sábado, 1 de setembro de 2018

Diário de Terapia: Complexo de Cinderela e suas mazelas




T: Eu fiz essa anotação no início da sessão... - Tia Terapeuta falou me mostrando um papel amarelo - Quero que você reflita sobre isso... - Eu peguei o papel que tinha a seguinte mensagem: sobre ser eu mesma na conquista. - Pense sobre isso. Escreva. Vamos falar na próxima sessão... 





Fitei o papel e levantei, sair do consultório, peguei o elevador já contextualizando uma vida sobre o amor e toda essa bagunça que ele faz comigo. Tudo isso me ocorreu, porque eu falei que, depois que  descobri que o 'crush mais lindo do mundo, porém feio' - um carinha da academia -, tem namorada, eu fiquei mais leve com ele. Antes tinha toda uma tensão sexual - Não que eu não queira dar loucamente nunca mais para ele, não é isso, dor, daria, e daria de novo -, troca de olhares e sustentar um personagem até nos conhecermos o suficiente para eu poder ser eu mesma, sim, gente, choquem, no auge dos meus 31 anos eu fazendo personagem, segurando a onda. E porque eu faço isso? Porque o fantasma do "você é muita coisa!" me ronda até hoje. As pessoas dizem que eu assusto os homens, minha autossuficiência os destrói, tem que ser muito macho pra está comigo - E tem que ser muito macho mesmo, gosto de muito macho -, e não quero assustar ninguém, não quero que os homens tenham uma percepção errada sobre mim... "Mas como assim, se você for você mesma, não importa o momento que seja, ele vai ter a percepção "certa" ou "errada" em algum momento, porque se esconder?" A musa fez ecoar essa pergunta na minha cabeça em toda a viagem de volta para casa. E ao chegar, eu já tinha essa resposta: E é porque é o caminho mais fácil. Porque o medo está aqui, de ser rejeitada, de não dar certo mais uma vez (como não deu), dele não gostar de mim, de como eu sou... E naquela noite refleti sobre essa pergunta, essa sou eu vendo meu Complexo de Cinderela na lupa, me analisando e desconstruindo, construindo minha independência, mostrando que preciso abrir as feridas, trata-las, fazer curativo, esperar sarar... Eu não parei de acreditar no amor em nenhum segundo da minha vida, mesmo com toda minha historia com Zé, e os 2 últimos laços que passaram na minha vida, mesmo parecendo que nunca mais vai dar certo, eu acredito, muito, e quero muito pra mim também, não vou morrer seca e amarga, só que o lance todo é: qual é o lugar dessa vontade? Eu preciso disso ou eu quero isso? Isso é mais uma moleta para minha vida ou é só uma pessoa que agrega valor nela? Que tipo de atenção eu dou a essa área da minha vida? E aí, a cada pergunta, eu vou abrindo arquivos neurológicos, vou me questionando, refletindo, crescendo, aprendendo a lidar com toda essa bola de neve que eu sou, colocando cada coisa em seu lugar. 
Refleti a madrugada inteira sobre não ser eu mesma na conquista e vendo o quanto eu sou otária, e que graças a Deus eu percebi isso logo, segundo Colette Dowling, existe mulheres que passam a vida sem perceber o seu complexo de Cinderela (Todas nos temos, é algo enraizado em nós), Dowling ainda afirma que "é nesse ponto que as meninas se defrontam com o que certamente se afigura o problema central da feminilidade em nossa cultura: o conflito entre dependência e independência. Qual o meio-termo ideal entre ambas? O que é "certo"? O que é "apropriado"? Uma menina extremamente dependente, sem opinião própria e sem personalidade, é considerada boboca e chata, mas uma menina extremamente independente também não é um bom negócio. Pode até ter vários amigos, mas, nos assuntos românticos, eles se retraem." (Porra! Meti referencia! #PAS
E a ideia não é só abrir arquivo neurológico e não fazer nada com ele, tem que mergulhar mesmo, entender o seu id, saber quem você é e se transformar em quem você gostaria de ser, construir uma pessoa melhor, já que você já sabe lidar com você mesma. E tem mais, esse é um processo de dor, afinal, crescer doí, não é bacaninha mexer em feridas, mas é necessário, é viver a dor e a delicia de quem é você, esse é o processo da minha vida, meu status, me tratando e cuidando de gente, olha só o caminho que eu estou seguindo e é importante todo mundo parar agora sua vida e se questionar: Eu sou a pessoa que eu gostaria que eu fosse? Eu tenho a vida que eu mereço ter? Tá tudo aí dentro, todas as respostar e todos os meios para ter a vida que você quiser, é só a gente querer, acredita, se jogar e entender que a vida que você quer ter, VOCÊ VAI TER! #THEMIRACLEMORNING
Gente, tô muito positivaaa, mas isso tem a ver com o Milagre da manhã, que é assunto para outro post, agora só lembrem-se que o poder está nas mãos de vocês! BYE! 

Um comentário :

Taiane Brito disse...

Oi Lara, mais uma vez um texto delicia de ler.
Eu concordo com a Musa e te digo mais: O certo é ser quem você é! Quem te rejeita não te merece, não merece a sua essência, e ela sempre vai fazer parte de você por mais que você tente esconder, ela está ai dentro. Eu bem sei o quão complicado é achar um equilíbrio, mas o equilíbrio estará em você mesma quando você se encontrar. Entendeu? rs
Eu mesma estou em busca do tal equilíbrio, do tal eu, abrindo meus arquivos neurológicos e tá doendo, MUITO!
Amei saber sobre esse tal complexo cinderela e acabei de perceber que estou de cabeça nele! Porque tô aqui falando de equilíbrio, mas estou fora dele hahaha.
Escreve sim sobre o Milagre da manhã, tenho muita curiosidade sobre.
Um xero!

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