estava feito, estava feito. Whatever.
Nesse período, reorganizei minha vida inteira; barganhei com todos. Sentei com minha mãe e colocamos todos os pontos nos is sobre nossa relação. Mudei meu horário de trabalho para disponibilizar, mais ainda, minha vida para Pepi. Tive conversas épicas que me fizeram refletir e melhorar como pessoa. Negociei, também, com o Cara da Roda Gigante. Na verdade, Ele foi com quem eu mais barganhei. E aprendi mais uma lição: não importa o quanto você barganhe - quando você precisar pagar preços, você vai pagar. 

DEPRESSÃO 

Apenas imagine: 

Eu. A Musa. Minha cama. Eu chorando copiosamente ao som de “Wish You Were Here”... 


Junho chegou e veio cumprindo o combinado: arregaçar com tudo. Trouxe à memória o quanto ele é o pior mês do ano pra mim e o seu drible carretilha. Lembrei-me da temporada “Hell”, dos laços da minha vida, de como eu sou um fracasso e que, não importa o que eu faça, não vou conseguir. Então, ao perceber isso, fiz o que qualquer pessoa normal de 12 anos faria... Chorei. Chorei muito. Chorei TUDO. 
No ônibus, protagonizei cena de choro, praticamente, a temporada inteira. Ele virou meu local de reflexão. Questionava coisas como “Onde foi o ponto em que minha vida virou isso tudo?”, “Como eu vejo, sinto e vivo tanto essas coisas?”, “Por que tanta dor?”, “O que fiz mais para os preços serem tão altos, tão doídos, tão sentidos?”, “Porque minha historia não é diferente?”... E, sem resposta, eu chorava mais. 
Nessa fase, aprendi a me refazer - mesmo querendo desistir, deitar em posição fetal e chorar. Estava tomando as porradinhas da vida. Caindo. Chorando. Levantando. Tentando reverter o quadro. Aprendendo que nada acontece como eu quero, até porque, eu preciso definir muito bem o que quero e preciso me bastar, entender como é bom estar bem comigo mesma para alguém entrar na minha vida. 
Essa é Oblivion, não sendo só a temporada de pagar preços, mas de aprender lições, também. 

ACEITAÇÃO 

Imagine: 

Eu. O Cara da Roda Gigante. O Sabotador. Mulheres cantando uma música que jamais saberemos qual era... 


Depois de todas as reflexões possíveis, depois de chorar muito no ônibus, tomei um vraaaaaa da vida - e da Musa também -, que gritava que, mesmo que eu quisesse, jamais estaria sozinha. 
Eu tenho os melhores amigos do mundo – os que me amam, me aceitam e lutam por mim. Amigos que não desistiram de mim, até mesmo quando eu desisti deles. 
Nessa etapa, eu tentei, ao máximo, honrar o nome desta temporada, mas foram dias difíceis. Estava lutando pelo Noah da minha cabeça e aprendendo que escolhas são excludentes. Tive a última conversa com o Comendador e, mesmo sentindo todo o amor, vi que ele também já havia feito sua escolha, e, mais uma vez, não era eu. 
E lá estava eu, de novo, anotando as lições no caderninho, aprendendo que as pessoas não são iguais e têm percepções e mundos diferentes – o que pode ter sido fácil para mim, não é para o outro. 
A última onda veio. Levou os pesos, as cobranças e, até, o banzo. A época de colheita havia chegado, e eu já havia pagado os preços. Aceitei e parei de tentar mudar coisas que não havia conserto.
Por fim, fui ao inferno mais uma vez, assumindo que havia perdido e que não valia mais a pena lutar. Aprendi que arrependimento faz parte do processo, e essa foi a maior lição de Oblivion: Você pode até ferrar tudo, mas vai pagar por isso até o último minuto, até a última gota, errando, levantando a cabeça e, acima de tudo, vivendo e aprendendo as lições da vida.
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