segunda-feira, 18 de julho de 2011

Eu Já fui: Uma Sobrevivente do Mar

Tive mais um daqueles pesadelos com mar.
Sempre ameio o mar. Minha mãe era aquela mulher que todo o fim de semana estava na praia. Moramos perto da praia. Então, sempre vivia nela.
Todos os anos viajava com minha família paterna para o litoral. Meus avós tem casa lá e as férias sempre passava com eles, já que meus pais eram separados. Foi no verão de 2004 que sofri um acidente no mar. Eu e meus primos estávamos brincando no mar, só que estávamos em um local que era perigoso, conhecido como "Garganta do Diabo". Tinha esse nome, porque tinha uma linha de grandes pedras e no meio uma pequena abertura, nessa abertura o mar puxava a água com muita força, tornando o local perigoso para banho. Mas eu não me importava com isso, queria era mergulhar e sempre estava em segurança com meu primo. Em certo momento as ondas estavam muito altas, o Salva-vivas comunicou que ali estava muito perigoso e resolvemos dá um último mergulho e ir embora. Só que neste mergulho, veio uma onda tão forte que me puxou, segurei no meu primo e ele tentava levar os outros para areia, já que eram menores e éramos mais velhos. Enquanto ele levava, veio mais uma onda que eu tentei me segurar em meu primo, mas não conseguir, ele veio e tentou me segurar e no mesmo momento veio mais uma onda. O mar estava revolto e ele não conseguiu me segurar, fui sugada. Comecei a tentar nadar desesperadamente e não conseguia. O mar me puxava muito, eu engolia muita água e sentir meus braços bater nas pedras, foi ai que conseguir levantar um pouco mais e ver que tinha passado pela "Garganta do Diabo". Tentei nadar mais algumas vezes, mas era inútil, eu estava chegando a alto mar. Foi ali que eu descobrir que quando as pessoas falavam que se estavam perto da morte conseguiam ver um filme nas suas cabeças, era verdade. Eu vi um filme, vir todas as brigas com minha mãe, vi minha 1° vez com Pedestal, vi o meu quarto com todos os rostos daqueles astros do rock, vi o rosto de minha melhor amiga, de minhas irmãs.. E quando estava apagando vi uma boia branca e vozes de pessoas gritando longe. Conseguir colocar um braço na boia e fui tomando folego, tentando sobreviver. Vi muitos homens puxando a corda da boia do Salva-vidas e em determinado trecho, eu tinha me distanciado tanto da onde eu tinha passado que eu cheguei em uma parte aonde só tinha pedra, tive que subir para passar, quando finalmente subir, veio uma onda enorme e me levou por cima das pedras, sai rolando em cima de muitas pedras até ficar presa em uma próxima a praia e o Salva-vidas me pegar. Eu estava com os peitos de fora ¬¬ com o corpo cheio de sangue e com uma fratura exposta do osso, no lado esquerdo do corpo. Meu primo chorando e me ajeitando, eu fiquei tão irritada que não quis esperar ambulância nenhuma, me levantei toda ensanguentada e cair, porque não aguentava andar. Um menino que estava passando na pista viu quando eu desmaie e parou o carro, me carregou, me enrolou em uma toalha BRANCA que estava no carro dele e me levou para o hospital. Eu, no banco do fundo do carro, tentava falar com ele, mas desmaiei. Acordei na sala de cirurgia do posto, com ele do meu lado e o médico costurando minha barriga, apaguei de novo. Quando acordei descobrir tudo que aconteceu comigo: Rachei o fêmur. Fui perfurada no osso da cintura, o que me fez perde muita carne e tecido, não adiantando muito os pontos que tomei na região, já que a pele iria se regenerar, mas a carne não. Um braço torcido. E escoriação por todo o corpo, do rosto a bunda. Teria que ficar 45 dias de cama, só fazendo exames e me recuperando. O menino ainda estava do meu lado e foi a viagem toda me visitar, só não teve chance nenhuma, porque namorava com Pedestal, que ficou louco quando soube e só não foi me ver porque estava trabalhando e não conseguiu licença. Meu pai colocou toda a culpa no meu primo, que ficou sendo meu babá. Tinha que fazer uma cirurgia por causa do fêmur, mas nunca fiz e sinto dores nele até hoje. Depois de tudo isso, criei um trauma enorme com mar: Não entro em mar com onda, nem com pedras, nem sozinha. Só em mares calminhos e com alguém. Tenho esses pesadelos de tsunamis e me afogando desde então. Restou os pesadelos, as dores, e essa cicatriz linda ¬¬ na minha cintura:

