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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Junho e o seu drible carretilha - Parte 2

Pra entender esse texto, cê vai ter que ler esse primeiro, tá?! 

Junho chegou e eu só peço a ele uma única coisa: Que o drible carretilha não venha. Cara, estamos em uma pandemia, estamos tocando fogo em racistas, estamos vivendo marcos na historia, NÃO VEM NÃO DRIBLE CARRETILHAAAAA! 
Todo mundo que acompanha Larissa Diaries - Ou que leu o texto que citei acima - sabe muito bem que JUNHO É O PIOR MÊS DO ANO PRA MIM. Ele vem cheio de dramas, términos, surtos e o inverno, que sempre parece ser tão distante, quando chega Junho, eu sinto o cheiro dele, a dor, o sofrimento, tristeza e a frieza dos dias - Cara, ler os textos anteriores sobre esse mês e ver se estou exagerando -. 
O último texto que escrevi sobre Junho, eu deixei claro que ele é o jogador que dar o drible carretilha, brincando com a bola - Ler-se a vida - e eu estou caída no chão com cara de "ué", porque, né, EU NEM SEI PORQUE CAIR, PORQUE ESTOU NO CHÃO, E ESTOU LÁ, Junho faz isso todos os anos comigo, e além de atualizar o pior Junho da minha vida - Que não é mais o de 2013 -, nesse texto, vou atualizar a thread já que só fomos até Junho de 2016, esse é o pior mês do ano e eu posso provaaaaar #PAS 


Junho de 2016: A primeira depressão? 
Eu escrevi 13 texto em Junho de 2016 e um livro, sim, a dor de amar o Comendador me fez produzir muitas obras. Eu não sabia naquela época, mas eu tive uma depressão não diagnosticada, o Comendador acabou comigo, eu chorei Junho inteiro por ele, carreguei a culpa e me martirizava por ter destruído tudo, mas essa historia não teria como ser diferente, não é mesmo?! Foi o Junho da temporada Oblivion, que eu estava pagando preços para o Agiota, que eu não conseguia me relacionar com ninguém e minha vida amorosa era uma piada - Nessa época eu ainda dava atenção a ela -. Foi o Junho que mais chorei, em qualquer lugar, em qualquer momento, eu me sentia triste e sozinha, e nem imaginava que Junho de 2019 ainda estava por vim. 

Junho de 2017: Mergulhando em mim 
Foi o primeiro ano que senti a operação de vendas que atuei, e adivinhem só, EU ME SENTIA VIVA PRA CARALHO! Não sei se foi a loucura toda de geri pessoas, se foi porque eu mergulhei de verdade nisso tudo, eu sei que eu trabalhava feito louca, e adorava demais! Tia Terapeuta tinha me convencido que eu tinha as rédeas e o controle de Junho nas mãos, mesmo com nada de novo, viciada em trabalho, eu não só me aperfeiçoei meu dom de porto, como também mergulhei em mim, aprendi a curti minha própria companhia e foi ali o começo do caminho de todo esse processo de autoconhecimento.  Vocês devem pensar "AAAAA, então foi bom!", não foi, eu comecei a está mais sozinha do que o normal, estava criando muros na minha vida e nem sabia, lá na frente estaria pagando um preço por isso.

Junho de 2018: Términos 
Enquanto Junho do ano anterior eu aprendia a está sozinha, Junho de 2018 veio e tirou tudo de mim. Ele iniciou o processo de retirada de personagens, de forma totalmente brusca, do super S, o melhor grupo de amigos que eu jamais na vida terei novamente e de Desiré, a amiga que não tinha oportunidades e que jamais iria me abandonar, E FOI LÁ E ABANDONOU. 

Junho de 2019: A morte 
Esse Junho merece um texto, melhor, uns 3 capítulos de contextualização sobre ele. Foi o pior Junho da minha vida, porque estava morta mesmo, como um zumbi, minha vida não havia sentido nenhum. Estava diagnosticada com depressão, meu mundo estava acabado no trabalho e eu sofri um surto dentro da empresa que eu construir um nome e uma carreira. Eu estava tão doente, que estava pesando 67kg - Estava horrível, mas me achava linda -, eu não comia direito, não saia e nem andava com ninguém, eu estava mais uma vez sozinha e usava drogas como bala e MD para criar uma ilusão da minha vida. Achei que tivesse momentos de luz nesse Junho, mas tudo que me lembra a luz, só me vem como um borrão, eu achei mesmo que ia morrer de vez ano passado, e se não morresse, iria fazer valer cada segundo da minha vida... 

Eu não espero nada de bom esse ano, como disse, estamos em uma pandemia, em quarentena, podendo pegar vírus mortal e morre a qualquer momento, eu só queria mesmo que Junho fosse leve, mesmo sabendo que ele não vai ser - E essa sou eu sendo otimista, táokey? -.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Diário de Terapia: Propósito x Promessa




“O que você falou, na semana passada, não saiu da minha cabeça. E eu preciso me justificar. Existe uma diferença muito grande entre propósito e promessa. Propósito você paga para depois receber. Já promessa você recebe depois paga. Eu tenho feito propósitos por algo maior, eu perco agora, para ganhar lá na frente. Não é barganha, eu realmente nunca vi assim e já sinto a diferença da minha vida após os propósitos...” 






No final da sessão anterior, Tia terapeuta jogou na minha cara que eu andava barganhando com Deus. Passei a semana inteira pensando nisso. Na verdade, eu surtei mesmo. Pesquisei coisas, fui buscar na palavra, e vejam só, PARECE QUE EU ANDO BARGANHANDO MESMO. De novo, é preciso deixar registrado que nunca foi minha intenção
A verdade mesmo é que eu não conseguia mais sozinha e em um ato de desespero, joguei para o universo. Vamu lá, gente! Todos os propósitos que eu fiz foram pela minha vida, pra ver se ela dava uma melhorada e... MELHOROU, TÁ?! Talvez eu tenha feito algo errado, mas eu não sabia que era errado ou que eu estava barganhando de alguma forma. Eu sei que me sinto uma pessoa melhor, espiritualmente falando, acredito que consigo ter um controle sobre mim maior do que antes e até emagreci nessa coisa de tirar o pão e o refrigerante - Só não aconselho tirar a masturbação e o celular, por que aí vocês podem mesmo surtar, como eu surtei. -.
O que eu quero dizer é: Pra mim deu certo. Mesmo parecendo errado, barganha e afins. 
Ainda falta uma semana para terminar e eu planeja mesmo passar o ano inteiro assim, mas não quero deixar o Cara da Roda Gigante zangado, vou terminar esse e seguir em frente, tentarei não fazer mais propósito nenhum, mas é bom deixar claro que eu ainda estou tentando. Dessa vez, diferente dos outros anos, minha vida VAI ou VAI.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Sobre essas coisas de ser romanticamente sozinha

"Tô tirando férias, dando um tempo disso..Chega de amar, chega de me doar, chega de me doer." 
Caio Fernando Abreu

