segunda-feira, 6 de março de 2017
sábado, 4 de março de 2017
Turning Off: The first move - First Act
Eu afundei na banheira e me vi sentada na varanda.
Waking Up foi a temporada que dei um tempo de tudo, também conhecida como a temporada "que sentei na varanda", sentei sozinha, não tinha ninguém lá comigo, afinal, eles me enganaram.
Enquanto estava na varanda, fiquei em transe por um logo tempo e dei as costas as pessoas que acreditaram em mim, e isso tudo me fez parar no Purgatório.
No purgatório, que mais me parecia uma clínica de reabilitação, vim a alma das pessoas e o quanto elas são belas e podres, atravessei o pomar e me vi em outra pessoa.
M: Tá locaaaa? - Musa me puxou do fundo da banheira. - Quer se matar?
L: Claro que não, eu nem estava aqui... - Sair da banheira e comecei a me enxugar.
M: E onde você estava?
L: Sentada na varanda...
M: Perai?! Isso é um banzo se aproximando?? Naaaaao! Sai daqui, sai, deixa ela!! - Musa começou a bater os braços no ar e passando pelo meu corpo, como se realmente tivesse algo por perto. - Olha, só, você está na terra! Esquece Waking Up, The Purgatory, já foi, você estava tão feliz por está em casa de volta, eu não entendo.
L: Eu estou bem, Musa, eu só estava refletindo em algumas coisas... - Entramos no quarto e eu comecei a me vesti. - Pensa comigo! Quando estava no purgatório eu fiz as pazes com você e com O Cara da Roda Gigante, durante esse processo eu me posicionei, correto?! Fiz escolhas, né isso?? - Musa fez que sim com a cabeça. - Entrou 2017 e, mesmo sem saber, estava no jogo de novo, e fiz minha jogada...
M: Uma jogada maravilhosa por sinal.
L: Mas, Musa, porque maravilhosa? Tipo, eu iniciei o ano, eu fiz a primeira jogada, certo, mas porque ela foi maravilhosa? Eu não entendo, eu não consigo ver resultados da minha jogada, sabe?! Eu tento entender, ler nas entrelinhas, mas eu não vejo... - Sentei na cama colocando as mãos na cabeça.
M: Como não? Você saiu do purgatório! Sua jogada deu certo porque você saiu de lá. - Musa sentou do meu lado e me abraçou. - Por que você não consegue enxergar as coisas boas que você faz? Por que você sempre escolhe a dor? O pior?
L: Eu só queria entender, Musa...
M: Tudo bem, olhe para dentro de você, a resposta está aí... - A campainha tocou, nós olhamos e falamos juntas: - Deusa do Vento!
Não víamos a Deusa do Vento desde quando ela me disse que eu era um Silfo. Depois disso, ela sumiu e ainda me mandou um recado enquanto estava no purgatório, dizia que ali não era terra que ela passeava e que eu voltaria logo. Como Silfo, um ser elemental do ar, entendi o porquê da Deusa do Vento está na minha vida, ela poderia ser somente uma guia, mas ela é mais, ela é minha Deusa.
Descemos as escadas e abrimos a porta com um sorriso amarelo no rosto. Não era a Deusa do Vento, mas também não era ninguém que eu não conhecia, eu o conhecia muito bem, afinal, estávamos juntos, eu mergulhei na sua alma e até atravessamos o pomar juntos, eu só não imaginei que ele também viria para Terra e, muito menos, que viria atrás de mim.
- Sebastian, o que faz aqui?
Continua...
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Melhores Séries do Mundo: Girls
Niki, ontem eu estava de boinha - Depois de farrear muito no sábado - e fui assisti o 1° ep. da 6° temp. de "Girls" e... NUNCA AMEI TANTO UM SERIADO NA MINHA LIFEEE!
Gente, um seriado que do nada me canta quase 2 minutos de "My Sweet Lord" do George Harrison NÃO TEM COMO AMAAAAAR. Depois, me apareceu, com uma referencia dos Fleetwood Mac, que assim, é uma banda que eu amo, e só conheço total de 2 pessoas no mundo que conhece também, ACHEI MARAVILHOSO!
Não lembro de ter falado aqui do meu amor môr pelo seriado "Girls", mas deixa eu contar uma coisinha aqui... SOU COMPLETAMENTE APAIXONADA POR ESSE SERIADO. Tá no top 5 de melhores seriados da minha vida e o motivo é simples: Eu me vejo na Hannah Horvath.