A única foto que dá para ver a cicatriz e ainda sim, não dá para ver ¬¬ Tentei gente..
Ps¹: Esse acidente aconteceu no dia 04/02/04. Sendo 2 dias depois da festa de Iemanjá, na qual eu participei, dei flores e perfumes e sofri o acidente igual ¬¬ Depois disso xinguei muito Iemanjá e colocando toda a culpa de "que ela queria me levar". Segundo minha colega de quarto, ele me salvou ¬¬ Já que se eu tivesse que morrer, morreria mesmo..
Ps²: O menino me colocou em uma toalha branca e nem se importou com isso, porque fazia medicina e a família dele era dona das maiores farmácias do local, ele disse que se sentiu na obrigação de fazer isso por mim ^^ Claro que neste 2 meses ele se apaixonou por mim e ficava brincando que era meu príncipe, com o aval de meu pai e tudo. Só que eu amava Pedestal e não trairia ele nunca! \o/ Apesar de ter achado o menino muito fofo mesmo!
Ps³: O menino ficou na sala de cirurgia comigo, porque o médico pediu para meu primo ficar, só que ele não aguentou tanto sangue e desmaio ¬¬ Ai o menino teve que ficar, para caso eu acordasse me auxiliar.

sábado, 16 de julho de 2011

Status




E alguém ai também não sabe o que realmente quer da vida com 24 anos? Tenho me sentindo assim e por fora anda tudo bem. É por dentro mesmo que as coisas parecem nunca se encaixar. Parei de estudar, eu estava estudando o quê? Para quê? Decidir que vou trabalhar, mas começo por onde. Estou perdida, confusa e querendo muitas coisas. Eu procuro foco e não acho. Alguém acha. As vezes acho que tudo isso é tão normal e que eu só esteja passando por aquelas fases que todo mundo passa.. É?



Passei a semana inteira tentando me encontrar em algo que me identifique e tudo que escolhi era sempre maior do que minha realidade. Pocaria de sonhos. A mim eles nunca deram certos. E tenho sentindo que não importe o que eu faça: As coisas não vão acontecer e os sonhos, não saíram da cabeça. Deve ser pela constante mudança que sempre me encontro. O que eu quis ontem, não quero hoje e provavelmente o que eu quero hoje não será o que eu vou querer amanhã. Não, não estou filosofando. Estou confusa. Estou procurando a luz do túnel dentro de mim.


"Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és"


Lá fora tudo ocorre bem. As coisas permanecem em seus lugares. É só aqui dentro que elas insistem em ficar "por fora".. Por quanto tempo?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Hoje é com Caio

