terça-feira, 21 de junho de 2016

Talvez ele seja o Noah - Deusa do Vento

                            Talvez ele seja o Noah - Silêncio


M: EU SABIA! - Vibrou Mary - E agora? 
L: Eu não sei. 
M: Como assim não sabe? Ele é o Noah, o homem da sua vida! Vai rolar... 
L: Eu acho que não... - Falei sentando do lado de Mary - Conversamos durante toda a terça-feira, depois ele não falou mais, me ignora nos grupos, eu não entendo... E eu acho que ele já tem outra pessoa... 
M: Oh, amiga, talvez nem seja, talvez seja insegurança mesmo, depois de tudo que aconteceu... 
L: Porque você está defendendo ele? Você sempre faz isso! - Levantei e comecei a andar pelo quarto de um lado para outro. 
M: Eu não estou defendendo, estou dizendo que, do mesmo jeito que você acha que ele tem alguém, pode não ser. É igual quando teve o show, que vocês estavam se falando, lembra que você se empolgou e começou a viajar dizendo que se ele fosse, era para vocês ficarem juntos e tal? Poderia ter acontecido várias coisas pra ele não ir, outros compromissos, as vezes não tava com vontade, e não porque não queria está com você... 
L: Tá, Mary, você sempre fica do lado dele - Falei revirando os olhos. 
M: Não, você que ver as coisas como você quer, as pessoas são diferentes, mapas diferentes, você me mostrou isso, ele está chateado, decepcionado, triste, e nem por isso deixou de te amar... 
L: Que tipo de amor é esse? Que prefere ficar longe, que fala em um dia e ignora no outro? 
M: Ele é assim, friend, e você sabe disso. Isso não significa que ele não gosta de você. Nem tudo é como a gente ver

Eu tentava entender o que a Mary falava, mas eu não conseguia. Jamais vou conseguir entender alguém que ama você, mas escolhe não está com você por qualquer motivo que seja. 
Aos longos dos dias, ensaiamos algumas conversas, ele se pronunciava diretamente a mim nos grupos, mas ainda se mantinha distante. Certa noite, após chegar de pileque às 3 da manhã, escrevi-lhe uma carta de amor, que foi ignorada com sempre. Essa dança de gato e rato me irritava profundamente. Eu me sentia uma idiota. Tentava entender o que todos diziam, sobre o jeito dele, sobre o tempo, não entendia, e nunca vou entender. 
Em paralelo a isso, o que animava meus dias, era meu trabalho, amo dar treinamento e Gestão de Pessoas é o que eu gosto de fazer. E foi dentro de uma sala de treinamento que conheci a Deusa do Vento
Durante todo o treinamento ela quase não falava, me observa com atenção, mas não falava. Um dia depois que o treinamento acabou, descobrir quem ela realmente era, e o porquê de ter aparecido na minha vida. 


D: Nossa! O que houve com você? 
L: Oi, Deusa! Como assim? O que teve comigo? - Falei fazendo cara de espanto, afinal, Deusa quase não falava - Eu estou bem. 
D: Não está não, sua energia está baixa, você não está bem, talvez seja a passagem da lua no seu signo, você é de Libra, né? 
L: Sim! - Sentei ao seu lado, ainda sem entender o que estava acontecendo. 
D: Sabe seu ascendente? 
L: Em aquário.. Na verdade, antes saia muito em Áries, mas... 
D: É em Aquário mesmo, você é regida por signos de ar, o que faz ser você exatamente que é. Pra frente, espontânea, impulsiva, é difícil as pessoas não notarem sua presença. 
L: Mas Deusa, porque está falando essas coisas? - Falei, completamente chocada com o que estava acontecendo. 
D: Eu sou astróloga... E taróloga também. 
L: Não, peraí.. O QUÊ???! Quem te mandou aqui? 
D: Oi? Não entendi... 
L: Você quase não falava, agora me diz essas coisas, o que está acontecendo??? 
D: Nada.. Eu te observa, só isso. E você é linda, com um coração lindo, não deixe ele te derrubar.
L: Ele quem? - Falei, ainda em pânico.
D: O sabotador - Falou Deusa, sussurrando e olhando para os lados - As energias ruins, elas estão aí... Não deixe ele te derrubar. 
L: Como você sabe dessas coisas? Como entende? Você... Conhece o Sabotador?
D: Eu sou a Deusa do Vento, e como o vento, eu passeio por muitos lugares, e sinto muitas coisas... Preciso ir, fique bem, quando quiser, jogo pra você! 

Deusa foi embora e eu fiquei ali, extasiada com tanto informação. Eu não entendo porque esse é o tipo de coisa que acontece comigo. Não sei o porquê que a vida joga muito comigo, e eu lá, mais uma vez, como uma pata, chocada, zonza, caída no chão.

Os dias foram passando, e eu ainda tentava entender, ainda sentia tudo, ainda sentia muito. 

Certa noite, cheguei em casa, coloquei Pink Floyd, deitei em posição fetal e chorei. Acho que foi o ápice de Oblivion, foi eu sentindo todo o peso, todas as dores. Refleti sobre minha vida e me sentia confusa, perdida. 
Em relação ao Noah, não entendia o que acontecia, me peguei confabulando o que se passava na cabeça dele, entender as escolhas, o porque de tantas coisas, depois de algumas horas desisti. Pensar doía, machucava mais, e não, eu nunca vou entender. 
Depois de algumas horas, peguei meu telefone e tinha uma mensagem da Deusa do Vento: 

 - Vamos taralogar?

Continua...

2 comentários :

Sara com Cafe disse...

tambem nao entendo como as pessoas, que dizem gostar, escolher ficar longe. aaaaaaaaaaaaa que dificil!!

Tânia Tavares disse...

Olhaaa, escreve bem pacas!!!

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