Não, eu não sou egoísta e nem um pouco individualista como a Hannah, mas escrevo, amo meu corpinho do jeito que ele é e somos leais até mesmo quando as pessoas não são leais a nós.
Em Girls, Lena Dunham conta toda a sua saga quando ainda era uma aspirante a escritora, como foi diagnosticada com TOC e todos os seus dramas pessoais - E haja dramas! - e de suas 3 amigas: Jessa AMORDAVIDACARALHOMEBEIJA, Marnie e Shoshanna. E não para por aí, todos os personagens são excelentes, e mesmo Hannah sendo a minha preferida, não tem como não se apaixonar por Adam - exfuturonamoradadoHannah -, um ator em busca do sucesso que parece fazer de tudo para não conquista-lo. ADAM TE AMO AMOOOOR!!! Na verdade, QUAL O PERSONAGEM NÃO É BOM EM GIRLS, NÉ NOM???! - Tenho problemas com a Marnie, e ainda sim ela é ótima -.
Mesmo com todos os dramas, idas e vindas, finais tristes e felizes, o seriado tem um ar cômico que nós faz acreditar que "Não importa o que aconteça, no final, vamu ri disso tudo", não só pelos temas, mas da forma leve que eles são tratados. A sexta será a última temporada e eu já estou preparando meu coração.
Uma dica legal é ler o livro da Lana "Não sou uma dessas" que conta muito mais desse universo de Girls e como ela conquistou seu espaço sendo exatamente quem era.
É aquele velho papo que bato aqui com vocês,né??! VAMU NOS AMAR MAIS, BÊBE!
sábado, 18 de fevereiro de 2017
Compilado 2016 - 2017 o ano das jogadas.
Teste.. Um, dois... Teste.. Alguém aí?
Quatro meses sem falar de minha vida aqui e nem sei por onde começar #Refletindo
Claro, as histórias de Larissa Diaries estão sendo publicadas - Capengando, né?! Somente 2 textos Oo -, mas falar de tudo que aconteceu nesses últimos tempos é complicado.
Basicamente, venho por meio deste assumir publicamente que 2016 foi mesmo meu ano, EM TODAS AS ÁREAS. Foi, de longe, o ano que mais aprendi lições, e foi apanhando mesmo, tomando surra da vida mesmo, sendo nocauteada a cada tentativa frustada de recomeçar, mas né, ESTOU AQUI.
Foi o primeiro ano que sentei na varanda e vi a vida acontecer. Não, eu não desisti, eu só dei o tempo da batalha, só fiquei observando até aonde a vida ia, esperando a minha jogada.
O ano passado comecei com essa mensagem linda de que seria meu ano, e eu fiquei um pouco muito empolgada com isso e... SÓ TOMEI NO CU! Pelo menos, a maioria do tempo. Chorei, Chorei e CHOREI! Atravessei o deserto, paguei preços pesadíssimos, aprendi a me arrepender (E assumir isso), escrevi cartas que, pela primeira vez, foram entregues, escrevi livros, ESCREVI PRA CARALHO em comparação aos últimos anos. Parei no inferno, no purgatório, voltei pra terra e ganhei mais uma chance da vida.
2016 foi punk, mas foi o ano mais musical da minha vida. Construir uma relação de coleguismo com o Zé que jamais achei que um dia teríamos. FUI PROMOVIDA COM TODOS OS MÉRITOS DO MUNDO \O/ Fui obrigada a me reinventar. Perdi e ganhei... E olha, vou escrever isso de novo: APANHEI DA VIDA DEMAIS!! Mas de novo: TÔ AQUI, NÉ?! SENDO A SOBREVIVENTE QUE EU SOU!
Sobre esse novo ano, não criei expectativas, não criei metas, não esperei nada dele e ando que nem uma agente do tempo, vivendo minhas 24hrs de boinha, sem esperar muito, nem da vida, nem do ano, nem de ninguém. Inventei uma palhaçada de ficar 40 dias sem algumas coisas que gosto muito -Isso inclui pão e álcool - e quase surtei, sério, não indico pra ninguém, mas foi boa a tentativa de adquirir o nirvana, mesmo me sentindo ainda perdida e sem nenhum resultado claro do jejum.