Eu tenho um ano sem ninguém. Romanticamente falando, claro. Eu sei explicar o porquê disso? Maybe. 
Pra começar, eu passei um bocado de tempo amando o Comendador e lamentando por tudo que havia acontecido com nós. Eu vivi a dor, eu sou assim, eu acredito que, para você sair inteiro, tem que VIVER A DOR MESMO! Depois de todo esse processo de cura - Olha só, eu estou curada mesmo, posso sentir muitas coisas pelo comendador, mas ó, né amor mais não, mas assumo, ainda sinto, porque eu sei que ele não é uma pessoa que vive em paz depois de mim -, eu achando que estava pronta, linda e bela, quando sentada na sala da Tia Terapeuta eu passei 45 minutos falando da minha vida amorosa, mesmo dizendo pra ela que estava de boa, que havia superado tudo e que vivia muito bem sem ninguém... Ela jogou uma verdade na minha cara: Olha só, CÊ NÃO TÁ DE BOA NÃO! 
Eu minto pra mim, sabe?! Eu tenho essa mania de criar as capas e de pagar de fodona, mesmo estando na merda total, criar as capas até seria de boa, se eu não acreditasse nelas, então assim: Eu crio as capas, acredito nelas como verdades absolutas e vou vivendo, enquanto por dentro, tá tudo uma merda. Não é nada combinado não, eu não percebo mesmo, pago de fodona e quando alguém joga uma verdade, como a Tia Terapeuta fez, eu fico tipo "Ué, eu não estou de boa não?" Reflito e adivinha: EU PERCEBO QUE EU TAVA ACREDITANDO NA CAPA E QUE TÔ NA MERDA TOTAL. 
Eu descobri que minha vida amorosa me incomoda sim, que eu não estou de boa não, que eu quero alguém bacana and legal... Mas aí entra outro contexto: Eu estou pronta para alguém? E olha só, NÃO TÔ NÃO, VIU?! Eu ainda preciso viver tanto de mim, consertar tanta coisa em mim, cuidar de mim... Fora que, tenho 30 anos, gente, não quero ficar indo para baladinha pegar macho não, não estou mais na vibe de ter contatinhos para fodinhas e muito menos, viver relacionamento superficiais ou abusivos para dizer que tenho alguém do lado, eu já sou MUITA COISA, já pago preços enormes por isso, e não quero nem pagar preços de ninguém, nem mais problemas, quero ficar de boinha, na minha, deixando as coisas acontecerem no seu tempo, sem pressa, sem desespero, dispensando pessoas mesmo - Porque rola, né, gente?! Não sou tão encalhada assim não -, entendendo que eu preciso tá felizinha e bem comigo mesma sozinha, pra depois tá dividindo esse coração - QUE JÁ APANHOU PRA CARALHO - com alguém. 

Ps: Aaaah, gente, bateu o loco aqui, tô refletindo nessas paradas todas e são 06:32 dá manhã, precisava desabafar, afinal, essa bagaça aqui é pra isso, né nom??! Me deixem =**

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Compilado 2016 - 2017 o ano das jogadas.

Teste.. Um, dois... Teste.. Alguém aí?

Quatro meses sem falar de minha vida aqui e nem sei por onde começar #Refletindo
Claro, as histórias de Larissa Diaries estão sendo publicadas - Capengando, né?! Somente 2 textos Oo -, mas falar de tudo que aconteceu nesses últimos tempos é complicado.
Basicamente, venho por meio deste assumir publicamente que 2016 foi mesmo meu ano, EM TODAS AS ÁREAS. Foi, de longe, o ano que mais aprendi lições, e foi apanhando mesmo, tomando surra da vida mesmo, sendo nocauteada a cada tentativa frustada de recomeçar, mas né, ESTOU AQUI.
Foi o primeiro ano que sentei na varanda e vi a vida acontecer. Não, eu não desisti, eu só dei o tempo da batalha, só fiquei observando até aonde a vida ia, esperando a minha jogada.
O ano passado comecei com essa mensagem linda de que seria meu ano, e eu fiquei um pouco muito empolgada com isso e... SÓ TOMEI NO CU! Pelo menos, a maioria do tempo. Chorei, Chorei e CHOREI! Atravessei o deserto, paguei preços pesadíssimos, aprendi a me arrepender (E assumir isso), escrevi cartas que, pela primeira vez, foram entregues, escrevi livros, ESCREVI PRA CARALHO em comparação aos últimos anos. Parei no inferno, no purgatório, voltei pra terra e ganhei mais uma chance da vida.
2016 foi punk, mas foi o ano mais musical da minha vida. Construir uma relação de coleguismo com o Zé que jamais achei que um dia teríamos.  FUI PROMOVIDA COM TODOS OS MÉRITOS DO MUNDO \O/ Fui obrigada a me reinventar. Perdi e ganhei... E olha, vou escrever isso de novo: APANHEI DA VIDA DEMAIS!! Mas de novo: TÔ AQUI, NÉ?! SENDO A SOBREVIVENTE QUE EU SOU!

Sobre esse novo ano, não criei expectativas, não criei metas, não esperei nada dele e ando que nem uma agente do tempo, vivendo minhas 24hrs de boinha, sem esperar muito, nem da vida, nem do ano, nem de ninguém. Inventei uma palhaçada de ficar 40 dias sem algumas coisas que gosto muito -Isso inclui pão e álcool - e quase surtei, sério, não indico pra ninguém, mas foi boa a tentativa de adquirir o nirvana, mesmo me sentindo ainda perdida e sem nenhum resultado claro do jejum.

A sensação que tenho é que 2017 veio como um jogo de tabuleiro, xadrez, para ser mais específica, onde de um lado temos eu, O Cara da Roda Gigante, A Musa, O Acompanhante e a Deusa do Vento, e no outro, O Sabotador e os Cavalheiros das Trevas, cada um fazendo suas jogadas, as melhores e mais altas jogadas, onde tá valendo tudo, para possivelmente, dessa vez, parar no Céu.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

lost and now whatever.

Uns dias atrás, curtindo a ociosidade das férias, entrei no Facebook e stalkeei. SIM, EU CAIR, EU PEQUEI! HAHAHA Suricatiei a vida de todo mundo: O Russell, aparentemente, terminou com a namorada, o James, casou-se, o Pedestal, está só esperando o filho chegar e o Comendador está de namorada nova. - Olha o meu todo mundo HAHAHAHAHA
Sentei e avaliei minha vida amorosa e eu não tenho nada de novo, não terminei com ninguém, nem de longe me casei, não estou grávida - obrigada, meu Deus! - e não comecei a namorar. - Sem vida feliz gente, por isso sem Facebook -
A verdade é que eu não quero namorar. Acho que é a primeira vez na minha vida que não quero isso. A vida tá uma bagunça, meu irmão! Não estou conseguindo lidar com relacionamentos básicos - Como o de mamãe e Pepi, por exemplo -, imagine um macho na minha cola??! 
Está solteira é bom. Como a gente vive em um país que um relacionamento é super-romantizado e cheio de babaquices, não ter ninguém querendo te controlar é lindo! Imagina que locoo o cara dando uma de maluco possessivo porque dormir na casa de algum amigo meu?! Ou ficar putíssimo porque eu teria dias que nem queria olhar para cara dele, mas estaria com a casa cheia de gente... Entendem?! Não quero viver isso. 
Eu ando tão chata, que tenho sentindo pena da minha melhor amiga, que tem que lidar com uma loca que levanta textões e faz perguntas existenciais, e depois de dois dias está fazendo tudo ao contrario do que disse que ia fazer. Fora os dias de choros e áudios no Whatsapp. 
Não, eu não tenho sido uma boa companhia para mim mesma, nem a Musa tem aparecido e muito menos o Cara da Roda Gigante. Eu voltei ao meu status de Junho de 2016, onde me vi tendo que viver comigo apenas e com o mundo. Evitando o What e destilando verdades no Twitter. Sem querer está com ninguém e curtindo o escuro do meu quarto.
Tenho tentado manter o meu equilíbrio emocional, mas percebi que ele estava no lixo, no dia que fui ministrar um treinamento de PNL, que preciso ter um equilíbrio emocional perfeito e CHOREI DE SOLUÇAR. Com minha mãe, que está internada - Pauta para outro post -, fui à viagem toda do ônibus chorando e dizendo para mim mesma que quando chegasse ao hospital, eu iria ficar de boa, só passando que estava tudo lindo para ela. A realidade mesmo é que cheguei, sentei e CHOREI DE SOLUÇAR com ela. Eu tinha conseguido equilibrar esse lance do choro, mas agora desandou de vez e eu voltei a ser a menina que chora no ônibus. 
Chegai a vaaaaaaaariiiaaas conclusões sobre a minha vida que me levaram mesmo a desisti de tudo. Peguei a cadeira, coloquei na varanda, sentei e estou vendo a vida acontecer. Eu aceitei que perdi, só não sei ainda o que fazer depois disso.


