terça-feira, 7 de março de 2017

Turning Off: Sebastian - First Act


- Sebastian, o que faz aqui? 

PAUSA PARA HISTORIA DE SEBASTIAN 

Foi no purgatório que eu o conheci. Enquanto vivíamos os nossos infernos particulares, nós apoiávamos um no outro. Na verdade, eu me reconheci; o jeito ogro, sexy, com cara de “não me importo”, me chamou atenção logo no primeiro dia. Lembro exatamente da primeira vez que me fez sorrir, da sua capa preta, do seu olhar perdido e da fita verde presa em seu braço. Enquanto eu pensava em desisti, ele me levou para ver o sol, me fez mergulhar na sua alma, fez eu me senti viva atravessando um pomar, era o confidente, o companheiro de todas as horas e, acima de tudo, o melhor amigo que alguém pode ter. 

FIM DA PAUSA 

S: Eu vim te ver, eu sair, para onde mais eu iria? – Sebastian falou entrando na casa. – Foi um erro vim pra cá? 
L: Claro que não! Mi casa es tu casa! Musa, esse é o Sebastian! – Falei com a Musa apontando para ele. 
M: Eu sei quem ele é, na verdade, eu queria saber exatamente quem você é... – Musa falou com um ton desconfiado. 
S: Quem eu sou? O homem da vida dessa mulher! – Sebastian me abraçou, me apertou e roçou a barba no meu pescoço como de costume. 
L: Aaaiiii, me larga! – Empurrei Sebastian e ele caiu no sofá. 
M: Porque você parou no purgatório? – Musa sentou do lado de Sebastian no sofá. – Olha, eu não o conheço, ouvir falar de você e pra mim é bem bacana te conhecer, afinal, você foi o único amigo dela lá, mas o que aconteceu? O que você quer com ela de verdade? Porque está aqui? 
L: Musa? O que foi? O que é isso? Sebastian é meu amigo, deixa ele. 
M: Você não é parâmetro sobre pessoas, sabemos disso, né?! Você também sabe, né?! – Ela questionou a Sebastian. 
S: Ela só não sabe equilibrar as emoções, mas podemos trabalhar nisso, né?! Eu gosto do jeito durona dela, mas sabemos que tudo isso é fake. 
M: É isso mesmo, tão fácil de manipular, né?! Acredita em todo mundo, chora por tudo, uma palhaçada, né?! – Musa e Sebastian começaram a falar como se eu não existisse ali. 
L: Gente, Heellooo, eu estou aqui, viu?! Podem parar? 
S: OOOWN, Minas Gerais! – Sebastian me puxou e me colocou no colo dele, me beijou no rosto e Musa me abraçou também. – Já viu como ela fica lentinha quando usa as paradas dela? – Sebastian me apertou mais e questionou a Musa. 
L: Eu tenho 21 dias limpa, zerada! 
S: Ah! O ato, né? – Sebastian fez referência ao ato profético que fiz pela minha vida espiritual. 
L: É. – Levantei do sofá e parei na frente de Sebastian. – Vai ficar por aqui? 
S: Eu não tenho para onde ir, quero voltar para Portugal, mas preciso juntar uma grana. 
L: Você sabe que precisa ver Primeira Esposa, né?! – Sebastian era casado. Tinha uma garota, que deixou muitas vezes pelas suas aventuras, mas era sua esposa. 
S: Não agora, ainda preciso de você, precisamos saber o que aconteceu comigo. 
L: Você voltou para Terra, tá tudo lindo, não?! 
S: Não, eu não me lembrava porque estava no purgatório, lembra?! Agora eu sei... – Musa e eu nos olhamos. 
L: Do que lembrou? O que aconteceu? 
S: Eu sou um anjo caído, Lara. 

 Continua...

sábado, 4 de março de 2017

Turning Off: The first move - First Act

Eu afundei na banheira e me vi sentada na varanda

Waking Up foi a temporada que dei um tempo de tudo, também conhecida como a temporada "que sentei na varanda", sentei sozinha, não tinha ninguém lá comigo, afinal, eles me enganaram. 
Enquanto estava na varanda, fiquei em transe por um logo tempo e dei as costas as pessoas que acreditaram em mim, e isso tudo me fez parar no Purgatório. 
No purgatório, que mais me parecia uma clínica de reabilitação, vim a alma das pessoas e o quanto elas são belas e podres, atravessei o pomar e me vi em outra pessoa. 