A sensação que tenho é que 2017 veio como um jogo de tabuleiro, xadrez, para ser mais específica, onde de um lado temos eu, O Cara da Roda Gigante, A Musa, O Acompanhante e a Deusa do Vento, e no outro, O Sabotador e os Cavalheiros das Trevas, cada um fazendo suas jogadas, as melhores e mais altas jogadas, onde tá valendo tudo, para possivelmente, dessa vez, parar no Céu.
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
The Purgatory - Season Final / Turning Off - Nova Temporada
Para ler ouvindo: Shine On You Crazy Diamond - Pink Floyd
Entrei na igreja e ela estava vazia, como sempre. Caminhei até o primeiro banco, mas a sensação que eu tinha era que estava me rastejando. Ajoelhei-me e desmoronei em um choro sentido, doído... A dor ainda estava aqui.
O Cara da Roda Gigante também entrou e sentou ao meu lado; tocou em minha cabeça e era como se a dor se intensificasse. Agora, todo o corpo doía.
L: Eu perdi de novo, né? Mais uma vez. – Falei olhando para O Cara da Roda Gigante. – Dói tanto! – Falei, chorando copiosamente. – É uma dor que não passa, que não acaba. Olha onde eu vim parar, só para, mais uma vez, provar que eu não consigo...
C: O Purgatório não é um lugar para quem não consegue, é um lugar para quem precisa aprender lições.
L: Eu aprendi tudo que precisava aprender em Oblivion. Eu aprendi as lições, paguei os preços!
C: Não. Você nunca passou da última fase de Oblivion. Você nunca aceitou. Ainda está na fase da depressão. Ela vem se arrastando e, por isso, dói tanto.
L: Não! Eu saí de Oblivion passando por todas as fases. Eu aceitei! – Gritei e fiquei de pé.
C: Pare! Você não precisa mentir para mim. Na verdade, você jamais conseguiria. Você pode tentar mentir para O Sabotador, mas, como ele é o pai da mentira, você também não conseguiria...
M: Chegamos, agora, em um ponto muito pior: ela mente para ela mesma. – Musa entrou na igreja e olhamos para trás. – Ela acredita mesmo que aceitou, mesmo estando aqui, num lugar de pessoas que devem. E deixa eu te adiantar uma coisa: Você perdeu mesmo. – Musa sentou e me colocou sentada ao seu lado.
L: Vocês... Aqui... Eu... – Musa colocou minha cabeça no seu colo e eu chorei. Chorei, sentindo a dor, zonza, sem acreditar nas verdades ditas ali, naquela igreja.
C: Onde está a carta? – Olhei para O Cara da Roda Gigante e tirei a última carta escrita para o Noah do bolso. Ela estava suja, mas a fita vermelha estava impecável. – Ela vai voltar para onde você deveria ter deixado. – Ele a pegou e desfez o laço.
L: Mas... E a dor? Ele ainda esta aqui. Não é a carta, é o amor, é a dor que não passa, é essa porcaria de dor e...
M: Então... Você admite que não aceitou? Que não havia acabado e que você guardou isso tudo que você sente aí dentro, tentando camuflar, escondendo, fingindo... – Eu olhei para Musa e abaixei a cabeça. Eu não conseguia parar de chorar.
L: Então, é isso?! Eu parei no Purgatório por causa dele?
C: Não, você parou aqui por sua causa.
M: Você acha mesmo que O Sabotador não te conhece? Você acha mesmo que só porque foi ao inferno duas vezes, se tornou a fodona e que pode jogar com ele? Esse jogo é para gigantes, você é apenas um Silfo que nem consegue controla seu poder! Você é tão burra que é só ele te dá um laço pomposo que você cai, e você caiu mesmo, viu a historia se repeti, viu o mesmo contexto e ainda sim caiu. – Musa levantou e começou a andar de um lado para o outro. – E sabe por quê? Por que você não consegue controlar seus próprios sentimentos, você não consegue controla você mesma, não houve ninguém, abandona quem está do seu lado, só por capricho, por orgulho, e enquanto estamos lutando, O Sabotador está sambando, acabando com você e te deixando assim, para refazermos os cacos. Eu estou cansada, tá?! Estou mesmo! – Musa começou a chorar e O Cara da Roda Gigante a olhou profundamente, levantou, estendeu a mão para mim, me fez levantar e se aproximou da Musa, lhe estendeu a mão e fomos até o púlpito, chorando, as duas, em silêncio.