Zero Grau de Libra
"Sobre todos aqueles que ainda continuam tentando, Deus, derrama teu Sol mais luminoso.
O sol entrou ontem em Libra. E porque tudo é ritual, porque fé, quando não se tem, se inventa, porque Libra é a regência máxima de Vênus, o afeto, porque Libra é o outro (quando se olha e se vê o outro, e de alguma forma tenta-se entrar em alguma espécie de harmonia com ele), e principalmente porque Deus, se é que existe, anda distraído demais, resolvi chamar a atenção dele para algumas coisas. Não que isso possa acordá-lo de seu imenso sono divino, enfastiado de humanos, mas para exercitar o ritual e a fé — e para pedir, mesmo em vão, porque pedir não só é bom, mas às vezes é o que se pode fazer quando tudo vai mal. Neste zero grau de Libra, queria pedir a isso que chamamos Deus um olho bom sobre o planeta Terra, e especialmente sobre a cidade de São Paulo. Um olho quente sobre o mendigo gelado que acabei de ver sob a marquise do cine Majestic; um olho generoso para a noiva radiosa mais acima. Eu queria hoje o olho bom de Deus derramado sobre as loiras oxigenadas, falsíssimas, o olho cúmplice de Deus sobre as jóias douradas, as cores vibrantes. O olho piedoso de Deus para esses casais que, aos fins de semana, comem pizza com fanta e guaranás pelos restaurantes, e mal se olham enquanto falam coisas como «você acha que eu devia ter dado o telefone da Catarina à Eliete?”— e o outro grunhe em resposta.
Deus, põe teu olho amoroso sobre todos os que já tiveram um amor sem nojo nem medo, e de alguma forma insana esperam a volta dele: que os telefones toquem, que as cartas finalmente cheguem. Derrama teu olho amável sobre as criancinhas demônias criadas em edifícios, brincando aos berros em playgrounds de cimento. Ilumina o cotidiano dos funcionários públicos ou daqueles que, como funcionários públicos, cruzam- se em corredores sem ao menos se verem — nesses lugares onde um outro ser humano vai-se tornando aos poucos tão humano quanto uma mesa.
Passeia teu olhar fatigado pela cidade suja, Deus, e pousa devagar tua mão na cabeça daquele que, na noite, liga para o CVV. Olha bem pelo rapaz que, absolutamente só, dez vezes repete Moon over Bourbon Street, na voz de Sting, e chora. Coloca um spot bem brilhante no caminho das garotas performáticas que para pagar o aluguel dão duro como garçonetes pelos bares. Olha também pela multidão sob a marquise do Mappin, enquanto cai a chuva de granizo, pelo motorista de táxi que confessa não ter mais esperança alguma. Cuida do pintor que queria pintar, mas gasta seu talento pelas redações, pelas agências publicitárias, e joga tua luz no caminho dos escritores que precisam vender barato seu texto — olha por todos aqueles que queriam ser outra coisa qualquer que não a que são, e viver outra vida que não a que vivem.
Não esquece do rapaz viajando de ônibus com seus teclados para fazer show na Capital, deita teu perdão sobre os grupos de terapia e suas elaborações da vida, sobre as moças desempregadas em seus pequenos apartamentos na Bela Vista, sobre os homossexuais tontos de amor não dado, sobre as prostitutas seminuas, sobre os travestis da República do Líbano, sobre os porteiros de prédios comendo sua comida fria nas ruas dos Jardins. Sobre o descaramento, a sede e a humildade, sobre todos os que de alguma forma não deram certo (porque, nesse esquema, é sujo dar-certo), sobre todos que continuam tentando por razão nenhuma — sobre esses que sobrevivem a cada dia ao naufrágio de uma por uma das ilusões.
Sobre as antas poderosas, ávidas de matar o sonho alheio. Não. Derrama sobre elas teu olhar mais impiedoso, Deus, e afia tua espada. Que no zero grau de Libra, a balança pese exata na medida do aço frio da espada da justiça. Mas para nós, que nos esforçamos tanto e sangramos todo dia sem desistir, envia teu Sol mais luminoso, esse Zero Grau de Libra. Sorri, abençoa nossa amorosa miséria atarantada."
Caio Fernando Abreu


Ps: Hoje me retiro e deixo Caio falar..

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Na Minha Época de Escola..