Ps¹: Esse post é tão eu na veia, que poderia ser um compilado sobre o que posto no Twitter.
Ps²: Estou ouvindo, incansavelmente, o albúm "The Wall" do Pink Floyd, com o objetivo de ver a luz no fim do túnel. 

sábado, 10 de setembro de 2016

eu não quero que seja doce, apenas que seja leve.


Fazendo a apresentação mensal dos meus resultados no trabalho, percebi o quanto Agosto foi bom para mim. Eu achei que não tinha sido, pois muitas coisas aconteceram e bagunçaram a minha vida - Lê-se: as coisas estavam voltando para os seus devidos lugares -, eu continuei achando que seria meu ano por causa da minha vida pessoal, quando na verdade, estava mais uma vez aprendendo sobre minha vida profissional. 
Agosto não foi tão emocionante como os outros; apanhei, cair, tive um dos maiores picos da história, me curei, mas olha, só TÔ AQUI DE PÉ NOVAMENTE PASSANDO PELA PROVA DANDO GLORIA A DEUS! 
Esse foi o mês que fui barco - E infelizmente acabou -. Fase que eu vivi fora das redes sociais, fora da vida das pessoas, olhando tudo de fora, me percebendo, viajando em mim... Nesta etapa, construir um mundo bem maior e melhor. E mesmo que, ainda tomando porrada da vida, ando mais focada nas minhas coisas e na minha rotina. 
Falando em rotina, uma coisa muito louca que aconteceu nesse período, foi perceber como os dias são desenhados para mim - Sério, parece loucura, mas essa porrãh da minha vida tem roteiro mesmo! -. Percebi isso outro dia lendo minha agenda, vendo como situações específicas acontecem em dias específicos e como essa situações me ajudam - ou não - nos meus dias... 


Eu gosto das segundas-feiras de uma forma diferente. 
Tenho a sensação que este é o dia do recomeço. Dói, mas é necessário. 


As terças-feiras são tristes. Sempre acontece algo ruim, algo pesado, algo triste. 
Não importa quantas vezes eu peça para o Cara da Roda Gigante me livrar do mal. 
Ele não atende às terças, e são dias difíceis. 


Lindas mesmo, são as quartas-feiras. Sabe o lance de "perder para ganhar"
Eu sofro nas terças para sorrir nas quartas. 
Sempre acontecem coisas legais e eu me divirto à beça. 


As quintas-feiras sempre são dias malucos. 
Sempre são dias estranhos, nos quais acontecem coisas diferentes. 
Ontem (quinta-feira), eu fui almoçar no shopping 
(Eu quase nunca almoço no shopping, porque tem vários lugares para comer perto do meu trabalho) 
com uma amiga que eu acho que está virando super amiga, 
ajudei um cara perdido na rua e levei-o até em casa, 
e poderia ter ido para o céu com essa boa ação, 
se não fosse pelo fato, de ter negado à minha vó meu kimono lindo AND perfeito... 

V: Eu amei sua blusa! 
L: É um kimono, vó... 
V: Eu quero para mim! 
L: Eu vou ver se acho, vó... 
V: Mas você não vai mais achar desse, e eu quero esse... 
L: Vou ver se acho um para a senhora, beijos! 

Ignorei, ignorei mesmo e ignoraria de novo! 
Não vou dar meu kimono lindo AND perfeito. Vou procurar um para ela. 
(Somente nas quintas rola umas dessas.) 


Sextas-feiras são mais leves. Mesmo sabendo que trabalho sábado, 
eu posso ser surpreendida com alguma coisa para fazer. 
Posso tomar uma cervejinha com os friends ou sair com algum crush. 
É um dia bom. 


Sábados são de filminhos! Meu programa preferido com Pepi. 
Chego cedo, preparo gordices, escolhemos um ou dois filmes, e assistimos até tarde. 
Penélope está sendo uma ótima companhia. 


Descanso e ociosidade mesmo, acontecem aos domingo. E.U.S.I.M.P.L.E.S.M.E.N.T.E.N.Ã.O.E.X.I.S.T.O.A.O.S.D.O.M.I.N.G.O.S.
Fim 
Eu gosto de descansar aos domingos, colocar as séries em dia, 
comer porcaria, escrever, ver meu amigo leal... 
Durmo cedinho, porque sei que vai começar tudo de novo. A mesma rotina e os mesmos dramas. 

Agosto foi embora e, mesmo sendo um novo mês, ainda consigo sentir o aperto no peito. 
Eu não quero que Setembro seja doce, apenas que seja leve.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Essa é minha vida, meu clube, é Larissa Diaries acontecendo ~Textão desabafo~