No púlpito, havia um prato de ouro onde O Cara da Roda Gigante colocou a carta com a fita vermelha. Ela começou a queimar e entre muitas lagrimas sussurrei um “Não!”. Cair de joelhos e gritei abraçada ao púlpito.
M: A dor não está aqui – Musa falou tocando no meu peito. – Ela está aqui – Ela tocou na minha cabeça. – Não é o coração, é a mente. Desligue. Desligue suas emoções. – Olhei para Musa sem entender e ela me tirou do púlpito, me abraçando a força. – Você vai conseguir! Eu estou aqui, O Cara da Roda Gigante está , as pessoas que você pode contar, jamais vamos nos deixar.
Musa e eu ficamos ali abraçadas chorando por horas. Chorei de dormir nos seus braços e ao acordar pela manhã no dormitório do Purgatório, me fez questionar até onde aquilo tudo foi real. Escovei os dentes, tomei banho, me vesti e tentei não pensar na noite anterior, não importava, era meu ultimo dia naquele lugar. Eu estava saindo do Purgatório.
A porta do metrô se abriu e eu puder ver meu Acompanhante sorrindo para mim. Eu o abracei como se fosse um amigo que a muito não via.
A: Para terra?! Olha só a vida te dando uma chance de novo!
L: A vida é uma filhadaputa, tá?! Ela não é minha amiga e não vai facilitar.
A: Ouvir dizer que sua história no Purgatório foi como a de Jô, O Cara da Roda Gigante só não deixou tira-lhe a vida, o que deve ter deixado O Sabotar irado. Você sabe que ele ainda te quer, né?
L: Aaaaah, pouco me importa, eu estou tão feliz que estou saindo, eu sou mesmo uma sobrevivente! A: Eu nunca duvidei disso! – Olhei pela janela e vi que já havíamos passado do túnel – E agora? Já sabe o que quer fazer ou o que não quer fazer?
L: Não. Recomeçar sempre é difícil, mas é preciso.
A: Então... Sem planos?
L: Não exatamente. Eu tenho um... - Sentei ao lado do Acompanhante e sorri. - Você vai continuar olhando por mim? Talvez, eu precise muito.
A: Eu jamais tirarei os olhos de você. - Ele me abraçou mais uma vez.
Chegando na estação, me despedir do Acompanhante e o vi seus olhos lagrimejar. Da última vez que nos virmos, vi piedade no seu olhar, dessa vez, era um orgulho com misto de felicidade. Corri, peguei um táxi e cheguei em casa o mais rápido possível. Ao abrir a porta, gritei pela Musa e ela desceu a escada correndo, me abraçou e agradeceu por eu está ali, olhei profundamente para os seus olhos e disse:
- Eu estou pronta, quero desligar.
L: Eu aprendi tudo que precisava aprender em Oblivion. Eu aprendi as lições, paguei os preços!
C: Não. Você nunca passou da última fase de Oblivion. Você nunca aceitou. Ainda está na fase da depressão. Ela vem se arrastando e, por isso, dói tanto.
L: Não! Eu saí de Oblivion passando por todas as fases. Eu aceitei! – Gritei e fiquei de pé.
C: Pare! Você não precisa mentir para mim. Na verdade, você jamais conseguiria. Você pode tentar mentir para O Sabotador, mas, como ele é o pai da mentira, você também não conseguiria...
M: Chegamos, agora, em um ponto muito pior: ela mente para ela mesma. – Musa entrou na igreja e olhamos para trás. – Ela acredita mesmo que aceitou, mesmo estando aqui, num lugar de pessoas que devem. E deixa eu te adiantar uma coisa: Você perdeu mesmo. – Musa sentou e me colocou sentada ao seu lado.
L: Vocês... Aqui... Eu... – Musa colocou minha cabeça no seu colo e eu chorei. Chorei, sentindo a dor, zonza, sem acreditar nas verdades ditas ali, naquela igreja.
C: Onde está a carta? – Olhei para O Cara da Roda Gigante e tirei a última carta escrita para o Noah do bolso. Ela estava suja, mas a fita vermelha estava impecável. – Ela vai voltar para onde você deveria ter deixado. – Ele a pegou e desfez o laço.