M: Tá locaaaa? - Musa me puxou do fundo da banheira. - Quer se matar? 
L: Claro que não, eu nem estava aqui... - Sair da banheira e comecei a me enxugar. 
M: E onde você estava? 
L: Sentada na varanda... 
M: Perai?! Isso é um banzo se aproximando?? Naaaaao! Sai daqui, sai, deixa ela!! - Musa começou a bater os braços no ar e passando pelo meu corpo, como se realmente tivesse algo por perto. - Olha, só, você está na terra! Esquece Waking Up, The Purgatory, já foi, você estava tão feliz por está em casa de volta, eu não entendo. 
L: Eu estou bem, Musa, eu só estava refletindo em algumas coisas... - Entramos no quarto e eu comecei a me vesti. - Pensa comigo! Quando estava no purgatório eu fiz as pazes com você e com O Cara da Roda Gigante, durante esse processo eu me posicionei, correto?! Fiz escolhas, né isso?? - Musa fez que sim com a cabeça. - Entrou 2017 e, mesmo sem saber, estava no jogo de novo, e fiz minha jogada... 
M: Uma jogada maravilhosa por sinal. 
L: Mas, Musa, porque maravilhosa? Tipo, eu iniciei o ano, eu fiz a primeira jogada, certo, mas porque ela foi maravilhosa? Eu não entendo, eu não consigo ver resultados da minha jogada, sabe?! Eu tento entender, ler nas entrelinhas, mas eu não vejo... - Sentei na cama colocando as mãos na cabeça. 
M: Como não? Você saiu do purgatório! Sua jogada deu certo porque você saiu de lá. - Musa sentou do meu lado e me abraçou. - Por que você não consegue enxergar as coisas boas que você faz? Por que você sempre escolhe a dor? O pior? 
L: Eu só queria entender, Musa... 
M: Tudo bem, olhe para dentro de você, a resposta está aí... - A campainha tocou, nós olhamos e falamos juntas: - Deusa do Vento! 

Não víamos a Deusa do Vento desde quando ela me disse que eu era um Silfo. Depois disso, ela sumiu e ainda me mandou um recado enquanto estava no purgatório, dizia que ali não era terra que ela passeava e que eu voltaria logo. Como Silfo, um ser elemental do ar, entendi o porquê da Deusa do Vento está na minha vida, ela poderia ser somente uma guia, mas ela é mais, ela é minha Deusa
Descemos as escadas e abrimos a porta com um sorriso amarelo no rosto. Não era a Deusa do Vento, mas também não era ninguém que eu não conhecia, eu o conhecia muito bem, afinal, estávamos juntos, eu mergulhei na sua alma e até atravessamos o pomar juntos, eu só não imaginei que ele também viria para Terra e, muito menos, que viria atrás de mim. 

- Sebastian, o que faz aqui? 

 Continua...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Melhores Séries do Mundo: Girls