Raaaaay! Primeiramente, fora aquele que não deve ser nomeado nas olimpíadas. Segundamente (eu sei que não existe), venho por meio deste dizer: QUE SAUDADE DISSO AQUI! Uma vontade danada de chegar aqui e abraçar cês tudo! Mas né?! Tô aqui vivendo Agosto. 
Engraçado que, Agosto é o melhor mês do ano para mim e esse, de 2016, tá tão cagado, TÃO CAGADOOO, que olha, pensando em fazer limpeza. 
Agosto chegou como uma flechada nas costa. Primeiro dia do mês, e eu lá, chorando com a saída de uma amiga do trabalho. E mesmo sabendo que ela queria, isso me abalou profundamente. Como se não bastasse a saída dela, mais outra amiga saiu, e eu chorei, chorei, chorei... E bati de frente com meu primeiro pico emocional nessa temporada. 
Com o setor vazio e com a foto delas colada no meu pc, eu tentei sobreviver. Mas a verdade e que, com a saída delas, me rendeu mais trabalho, MAIS TANTOOOOOO!!! Que minha situ, no meu emprego, e de está com a pontinha do nariz para fora do mar, e, enquanto não melhora - Musa diz: Cê tá louca??? Não vai melhorar não, friend, pare! -, eu vou batendo o pé para não me afogar.
Agosto, meu melhor mês do ano ~RISOS~ me deu outro pico emocional. E o envolvido dessa vez, é ninguém menos que , também conhecido como meu carma e desencadeador dos meus problemas emocionais. 
Eu não sei mais - JURO MESMO - o que fazer para Zé, simplesmente, me deixar em paz. E o grande problema são as lavagens celebrais que ele faz com minha filha, é o prazer de jogar na minha cara que nada que eu faço é bom ou suficiente, e a pressão desnecessária, é a necessidade de mostrar para o mundo que é o melhor pai do mundo, e me cobrar o mesmo, sendo que nas entrelinhas, nada é assim... 
Essa semana, refletindo nessa pessoa maravilhosa, que tanto já falei aqui, preciso dizer: Zé foi a pior pessoa que já entrou na minha vida. Foi as portas do inferno mesmo. Eu não estou dizendo que não fui feliz com ele, não é isso. As páginas desse blog mostram que já fui feliz sim, mas é uma falsa felicidade, eu o amava, até mais que a mim, e estava cega. 
A pessoa nunca me apoiou em nada, nunca gosto do fato d'eu ser escritora, todas as vezes que fui estimulada por Zé, foi quando ele me depreciou, quando disse que não iria conseguir, que me sacudia e gritava que eu era uma derrotada, gorda, e eu ia lá e mostrava tudo diferente, mostrava que podia sim, que conseguia sim. O cara é completamente desequilibrado e bom, eu tive uma filha com ele, estou marcada a aguentar essa pessoa no resto da minha vida, como um cão raivoso em cima de mim, esperando qualquer vacilo pra me atacar. E de novo, não, eu não sei qual é problema comigo. Ele alega ser o fato de não suprir as expectativas dele como mãe, mas nós sabemos da verdade, né?! Doentinho, desequilibrado que tenta o tempo todo colocar Pepi contra mim. E sim, já sentei 375 milhões de vezes para conversar, tenho as mais maravilhosas conversas do Whatsapp - Ele me chamando de lixo para baixo -, e só chego a conclusão que é um caso a ser estudado, até porque, se ele é o pai perfeito e eu uma péssima mãe QUEM PAGA ESSE PREÇO SOU EU, QUEM NÃO VAI VIVER COM ELA SOU EU, QUEM VAI TOMAR NO CU SOU EU!! Mas ele sabe tanto que isso é mentira, que se dá ao trabalho de mentir, inventar historias para me difamar e fala mal de mim TODOS OS DIAS para a menina. 
O que me conforta é que Penélope é super inteligente, e quando chega em casa eu faço um trabalho de base com ela, de conversar, de mostrar as coisas como elas são, e detalhe: NUNCA FALEI MAL DELE, DA MULHER DELE, DA MÃE, NUNCAAAAAAA! Eu não preciso. Se ela, quando crescer, chegar em algum conclusão sobre isso tudo, não vai ser sobre minha influência. Eu só quero que ela me ame e saiba que pode contar comigo por toda vida. 
Sobre Zé, isso tudo para mim é lamentável. O cara me traiu, me abandonou, me colocou para fora de casa e eu não sinto nada. Não desejo mal, não acho que ele tem que se ferrar na vida, não torço para a relação dele, QUE ELE COMEÇOU ESTANDO COMIGO, dê errado, nada, nada, NADA. Por mim, teríamos uma relação de parceria, de boa mesmo. 
E se caso também não esteja claro, vou deixa: Eu não gosto de Zé, romanticamente falando, todos aqui sabem muito bem de quem eu gosto. E o desabafo acima - Que nem deveria ter rolado, mas olha a energia do ser, né?! Faz até a gente fazer textão. -, foi para deixar claro o porque ele fode tanto com meu emocional, já que só quem abala, meu emocional, é minha filha, e ele sabe disso, enfim... SIGAMOS. 
Aproveitando a oportunidade e falando de quem eu realmente gosto - Musa diz: Sério? Jura que vamos mesmo falar dele? -. Não nos falamos há um mês e isso me fez um bem danado. Sair do What disposta a deixar essa relação para trás e, olha, estou conseguindo. 
O tempo é mesmo lindo! Eu já não penso mais como antes, eu não fico mais desesperada quando passa uma música que me remete a ele e nem me lembro a última vez que chorei no ônibus. Está passando, está mesmo passando, porque o que mais quero é que passe mesmo, é que esse amor acabe de vez. 
Uma das últimas coisas que me peguei pensando, foi como eu ficava desesperada tentando entender porque ele tinha entrado na minha vida, e agora me contento que só foi mais um laço, me trouxe algumas lições e ponto. Daqui a pouco vira uma lembrança das paredes da memória e nada mais. AMÉM! 
Por fim, eu estou bem. Não parece, né?! Mas estou mesmo, essa é a temporada de cuidar da minha energia, e eu só quero isso, cuidar dela, cuidar da minha vida, cuidar das minhas coisas, cuidar de Penélope, focar no que realmente vale, entendendo que um monte de coisa na minha vida não é para ser e que para todas as outras coisas, só o tempo. 
A verdade é que 2016 é um ano de crescimento, é o primeiro ano que apanho para caralho, mas aprendo, mas entendo os processos, não fico culpando a vida, Deus, e o mundo todo pelas merdas todas. Essa é minha vida, meu clube, é Larissa Diaries acontecendo. Eu xingando o roterista que tenta ser meu amigo, brigando com o diretor que tenta consertar a bagunça toda e o produtor, que não falo mais, porque, como sempre, ferra com tudo.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Oblivion: Pagando Os Preços e Aprendendo As Lições - Temporada Completa

NEGAÇÃO

Imagine: 

Eu. Uma fila. A gargalhada do Agiota. E o mp3 no último volume ao som de "Oblivion"...


Oblivion, também conhecida como a temporada de pagar preços, veio como um tranco. Nocauteou-me e me deixou desacordada no chão. 
Eu me vi naquela fila mais uma vez, negociando com o ‘Agiota’, argumentando que já tinha atravessado o deserto e que ele pegasse leve comigo. Mas o Agiota, assim como a vida, não é benevolente nem altruísta. Muito menos caridoso. Ele é sádico. Principalmente com aqueles que lhe devem algo. E eu estava fazendo parte disso. 

L: Eu já comecei a pagar! - Gritei para o Agiota - Parece que está sendo fácil, mas não está. Perdi muita coisa e... 
A: Você ainda não perdeu nada! Inventou uma palhaçada de retiro no qual nem conseguiu meditar e agora vem na minha mesa dizer que já perdeu muita coisa! Acorda! O jogo está apenas começando. Essa é a temporada de pagar os preços. Agora é a hora de perder... Acenda um cigarro e bem vinda de volta... 

E ele tinha razão. Mesmo negando e não aceitando, no fundo, eu não tinha perdido nada e, tampouco, aprendido algo. O jogo estava apenas começando e foi nesse momento que aprendi a primeira lição: Todas as suas ações tem consequências. 

RAIVA 

Apenas imagine: 

Eu. Um guarda-roupa. Cartas de cobrança pelo chão e um som que tocava repetidamente a música "Black"... 


O tranco veio mais cedo do que eu imaginava. Começou em uma madrugada, às 3 da manhã, enquanto eu escrevia a primeira carta para o Comendador. Senti, então, o gosto da indiferença. Naquele momento, caíram todas as fichas das consequências do que eu tinha feito, mas sentia raiva - eu não tinha feito isso tudo sozinha.
Claro! No primeiro momento, eu mentia pra mim mesma que estava bem, que tinha superado, que estava fechando a porta... Ledo engano. A verdade é que eu estava devolvendo a caixa de ferramentas para o Cara da Roda Gigante e saindo do guarda-roupa.
Perceber o que eu tinha feito com meu carro - Lê-se minha vida - me fez protagonizar cena de choro em todos, TODOS os lugares possíveis. Rever quem eu era e qual a minha posição na vida das pessoas ao meu redor foi horrível. Eu sair mesmo do guarda-roupa e isso me irritava. Eu estava ouvindo as pessoas e elas estavam gritando verdades. Zé, minha mãe, meus amigos, o Comendador - todos tinham algo a falar e não eram coisas boas, eram coisas ruins, tanto que me vi em um ringue de boxe, levando a surra da minha vida, e, claro, eu perdi. 
Eu ainda sentia raiva das pessoas e tentava justificar os meus erros nelas. Eu achava que tinha a verdade absoluta e todos que não se encaixavam no que eu acreditava estavam errados. 
Esse foi o período mais solitário da temporada. Foi o status quo, no qual eu, com medo de errar de novo, fiquei quietinha na minha. Eu malmente falava com a Mary e Doroth e estava a maior parte do tempo só. Eu saía sozinha, comia sozinha, falava sozinha. O meu mp3 e o Radiohead viraram meus melhores amigos. Foi graças a eles - e, óbvio, o Cara da Roda Gigante - que aprendi mais duas grandes lições: Ninguém é responsável pelas suas escolhas e, principalmente, pelos seus erros. E estar sozinha me mostrou que a gente também pode ser feliz sozinho. 