L: Mas... E a dor? Ele ainda esta aqui. Não é a carta, é o amor, é a dor que não passa, é essa porcaria de dor e...
M: Então... Você admite que não aceitou? Que não havia acabado e que você guardou isso tudo que você sente aí dentro, tentando camuflar, escondendo, fingindo... – Eu olhei para Musa e abaixei a cabeça. Eu não conseguia parar de chorar.
L: Então, é isso?! Eu parei no Purgatório por causa dele?
C: Não, você parou aqui por sua causa.
M: Você acha mesmo que O Sabotador não te conhece? Você acha mesmo que só porque foi ao inferno duas vezes, se tornou a fodona e que pode jogar com ele? Esse jogo é para gigantes, você é apenas um Silfo que nem consegue controla seu poder! Você é tão burra que é só ele te dá um laço pomposo que você cai, e você caiu mesmo, viu a historia se repeti, viu o mesmo contexto e ainda sim caiu. – Musa levantou e começou a andar de um lado para o outro. – E sabe por quê? Por que você não consegue controlar seus próprios sentimentos, você não consegue controla você mesma, não houve ninguém, abandona quem está do seu lado, só por capricho, por orgulho, e enquanto estamos lutando, O Sabotador está sambando, acabando com você e te deixando assim, para refazermos os cacos. Eu estou cansada, tá?! Estou mesmo! – Musa começou a chorar e O Cara da Roda Gigante a olhou profundamente, levantou, estendeu a mão para mim, me fez levantar e se aproximou da Musa, lhe estendeu a mão e fomos até o púlpito, chorando, as duas, em silêncio.
No púlpito, havia um prato de ouro onde O Cara da Roda Gigante colocou a carta com a fita vermelha. Ela começou a queimar e entre muitas lagrimas sussurrei um “Não!”. Cair de joelhos e gritei abraçada ao púlpito.
M: A dor não está aqui – Musa falou tocando no meu peito. – Ela está aqui – Ela tocou na minha cabeça. – Não é o coração, é a mente. Desligue. Desligue suas emoções. – Olhei para Musa sem entender e ela me tirou do púlpito, me abraçando a força. – Você vai conseguir! Eu estou aqui, O Cara da Roda Gigante está , as pessoas que você pode contar, jamais vamos nos deixar.
Musa e eu ficamos ali abraçadas chorando por horas. Chorei de dormir nos seus braços e ao acordar pela manhã no dormitório do Purgatório, me fez questionar até onde aquilo tudo foi real. Escovei os dentes, tomei banho, me vesti e tentei não pensar na noite anterior, não importava, era meu ultimo dia naquele lugar. Eu estava saindo do Purgatório.
A porta do metrô se abriu e eu puder ver meu Acompanhante sorrindo para mim. Eu o abracei como se fosse um amigo que a muito não via.
A: Para terra?! Olha só a vida te dando uma chance de novo!
L: A vida é uma filhadaputa, tá?! Ela não é minha amiga e não vai facilitar.
A: Ouvir dizer que sua história no Purgatório foi como a de Jô, O Cara da Roda Gigante só não deixou tira-lhe a vida, o que deve ter deixado O Sabotar irado. Você sabe que ele ainda te quer, né?
L: Aaaaah, pouco me importa, eu estou tão feliz que estou saindo, eu sou mesmo uma sobrevivente! A: Eu nunca duvidei disso! – Olhei pela janela e vi que já havíamos passado do túnel – E agora? Já sabe o que quer fazer ou o que não quer fazer?
L: Não. Recomeçar sempre é difícil, mas é preciso.
A: Então... Sem planos?
L: Não exatamente. Eu tenho um... - Sentei ao lado do Acompanhante e sorri. - Você vai continuar olhando por mim? Talvez, eu precise muito.
A: Eu jamais tirarei os olhos de você. - Ele me abraçou mais uma vez.
Chegando na estação, me despedir do Acompanhante e o vi seus olhos lagrimejar. Da última vez que nos virmos, vi piedade no seu olhar, dessa vez, era um orgulho com misto de felicidade. Corri, peguei um táxi e cheguei em casa o mais rápido possível. Ao abrir a porta, gritei pela Musa e ela desceu a escada correndo, me abraçou e agradeceu por eu está ali, olhei profundamente para os seus olhos e disse:
- Eu estou pronta, quero desligar.
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