Niki, ontem eu estava de boinha - Depois de farrear muito no sábado - e fui assisti o 1° ep. da 6° temp. de "Girls" e... NUNCA AMEI TANTO UM SERIADO NA MINHA LIFEEE!
Gente, um seriado que do nada me canta quase 2 minutos de "My Sweet Lord" do George Harrison NÃO TEM COMO AMAAAAAR. Depois, me apareceu, com uma referencia dos Fleetwood Mac, que assim, é uma banda que eu amo, e só conheço total de 2 pessoas no mundo que conhece também, ACHEI MARAVILHOSO!
Não lembro de ter falado aqui do meu amor môr pelo seriado "Girls", mas deixa eu contar uma coisinha aqui... SOU COMPLETAMENTE APAIXONADA POR ESSE SERIADO. Tá no top 5 de melhores seriados da minha vida e o motivo é simples: Eu me vejo na Hannah Horvath.
Não, eu não sou egoísta e nem um pouco individualista como a Hannah, mas escrevo, amo meu corpinho do jeito que ele é e somos leais até mesmo quando as pessoas não são leais a nós.
Em Girls, Lena Dunham conta toda a sua saga quando ainda era uma aspirante a escritora, como foi diagnosticada com TOC e todos os seus dramas pessoais - E haja dramas! - e de suas 3 amigas: Jessa AMORDAVIDACARALHOMEBEIJA, Marnie e Shoshanna. E não para por aí, todos os personagens são excelentes, e mesmo Hannah sendo a minha preferida, não tem como não se apaixonar por Adam - exfuturonamoradadoHannah -, um ator em busca do sucesso que parece fazer de tudo para não conquista-lo. ADAM TE AMO AMOOOOR!!! Na verdade, QUAL O PERSONAGEM NÃO É BOM EM GIRLS, NÉ NOM???! - Tenho problemas com a Marnie, e ainda sim ela é ótima -.
Mesmo com todos os dramas, idas e vindas, finais tristes e felizes, o seriado tem um ar cômico que nós faz acreditar que "Não importa o que aconteça, no final, vamu ri disso tudo", não só pelos temas, mas da forma leve que eles são tratados. A sexta será a última temporada e eu já estou preparando meu coração.
Uma dica legal é ler o livro da Lana "Não sou uma dessas" que conta muito mais desse universo de Girls e como ela conquistou seu espaço sendo exatamente quem era.
É aquele velho papo que bato aqui com vocês,né??!  VAMU NOS AMAR MAIS, BÊBE!

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Compilado 2016 - 2017 o ano das jogadas.

Teste.. Um, dois... Teste.. Alguém aí?

Quatro meses sem falar de minha vida aqui e nem sei por onde começar #Refletindo
Claro, as histórias de Larissa Diaries estão sendo publicadas - Capengando, né?! Somente 2 textos Oo -, mas falar de tudo que aconteceu nesses últimos tempos é complicado.
Basicamente, venho por meio deste assumir publicamente que 2016 foi mesmo meu ano, EM TODAS AS ÁREAS. Foi, de longe, o ano que mais aprendi lições, e foi apanhando mesmo, tomando surra da vida mesmo, sendo nocauteada a cada tentativa frustada de recomeçar, mas né, ESTOU AQUI.
Foi o primeiro ano que sentei na varanda e vi a vida acontecer. Não, eu não desisti, eu só dei o tempo da batalha, só fiquei observando até aonde a vida ia, esperando a minha jogada.
O ano passado comecei com essa mensagem linda de que seria meu ano, e eu fiquei um pouco muito empolgada com isso e... SÓ TOMEI NO CU! Pelo menos, a maioria do tempo. Chorei, Chorei e CHOREI! Atravessei o deserto, paguei preços pesadíssimos, aprendi a me arrepender (E assumir isso), escrevi cartas que, pela primeira vez, foram entregues, escrevi livros, ESCREVI PRA CARALHO em comparação aos últimos anos. Parei no inferno, no purgatório, voltei pra terra e ganhei mais uma chance da vida.
2016 foi punk, mas foi o ano mais musical da minha vida. Construir uma relação de coleguismo com o Zé que jamais achei que um dia teríamos.  FUI PROMOVIDA COM TODOS OS MÉRITOS DO MUNDO \O/ Fui obrigada a me reinventar. Perdi e ganhei... E olha, vou escrever isso de novo: APANHEI DA VIDA DEMAIS!! Mas de novo: TÔ AQUI, NÉ?! SENDO A SOBREVIVENTE QUE EU SOU!

Sobre esse novo ano, não criei expectativas, não criei metas, não esperei nada dele e ando que nem uma agente do tempo, vivendo minhas 24hrs de boinha, sem esperar muito, nem da vida, nem do ano, nem de ninguém. Inventei uma palhaçada de ficar 40 dias sem algumas coisas que gosto muito -Isso inclui pão e álcool - e quase surtei, sério, não indico pra ninguém, mas foi boa a tentativa de adquirir o nirvana, mesmo me sentindo ainda perdida e sem nenhum resultado claro do jejum.

A sensação que tenho é que 2017 veio como um jogo de tabuleiro, xadrez, para ser mais específica, onde de um lado temos eu, O Cara da Roda Gigante, A Musa, O Acompanhante e a Deusa do Vento, e no outro, O Sabotador e os Cavalheiros das Trevas, cada um fazendo suas jogadas, as melhores e mais altas jogadas, onde tá valendo tudo, para possivelmente, dessa vez, parar no Céu.

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