NEGOCIAÇÃO 

Imagine: 

Eu. Deitada na cama. Sorrindo. Com “What A Fool Believes” ecoando na minha cabeça... 


Dois meses depois e eu e o Comendador voltamos a nos falar. EU ME SENTI BEM PARA CARALHO. Eu vi luzes em todos os lugares. Eu sorria sem parar. Saber que ele estava bem me confortava. Soube da Coleguinha também, que já estava namorando e tudo. Essa culpa de ter destruído o relacionamento alheio não cabia mais a mim e isso animou os meus dias. O que durou muito pouco. O Comendador ainda tinha muita mágoa de tudo que tinha acontecido e, mesmo se aproximando, nada havia mudado - nós não éramos mais quem havíamos sido um para o outro. As coisas haviam mudado. E, mesmo escrevendo a segunda carta para ele, negociando e mostrando que as coisas não eram como pareciam ser, não importava, o que estava feito, estava feito. Whatever.
Nesse período, reorganizei minha vida inteira; barganhei com todos. Sentei com minha mãe e colocamos todos os pontos nos is sobre nossa relação. Mudei meu horário de trabalho para disponibilizar, mais ainda, minha vida para Pepi. Tive conversas épicas que me fizeram refletir e melhorar como pessoa. Negociei, também, com o Cara da Roda Gigante. Na verdade, Ele foi com quem eu mais barganhei. E aprendi mais uma lição: não importa o quanto você barganhe - quando você precisar pagar preços, você vai pagar. 

DEPRESSÃO 

Apenas imagine: 

Eu. A Musa. Minha cama. Eu chorando copiosamente ao som de “Wish You Were Here”... 


Junho chegou e veio cumprindo o combinado: arregaçar com tudo. Trouxe à memória o quanto ele é o pior mês do ano pra mim e o seu drible carretilha. Lembrei-me da temporada “Hell”, dos laços da minha vida, de como eu sou um fracasso e que, não importa o que eu faça, não vou conseguir. Então, ao perceber isso, fiz o que qualquer pessoa normal de 12 anos faria... Chorei. Chorei muito. Chorei TUDO. 
No ônibus, protagonizei cena de choro, praticamente, a temporada inteira. Ele virou meu local de reflexão. Questionava coisas como “Onde foi o ponto em que minha vida virou isso tudo?”, “Como eu vejo, sinto e vivo tanto essas coisas?”, “Por que tanta dor?”, “O que fiz mais para os preços serem tão altos, tão doídos, tão sentidos?”, “Porque minha historia não é diferente?”... E, sem resposta, eu chorava mais. 
Nessa fase, aprendi a me refazer - mesmo querendo desistir, deitar em posição fetal e chorar. Estava tomando as porradinhas da vida. Caindo. Chorando. Levantando. Tentando reverter o quadro. Aprendendo que nada acontece como eu quero, até porque, eu preciso definir muito bem o que quero e preciso me bastar, entender como é bom estar bem comigo mesma para alguém entrar na minha vida. 
Essa é Oblivion, não sendo só a temporada de pagar preços, mas de aprender lições, também. 

ACEITAÇÃO 

Imagine: 

Eu. O Cara da Roda Gigante. O Sabotador. Mulheres cantando uma música que jamais saberemos qual era... 


Depois de todas as reflexões possíveis, depois de chorar muito no ônibus, tomei um vraaaaaa da vida - e da Musa também -, que gritava que, mesmo que eu quisesse, jamais estaria sozinha. 
Eu tenho os melhores amigos do mundo – os que me amam, me aceitam e lutam por mim. Amigos que não desistiram de mim, até mesmo quando eu desisti deles. 
Nessa etapa, eu tentei, ao máximo, honrar o nome desta temporada, mas foram dias difíceis. Estava lutando pelo Noah da minha cabeça e aprendendo que escolhas são excludentes. Tive a última conversa com o Comendador e, mesmo sentindo todo o amor, vi que ele também já havia feito sua escolha, e, mais uma vez, não era eu. 
E lá estava eu, de novo, anotando as lições no caderninho, aprendendo que as pessoas não são iguais e têm percepções e mundos diferentes – o que pode ter sido fácil para mim, não é para o outro. 
A última onda veio. Levou os pesos, as cobranças e, até, o banzo. A época de colheita havia chegado, e eu já havia pagado os preços. Aceitei e parei de tentar mudar coisas que não havia conserto.
Por fim, fui ao inferno mais uma vez, assumindo que havia perdido e que não valia mais a pena lutar. Aprendi que arrependimento faz parte do processo, e essa foi a maior lição de Oblivion: Você pode até ferrar tudo, mas vai pagar por isso até o último minuto, até a última gota, errando, levantando a cabeça e, acima de tudo, vivendo e aprendendo as lições da vida.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Episódio de hoje: Estratégias para destruir o Sabotador

Para ler ouvindo "High Hopes" - Pink Floyd

Era a terceira vez que eu parava para vomitar. Não sei, mas voltar àquele lugar me deixava enojada. Talvez pelo cheiro, ou pelos gritos, ou, até mesmo, pela energia que estava no ar, fazendo com que eu lembrasse de todas as dores e das coisas ruins que me aconteceram, e, principalmente, me fazia lembrar da última vez que estive aqui. 

P: Você aqui?! - Falou um dos Príncipes das Trevas - Veio entregar as armas de novo, Fraca? 
L: Não. Vim falar com você. Diga a ele que estou aqui, e quero lhe falar. - Falei alto, tentando não escutar os gritos ao meu redor. 
P: Por favor, madame! - Ele falou se curvando e fazendo reverência debochadamente - O senhor sabia que você vinha. 


Seguimos para o Castelo de Ouro e me lembrei o quanto ele era lindo. Passamos por corredores, e, por trás de cada porta, ouvia um gemido diferente. Nos esbarramos com uma mulher que, aparentemente, havia fugido de algum dos quartos. Ela caiu nos meus pés e gritou desesperadamente "Me ajude! Por favor, me ajude!". Os Dementadores chegaram logo depois, sugando todas as suas energias. Um deles veio até mim e começou a sugar as minhas também. Caí de joelhos sentindo todo o resto de felicidade que existia em mim se esvair. Tonta, ouvi o Príncipe das Trevas dizer "É visita real, ele não vai gostar de saber que fez algo com uma coisa dele". Sem forças, sussurrei "Eu não sou uma coisa e muito menos dele..." 
Senti o Príncipe me levantar pelos braços, mas não conseguia ficar em pé. Ele me sacudiu e eu vomitei mais uma vez. Ele colocou meu braço sobre seus ombros e entramos em um corredor cheio de mulheres, que cantavam uma canção que me fazia chorar, mas não conseguia identificar qual era. Elas dançavam com véus de várias cores e, quando íamos passando por cada uma, elas sussurravam no meu ouvido coisas como "Fraca", "Perdedora", "Quando vai descer de vez?", "Eu quero te machucar", "Quero te ver sofrer"... 
Chegamos à Sala Real do Castelo de Ouro e senti o meu sangue pulsar pelas minhas veias, meu coração acelerou como se tivesse levado um choque e eu já não precisava mais da ajuda do Príncipe das Trevas para caminhar. 
Enquanto caminhava, ouvia os cochichos e risos de todos que estavam na sala. Olhei ao redor e nada havia mudado, eram os mesmos príncipes, guardas, legiões e escravos. 