             
Lá estava eu, esperando um ônibus e observando alguns alunos da minha antiga escola passar.. Até eu ouvir: "O quê? A diretora te pegou com ele? NO BANHEIRO??" A outra: "Foi.. Minha mãe vai me matar, vou ficar uma semana suspensa, a diretora já marcou a reunião com ela e a mãe dele, e ela disse que vai contar que eu estava BATENDO BOQUETE.." Neste momento parei de ouvir, porque fiquei chocada :o Não, não sejamos hipócritas, com 16, 17 anos (A idade que a menina aparentava) já tínhamos namoros quentes, peguetes venenosos que nós convencia a masturba-lo, não foi isso que me chocou, foi o lugar e ser pego. Me peguei pensando bestificada com cara de paisagem no ponto lembrando da minha época. Eu fazia essas coisas, mas na minha casa, na casa do namorado, no carro do pai do namorado.. Mas no banheiro da escola? Tipo, e minha antiga escola é um ovo, fazer uma coisa dessa lá na escola é a mesma coisa de chegar para a diretora e dizer que estava masturbando um garoto no banheiro da escola. Na minha época éramos mais inteligentes. Sabíamos até onde podíamos ir. Na verdade, na minha época, eu tomava suspensão porque fazia guerra de água, ficava dias sem ir para escola, porque brincávamos de jogar água um no outro, molhávamos a escola toda, e até uma professora de história uma vez, que não teve senso de humor e foi bufando para diretoria. Era bobagem, mas era mais saudável. Imaginem a cena: Minha mãe recebendo um telefonema dizendo que eu estava masturbando um cara no banheiro da escola.. Sério mesmo que eu nunca teria um blog, porque eu conheço minha mãe e realmente ela não me deixaria viva, ou deixaria marcas que eu nunca mais iria querer tocar um cara. Fora, que de verdade, nunca NUNCA namorei na escola, os caras da minha época eram muito babacas para mim, sem modéstia nenhuma mesmo. Tudo idiota e eu estava além do meu tempo. \o/
Me lembrei como os tempos mudarão, que antes meus amigos e eu, filávamos aula para ensaiar no fundo da escola, com um som super baixo, porque Odete gravava no "Gravador de voz" do seu celular e levava, ninguém de nos tinha mp3, mp4, mp50, ipod ou iqualquercoisas. Só tínhamos mesmo a gravação de Odete e éramos felizes por isso. Hoje, o pessoal fila para beber, fumar maconha e namorar, como eu mesma vi hoje levando Penélope para casa de minha mãe, um grupinho de no máximo 16 anos, bebendo, fumando cigarro e namorando. Como eu disse antes, NADA CONTRA A NADA DISSO, acho mesmo que você tem que viver cada dia da sua adolescência como se fosse o último, tem que experimentar de tudo mesmo, para criar sua personalidade e ter opinião própria. Tem que viver tudo bom, gostoso e ilegal, porque nessa fase da vida a única coisa que vão dizer de você é que é um adolescente que não tem nada na cabeça. Conheço pessoas que foram presa na adolescência e hoje com 35 anos quer se comportar como uma menina de 17, e ai não ouve que é só uma mulher que não tem nada na cabeça, é taxada (E é mesmo, no meu ponto de vista) de irresponsável, imatura, á toa que larga os filhos por uma festa. Hoje sou boa mãe também por isso, escolhi a opção de ter um filho e deixei todas as minhas loucuras para trás, as festas, as drogas, a curtição.. Porque VIVI muito, CURTI muito, BADALEI muito e agora não fico com esse sentimento de "Ai, eu não vivi nada.." Só acho que os adolescente de hoje dão ênfase a essas coisas, eu curti muito mais estudei muito também, respeitava o espaço do outro, quando tinha briga na minha época eu não ia armada para escola (:( Pena) como vermos por ai acontecer.. E no fim de todas as conclusões me peguei pensando em como será o futuro da minha filha, de como será a adolescência dela, se eu vou receber um telefonema da escola dizendo que ela estar no banheiro masturbando alguém.. Mas não se preocupem, se acontecer, vocês vão saber :(
Todas as Fotos Tiradas na Escola, Éramos bobos, Mas Felizes!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Os Excluídos Nada Anônimos Desse Mundo: Prenúncio

M: Boaaa
L: Boa tarde.. Corra pro meu blog que você vai morrer de ri
http://laraamello.blogspot.com/2010/07/podem-chamar-ela-de-creusa-ou-kathryn.html
M: Estou lá já..
L: Sentiu que eu acabei de escrever foi? Rs
M: Você é boa na escrita.. Tô amando seu blog! ^^
L: Você gosta, né? Mas só 3 meses :( Espero muito que eu melhore, que ele seja divertido mesmo, porque é muito divertido para mim escrever..
M: Deu vontade de continuar seu texto..
L: Continuar como assim?
M: Falar mais, ler mais, uma parte dos seus textos me deixam assim: Com gostinho de quero mais!!
L: Escreva então, se não tiver inspiração e eu te inspiro vá fundo ^^
M: Gosto de ler o que você escreve, Rs
L: Obrigada amiga! E rio com o texto?
M: Estou me acabando aqui, tinha acabado de entrar no seu blog, ai você mandou eu ler e só fiz atualizar.. Rs
L: Eu tô rindo até agora.. Estou no seu.. O pessoal me pergunta quem são meus personagens ¬¬ Nunca vou dizer, senão perde a graça..
M: Mais é mesmo, seu blog pra mim é um livro, tipo ficção.. Rs
L: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
M: Sérioo, sempre tem continuação..
L: Há, isso é mesmo, mas é porque é minha vida..
M: Sério amiga, daqui algum tempo se você continuar escrevendo, vai ser muito bom, e vai encontrar pessoas maravilhosas e pessoas que gostam, assim como eu, do seu blog e de você..
L: Será? Se as pessoas, assim como você, gostar de quem eu realmente sou e não se importar de todas as loucuras que eu escrevo, ai vai ser bom.. Muito bom para mim!

Ps: Essa conversa, aconteceu no msn, no dia 16/07/10, entre mim e A Menina da Janela, sobre uns dos meus 1° personagens e um prenúncio dela de como seria minha vida virtual, sim eu conheço pessoas maravilhosas e pessoas que gostam de mim como eu realmente sou.. Viva a todos os excluídos nada anônimos desse mundo, viva a nós! \o/
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