S: Um bom filho à casa torna! Não é essa a frase de efeito que criaram com base naquele livro cheio de mentiras, para que toda vez que um filho nos deixasse, se arrependesse e voltasse, justificar as merdas que ele fez? Eles ainda dão um ponto de atenção ao "bom", mas fico sempre a me questionar: um BOM filho deixa mesmo os seus pais? HAHAHAHAHA! Deixa, né? Olha onde estamos... - Falou o Sabotador, levantando do trono de ouro e sendo mais sarcástico do que o normal. 
L: Não sou sua filha. Na verdade, não temos ligação nenhuma. Nem sua serva sou! Além de velho, tem ficado louco? - Falei sorrindo e no mesmo tom sarcástico que o dele. 
S: Mas poderia ser, o que deixa claro que você sempre faz as piores escolhas, mas isso você sabe muito bem.
L: Bom, eu não tenho tempo a perder... - Neste momento, comecei a tirar toda a minha armadura, joguei a espada e as cartas no chão. 
S: Dessa vez, você desistiu mais cedo... Sabe que não poderia me enfrentar, não é? 
L: Não, eu fiz isso por mim. Aprendi a lição: não devo lutar por coisas que não valem a pena... 
S: Então, está dizendo que o seu Noah não vale a pena?
L: Não, não vale. Assim como eu não valho para ele. 
S: Que interessante... - O Sabotador desceu do altar, parou na minha frente e olhou dentro dos meus olhos - Está muito fácil. Da última vez que esteve aqui, chorou copiosamente, pediu pela vida de Zé... O que mudou dessa vez?
L: Como disse antes, eu aprendi as lições. Desistir também um ato de coragem e... 
S: Você é fraca! É por isso que você desiste. Não me venha com frases de efeito, que Ele, supostamente, O Todo Poderoso, diz para te confortar. Acha mesmo que vai passar pelas coisas e não vai pagar, não vai sofrer, não vai sentir? Do lado dele sempre foi assim. Eu sei como se sente, eu já estive do seu lado também. Não te incomoda o fato de lutar, lutar, lutar e seu carrinho nunca sair do lugar? 
L: A colheita vai chegar, as coisas boas também virão. 
S: HAHAHAHAHAHAHAHAHA! Você me faz gargalhar! Mesmo depois de séculos, eu ainda vejo ele fazer as mesma promessas "Sirva a mim, passe pelas provas, seja obediente e terá um lugar no céu..." - O Sabotador falou com a voz imitando o Cara da Roda Gigante - Ele não quer que você viva! Ele te tira tudo o que é natural, o que a carne implora, o que é normal. Você deixa de viver na esperança de um futuro que não existe, de um céu que não existe. 
L: Onde estamos? 
S: O quê? Como assim? Estamos na minha casa! 
L: Onde é? - O Sabotador me olhou sem entender os questionamentos.
S: No inferno, no melhor lugar de todos os mundos. 
L: E o céu não existe? - O Sabotador abriu a boca e antes que pudesse falar continuei - Não, você não precisa falar nada, não tente me convencer. Eu já escolhi meu lado há muito tempo, quando desci as águas, quando conheci, verdadeiramente, o Cara da Roda Gigante. 
S: Você é uma perdedora que, se depender de mim, não vai conseguir nada. Sabe, sorri ao ver você chorar implorando pra ficar com ele... E não vai acontecer, você perdeu.
L: Bom, eu reconheço, perdi essa batalha... 
S: Mais uma! Claro, não foi tão divertida como na outra temporada, onde te vi sangrar... Foi realmente delicioso.
L: Sim, mais uma - Cheguei mais perto do Sabotador e olhei dentro dos seus olhos - Mas não esqueça, a guerra não acabou, e eu não tenho medo de você. Quem olha por mim não dorme, e, enquanto tiver vida, eu jogo do outro lado. - Tirei do bolso uma fita vermelha, desfiz o laço e cortei-a no meio - Acabou, seu laço foi desfeito. Até a próxima! Afinal, eu sei que você não vai desistir de mim. 

Virei de costas e tentei sair mais rápido possível daquele castelo. Ouvi o Sabotador me xingar e me jogar pragas. Ao sair completamente do castelo, tomei o sangue do Cara da Roda Gigante para que, quando voltasse, não carregasse comigo toda aquela carga negativa e maldições. Tudo isso eu deixei lá, no inferno. 
Após caminhar por algumas horas, senti a mochila pesar. Sentei no chão do deserto e chorei copiosamente. 


L: Eu não tenho mais forças... - Sussurrei. 
C: Tem sim. Eu estou orgulhoso por você. - Abri meus olhos e já estava em um campo florido. Do meu lado, O cara da Roda Gigante sorria. 
L: Não foi fácil dizer que o Noah não valia a pena. Não foi fácil voltar lá. Estar no inferno é como reviver todos os seus erros, e a sensação é como se estivesse com balas no peito. Eu não quero mais voltar lá. 
C: Eu não posso te garantir isso. Como você mesmo disse, estamos em guerra, ela não acabou... 
L: É difícil abrir mão de algumas coisas... 
C: Escolhas. Você está abrindo mão de coisas antigas e está abrindo espaço para coisas novas - O Cara da Roda Gigante tirou minha mochila das costas - Você trouxe todas as peças? 
L: Sim - Falei desanimada. 
C: Vamos, levanta, temos um carro pra consertar... 
L: Eu quero ficar um pouco mais - Deitei na grama e olhei para o céu - Faltam 3 dias para Oblivion terminar e o que eu mais quero é descansar nesses dias... Mas o Senhor pode ir. Melhor, deve! Será que meu carrinho vai subir? 
C: Para o topo! 

O Cara da Roda Gigante saiu e eu comecei a chorar mais uma vez. Meu corpo doía, minha cabeça doía, meu coração doía. Eu perdi mais uma vez, desisti. "Ele sempre ganha", pensei. 
Coloquei as mãos nos bolso e senti um pedaço de papel e um tecido. Era um pedaço da fita vermelha, e uma das cartas que deveria ter ficado no inferno. "Não acredito!", esbravejei. Abri a carta que escrevi para o Comendador e li seu título: "A última Carta". Apertei-a sobre meu peito e chorei mais uma vez, fechei meus olhos e pensei: 

- O amor não acabou.

domingo, 10 de julho de 2016

Sobre o meu desgraçamento de cabeça


Para ler ouvindo: "Hey You" - Pink Floyd

Não, eu não estou bem. É horrível falar isso na última semana de Oblivion, depois de ter passado a última onda e já ter começado a época da colheita, mas não, eu não estou bem. 
Vamos lá, eu tenho Pepi, que de longe é a melhor coisa que já fiz em toda, eu disse TODA, minha vida. Eu sou uma pessoa feliz por ter uma filha tão incrível. Eu tenho um emprego, o que na situação atual do país, isso é muito bom. Meu emprego não é o que eu quis fazer toda a minha vida, nem sonhei com isso desde criança, e não, eu não sou uma pessoa realizada profissionalmente, mas é um emprego bom, com uma gestão muito boa, com tudo que um emprego normal tem. Eu tenho saúde física - Ou acho que tenho já que nunca mais fiz um check up -, consigo ter força para fazer tudo e um pouco mais. Eu tenho uma casa, comida na mesa, família, amigos... Eu sei. Eu tenho tudo para está feliz, mas não, eu não estou feliz. 
O que tem acabado com meus dias e tirado a minha paz, é o tal desgraçamento de cabeça. É essa dor que não passa, são os pensamentos constantes, e o acordar de madrugada, ou o passar de dias inteiros pensando nesse desgraçamento. E o meu desgraçamento tem nome e sobrenome:

Comendador Jose Alfredo 

Se passaram 4 meses e eu não esqueci o Comendador. Não que eu não queira, ou não me esforce, na verdade, eu não suporto gosta dele, eu odeio isso de verdade. 
Lembro, que logo depois que terminei com Zé, passei meses querendo encontrar alguém que me balançasse. Lembro também, que antes de conhece-lo, passei por varias pessoas e não conseguia sentir o calor, a paixão. Era tudo tão momentâneo e fugaz... Lembro que, certa vez, senti falta de sentir isso o que sinto hoje, o amor, o amor por alguém, que antes acreditava que jamais voltaria a sentir. 
E o Comendador surgiu. Como se tivesse saído dos rabiscos da minha agenda. De blusa de banda, uma câmera na mão e com os ouvidos mais afinados para música que eu já vi. Acredito que essa seja a única coisa que temos em comum, nós não tocamos instrumentos, mas falamos de música com uma base, como se já tivéssemos tirado todos as nossas músicas preferidas no violão. 
O Comendador foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida no último ano e a pior também. O cara bagunçou tudo. Me fez mudar de lado, opiniões, discursos. Abaixei bandeiras e coloquei minha cara a tapa para julgamentos. Com essa historia toda, aprendi lições e paguei preços, deixando claro, que tudo isso por escolhas minhas. Mas não tinha como não escolhe-lo, o Comendador é o cara, aquele que confabulei anos na minha cabeça, ele é o cara sim, pra mim. 
O ruim dessa historia linda and perfeita, é que nossa historia veio com prazo de validade, começou do lado negro da força, e mesmo que eu lutasse, eu não iria sustenta-la por muito tempo. Sim, eu também baguncei tudo, também quebrei a banca e dei o xeque-mate. 
Entramos em um caminho sem volta, e parece que não importa o que eu faça, não vamos voltar para a luz. Não existe mais nós, não somos mais prioridades e estamos a um passo de virar, o que eramos antes, completos estranhos. 
E isso tudo dói, dói muito, dói tanto. Eu acordo, e após 10 minutos, o sorriso dele vem, descaradamente, na minha mente. Quase uma hora depois, estou chorando no ônibus lamentando por tudo que fomos e deixamos de ser. Durante o dia, sorrio com as piadas que ele faz em grupos que temos em comum. A noite, choro mais um pouco, antes de dormir ou na madrugada, quando acordo e penso em ligar para ele só pra ouvir sua voz. 
Eu sofro de desgraçamento de cabeça, e eu não posso dividi-lo, não posso compartilha-lo com alguém, é uma dor minha, das escolhas minhas
É importante deixar claro, antes de começarem a me julgar, que não, eu não estou triste por minha vida amorosa ser uma piada, por eu não ter alguém, um homem do lado, eu não estou triste por isso, não SÃO ESSAS COISAS. Eu estou triste por amar alguém que não quer ficar comigo, eu estou triste por amar alguém que não deveria amar, eu estou triste por tudo que fizemos um com o outro, estou triste por sentir dores emocionais todos os dias, estou triste por chorar todos os dias dentro de um ônibus pelo mesmo motivo, estou triste por querer falar/ouvir e não poder, estou triste pela perda, falta, saudade ou qualquer coisa que esse desgraçamento seja. Eu não quero mais entende-lo, eu só quero que ele passe e desencaralhe de vez a minha vida.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Talvez ele seja o Noah - Aprendendo as lições (Season Finale)


Eu senti as gotas da chuva no meu rosto, o que me fez despertar. Naquela manhã não fazia sol, a previsão do tempo já havia alertado sobre tempestades e temperaturas baixas, mas eu não me importava, me sentia confortavelmente bem naquele muro. 


M: Está chovendo, você não vai sair daí? - Virei e vi Musa, com roupas de frio e um guarda-chuva chegando ao muro. 
L: Não, está tudo bem, eu gosto de sentir a chuva... 
M: Isso é mentira, você odeia se molhar de chuva, odeia guarda-chuvas, capa e tudo que te remete a chuva, tá mentindo pra mim, puta? 
L: Musa, eu só quero ficar aqui, me deixa, o que você tinha pra me falar, já falou... - Sentei no muro colocando as pernas de cada lado. 
M: Então é isso? Eu não acredito! Eu não imaginei que nossa conversa te abalaria tanto... - Falou Musa subindo no muro e sentando do meu lado. 
L: Não? Really? - Falei olhando para ela profundamente - Você me conhece, sabe que me abalaria... 
M: Você entende por que o fiz? Entende que você precisava se ouvir... São quatro meses, você precisa reagir... 
L: Não fui eu que fiz essa escolha, Musa, sabemos disso, foi o Comendador. ELE escolheu não está comigo. ELE não quis ficar comigo. Eu sempre o escolhi, sempre. 
M: Então, ELE FEZ! Sigamos em frente, acabou! Por que você ainda está aqui, em cima do muro? 
L: Por que eu tenho dias bons e ruins. E nos dias ruins, aqui é um bom lugar para pensar. 
M: Então hoje é um dos dias ruins... - Falou Musa revirando os olhos. 
L: Sim. Hoje acordei com ele no olhar, me lembrei da sua voz, do sorriso, do cheiro... Esses dias são horríveis, porque me pergunto tanta coisa... Se ainda estaríamos juntos, se eu ainda seria a outra, como seria nossas vidas se não tivesse acontecido o dia fatídico... 
M: Lara, jamais saberemos. - Musa se acomodou no muro, colocando as pernas de cada lado, e olhou nos meus olhos - Acabou. É passado, já foi. Eu não quero mais te ver assim, não quero que sofra mais, não vale a pena. 
L: Musa, eu estou bem, de verdade. Eu paguei os preços, eu mereci passar por tudo que passei... 
M: Sim, você pagou os preços, não há mais nada pra pagar, a última onda passou, agora é a época da colheita - Musa pegou em minhas mãos - Lara, só passamos pelo que queremos ou merecemos. Você está passando por tudo isso por que você quer, você ainda mantem acessa a chama do luto, do amor, e revive tudo relacionado a ele. Você está se permitindo a isso. - Nesse momento, as lagrimas começaram a rolar, e musa as enxugou - Eu sei que não escolhemos quem amar, eu sei que você o ama, eu sei que ele é o Noah, mas acabou. 
L: Obrigada, Musa, eu não sinto raiva por tudo que você falou. Você tem razão, você É a minha voz da razão, no fundo eu sempre soube, eu paguei por escolhas minhas, e estou aqui, assumindo-as...
M: Então vamos? Está frio, nos odiamos o frio! - Musa desceu do muro e estendeu a mão.
L: Não, eu não vou, eu quero ficar aqui. Preciso ficar só, me ouvir, respirar e me ouvir... 
M: Tudo bem, mas não se esqueça que você já pagou tudo, essa historia acabou, não se martirize mais. 

Musa seguiu para casa e a chuva parecia cessar. Deitei no muro e olhei para o céu, vi um arco-íris se formar e sorri. 


D: É lindo, né? - Disse a Deusa do Vento se aproximando do muro. 
L: Deusa? O que faz aqui? - Levantei e sentei no muro, ajudei-a a subir e sentar do meu lado. 
D: Vim te ver... - Abrir a boca para falar, mas Deusa colocou as mãos nos meus lábios e impediu de falar - Está ouvindo? Respire, feche os olhos e tente ouvir... - Fiz o que ela pediu, fechei meus olhos, respirei e tentei ouvir algo, mas só havia silêncio. 
L: Não? O que é? Não ouvir nada... 
D: Lembra que eu disse, que quando fosse fazer a sua escolha, você precisava ficar em silêncio e se ouvir? 
L: Sim, você disse que eu deveria silenciar todas as vozes da minha cabeça, respirar e me ouvir... 
D: Esse é um bom momento para isso. Você conseguiu silenciar as vozes, consegue refletir sozinha, você aprendeu a lição, amadureceu... 
L: A última onda levou muita coisa, e pedi que deixasse só o que fosse bom. Eu paguei os preços, Deusa, é época de colheita e das coisas voltarem aos seus devidos lugares... 
D: Bom, a colheita ainda não começou, a plantação mal acabou, os preços foram pagos; o que não significa que você não terá novas coisas para pagar, não é isso, mas é a temporada de bonança. Os dados foram lançados, ciclos mudaram, mas a semente ainda está germinando, é o inverno, você só vai colher mesmo na primavera, próximo do seu aniversário, quando as flores e frutos estiverem em pé... 
L: Ainda? Jura? E há quem diga que esse é meu ano... 
D: E é, tire as escamas dos olhos, veja além, não se limite a ver o que está na sua frente, e nem nada que parece ser. Enterre os achismos e acima de tudo, se ouça, essa é a fase para isso, a temporada está acabando, reavalie, pense, e faça sempre o que for melhor pra você... - Deusa desceu do muro e começou a caminha, sem virar para trás, gritou - Eu preciso ir, fique bem. O arco-íris é realmente lindo, aprecie sua beleza. 

Vi a Deusa do Vento desaparecer pelo horizonte. Deitei mais uma vez e observei a chuva molhar o meu rosto. Sorri para o céu e apreciei a maravilha do arco-íris. Fechei os olhos e pensei "Obrigada, Cara da Roda Gigante, o senhor é o melhor!". Abrir meus olhos e vi o arco-íris desaparecer. 


L: Não, não vai embora... - Choraminguei, ainda olhando para o céu. 
C: O sol precisa aparecer... - Falou o Cara da Roda Gigante se aproximando do muro, sentei e olhei com cara de surpresa. 
L: O que faz aqui, o senhor tem um carro pra consertar! - Falei sorrindo. 
C: Vi observar você de perto, saber sobre os dias ruins e bons. 
L: A Musa que te chamou? Gente, eu fico chocada como minha credibilidade não serve de nada com vocês... 
C: Ela está preocupada. 
L: E o senhor? Não está? 
C: Não, você é forte, e vai ficar bem. 
L: Isso me conforta muito, estou na merda, mas né, vou ficar bem. - Falei sorrindo e debochando de toda a situação. 
C: Você aprendeu as lições de Oblivion, ainda está um pouco perdida, mas sabe o que não quer, aí, bem no fundo, sabe. - Senti um calor invadir meu coração e aquecer todo o meu corpo. 
L: Eu não quero mais ele. 
C: Agora você vai abrir os braços em cima do muro? E gritar para todo mundo ouvir? - O Cara da Roda Gigante ironizou - Isso não vai mudar o que você realmente sente, mas se fizer você se sentir melhor, vá em frente. 
L: A questão não é mostrar para as pessoas, não é assumir uma mentira para o mundo, é o melhor, o melhor para mim, é escolher seguir em frente, porque mais uma vez deu tudo errado, mas uma vez vivi uma coisa que poderia não ter vivido. 
C: Você acredita nisso? Então acredita que não era para ele ter aparecido na sua vida, que não era pra vocês se relacionarem, que ele não é o Noah? 
L: Eu não disse isso. Ele É o Noah, mas as coisas não aconteceram como eu queria. Como deveria ter acontecido. 
C: Existe uma diferença entre como as coisas deveriam acontecer e como você queria que acontecesse. Eu te dei o Noah, não em uma situação confortável, mas dei. Você estava com o controle na mão, você armou as estratégias, você tomou decisões, você queria que as coisas fossem do seu jeito, e não como elas deveriam ser. Eu dei. Você deu permissão, com suas atitudes, para o Sabotador tomar. As responsabilidades e consequências são suas. 
L: Eu sei, eu entendi issoentendi que ele é o Noah, entendi que foi o senhor que me deu, entendi que paguei os preços de coisas que escolhi, assumi todas as consequências, eu sei, estou consciente disso. 
C: Você aprendeu as lições. Saber se ele era o Noah ou não, não iria te imunizar de pagar os preços. E você entendeu isso. 
L: Aprendi na marra, né?! Tomando porrada, vendo o cara me desprezar, ver o cara me amar e escolher não ficar comigo, porque acredita que tudo que fiz foi pra destruir a vida dele, ele fez as suas escolhas, estou fazendo as minhas. 
C: Larissa, as coisas não são como parecem ser. Essa foi à frase mais falada por mim nessa temporada. Ouça. 
L: Estou ouvindo, na verdade, fiz isso essa temporada inteira. Ouvi, ouvi tudo, ouvi todos, tomei até atitudes contrarias as minhas, achando que estava fazendo o certo, quando na verdade, as respostas, decisões e escolhas estavam dentro de mim. Sim, eu aprendi, mais do que nunca, eu aprendi. - O Cara da Roda Gigante olhou para o céu, olhei também e percebi que a chuva estava ido embora, e as nuvens começavam a ficar em uma cor mais clara, o que antes era cinza, ficava azul. - Eu achava que estava desistindo do Noah, mas eu atravessei o deserto sozinha, ele não estava lá, eu não podia desisti de alguém que não estava do meu lado, que não estava comigo. 
C: Essa era a maior lição de toda essa historia com o Noah. Você está sozinha. Você fez tudo sozinha. Plantou sozinha, sobreviveu a última onda sozinha, você viveu o luto sozinha... - Ele voltou a olhar para o céu, agora o sol ensaiava aparecer - Você. Você é a sua Musa, sua Deusa, a senhora da SUA razão. Lara, é você aqui. Quem decidi o que realmente vale a pena, não são as cartas, ou os achismos, ou as pessoas que acreditam que é o melhor para você... É só você. Você é forte, resiliente, e eu disse que ficaria bem, nós acreditamos um no outro, o grande lance é acreditar. 
L: Eu acredito, e confio em você. 
C: Você não precisa provar nada, você precisa se ouvir, refletir e jogar os dados, escolher o que quiser, qualquer lado do muro, e até, o controle de volta, quem faz sua vida é você, e você escolhe no quê apostar as fichas - O sol apareceu e o dia ficou lindo - O que você quer? Vai continuar em cima do muro, vai escolher lados, escolher pessoas, o que você quer fazer? 
L: Bom, sobrevivi a última onda, já plantei tudo que tinha que plantar, a colheita daqui a pouco começa... 
C: Você aprendeu as lições!
L: Sim, eu aprendi as lições! Deu um monte de coisa certo e errado. É, tá aí uma coisa que aconteceu mesmo, eu aprendi. - Eu olhei a minha volta, olhei todo o muro, olhei os lados, pulei, dei a mão ao Cara da Roda Gigante e falei sorrindo - Sabe mesmo o que eu quero agora? 
C: Cuidado com o que você pede. A última coisa que você pediu, te trouxe até aqui, nessa jornada. - Ele beijou minha testa e colocou o braço nos meus ombros, me abraçou de lado, e me olhou profundamente - Então? 
L: Eu quero acordar.

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